Bom galera, hoje mais uma vez venho resenhar um livro de cortesia. Dessa vez da editora Porto de Idéias que nos cedeu 4 livros para resenha.
O livro possui sim investigações e coisas do gênero, mas de romance eu não vi nada, pra mim, o livro é estilo Laranja Mecânica do Anthony Burgess, que aliás, já foi resenhado por aqui. (Clique aqui para ver a resenha)
Autor: Roberto Campos Pellanda
Editora: Porto de ideias
ISBN: 9788560434572_
Ano: 2009
Páginas: 208
Sinopse:
Um rapaz que sofre de uma forma grave de esquizofrenia catatônica e que há décadas é incapaz de mover ou comunicar-se, desaparece misteriosamente da clínica psiquiátrica de máxima segurança onde estava internado.
Os dois casos estão intimamente ligados e levarão os detetives Paulo Westphalen e Miguel D’Andrea a desnudar uma conspiração que envolve duas grandes corporações multinacionais, a ditadura militar brasileira e, principalmente, um dos projetos mais obscuros da história da agência central de inteligência americana, a CIA.
- Em que você se inspirou ao escrever mentes roubadas? Confesso que em algumas partes ele me lembrou vagamente “Laranja Mecânica” do Anthony Burgess por causa dessa coisa de grandes corporações tentaram manipular o cérebro do ser humano.
Roberto Campos Pellanda: Então, bem lembrado, você não é a primeira pessoa a fazer esta associação. Mas não, eu não tive inspiração em “Laranja Mecânica” para o livro. A ideia surgiu, entre outros motivos, pelo meu interesse na história da Segunda Guerra Mundial e do complexo contexto político do período pós-guerra. Aquela foi uma época especialmente rica em operações de inteligência, principalmente pela recém instalada Guerra Fria. Naquela época foi que surgiram as Operações Paperclip e o projeto de controle da mente da CIA, o MK-ULTRA, que são “o pano de fundo” da trama.
Mais informações sobre estas operações da CIA podem ser encontradas no site de “Mentes Roubadas”:
http://www.mentesroubadas.com.br/Mentes_Roubadas/Controle_da_Mente.html
- Achei que você deixou o final de mentes roubadas em aberto. O livro terá continuação?
R.C.P.: No final do livro, a possibilidade de expor a conspiração central da trama recai, por acaso, nas mãos de uma pessoa muito improvável. O que esta pessoa irá fazer? Talvez nada, talvez tudo. O certo é que, como foi abordado durante o livro, essa conspiração vai muito fundo, então fica difícil imaginar uma solução em que todos os culpados vão enfrentar à Justiça. Talvez aí seja um pouco como na vida real, não?
Voltando a pergunta, é possível que o livro tenha uma continuação direta; está na categoria de “projetos futuros”.
- Você pode nos contar um pouco sobre seu próximo livro?
R.C.P.: O meu segundo livro é intitulado “Insight” e também tem como personagens centrais os detetives especializados em casos de pessoas desaparecidas, Paulo Westphalen e Miguel D’Andrea.
A trama se passa um ano depois dos eventos contados em “Mentes Roubadas”, mas não se trata de uma continuação, o caso em questão é totalmente novo.
A história gira em torno do desaparecimento de crianças na cidade de São Paulo e o “pano de fundo”, desta vez, serão a espionagem industrial internacional e o secreto mundo dos fundos de private equity internacionais, que são hoje detentores de boa parte do poder (e do dinheiro) neste mundo globalizado em que vivemos.
Paralelamente ao desenrolar do caso, vamos assistir ao racional e comedido Paulo sofrer uma espécie de colapso nervoso. Algum detalhe do caso irá levá-lo a uma dolorosa viagem ao ponto mais obscuro da sua infância: o desaparecimento de seus pais. Desta jornada surgirão respostas de porque ele tem dedicado a vida a procurar pessoas que desapareceram.
O livro deve ser lançado entre o fim de julho e o início de agosto, para a Bienal do Livro de São Paulo.
Em breve colocarei no site do autor e no Twitter, a sinopse completa e o book trailer de “Insight”:
www.robertopellanda.com.br
- Além desse novo livro, você tem algum outro projeto futuro?
R.C.P.: Em fase de projeto, ainda bem preliminar, tenho mais três livros com os detetives de “Mentes Roubadas” e “Insight”. Também estou trabalhando em uma outra história bem diferente, não relacionada aos detetives Paulo Westphalen e Miguel D’Andrea.
Ouvindo: Fear Factory – Invisible Wourlds” (The Suture Mix)
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