Centésimo em Roma não é o tipo de que estou habituada, devido ao uso da linguagem ser de acordo com a época do livro (68 d.C.).
Por ser uma leitura mais complexa, que necessita total atenção do leitor, não consegui ler minhas 100 páginas diárias. Mas não é pelo fato da leitura ser um pouco mais complicada que você deve deixar de ler.
O CENTÉSIMO EM ROMA
Max Mallmann
Max Mallmann
Editora: Rocco
Páginas: 424
ISBN: 9788532525079
Publicação: 2010
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Sinopse:
Humor, fina ironia e uma profusão de referências, que vão de Tácito a Shakespeare, passando por Machado de Assis, dão forma ao imperdível romance histórico O centésimo em Roma, do escritor e roteirista Max Mallmann. Com base em sólida pesquisa, Mallmann recria, de forma magistral, a Cidade Eterna entre os anos 68 e 70 d.C.: romanos nobres e plebeus, cristãos, judeus, gregos, etíopes, indonésios e germanos convivem em vielas e becos de uma Roma que cheira a “molho de peixe, suor e esgoto”, e que por isso mesmo é amada pelo atrapalhado centurião e protagonista da história, Desiderius Dolens. Dando vida a legionários, prostitutas, senadores e césares – a maioria com existência comprovada –, Mallmann apresenta ao leitor um caldeirão onde se misturavam corrupção, assassinatos, luxúria, vinho e muito sangue.
Comentários:
A história nos transporta para uma época em que Deuses, como Baco e Saturno, ainda eram cultuados e a filosofia era extremamente popular em Roma.
Publius Desiderius Dolens é um ‘soldado’ (centurião pilus posterior da segunda centúria do primeiro manípulo da quinta coorte da Legio Prima Germanica) veterano se aproveitando de um apelido (Carniceiro de Bona) – não totalmente verdadeiro – para ser reconhecido e temido.
Desde cedo Dolens almejou riqueza e prestígio trabalhando duro como soldado, sempre buscando cargos cada vez mais altos para que pudesse alcançar o que tanto desejava: poder.
Mas faltava uma coisa para que ele conseguisse chegar ao tão sonhado cargo: um berço de ouro.
Por mais que se esforçasse, Dolens estaria sempre um passo atrás da nobreza, perdendo suas chances para ‘filhinhos de papai’.
Mas quando Dolens volta para a Germânia para se tornar o novo primus pillus dos pretorianos (uma espécie de segundo em comando de uma polícia local), um acontecimento envolvendo um senador pode ser o empurrão que ele tanto esperava para a riqueza ou o início de sua queda para a ruína…
Confesso que apesar de ter adorado, o começo da leitura me deu a impressão daquela típica história de muitos livros: um tanto parada, sem despertar a atenção do leitor nas primeiras páginas.
Mas pouco a pouco a personalidade dos personagens foram sendo construídas com o decorrer da história.
O Carniceiro de Bona, quando foi incumbido de investigar o assassinato do senador, se deparou com duas possíveis soluções do caso (uma delas sugerida pelo seu ‘padrinho’ Quintus Trebellius Nepos), que num primeiro momento não seriam as verdadeiras, mas que iriam satisfazer a todos, mesmo que a pessoa acusada não fosse o verdadeiro assassino.
Dolens, é o típico “macho” mas que em algumas ocasiões me arrancou boas risadas e mesmo com a imagem de um homem temido, ele é uma pessoa simples e principalmente justa.
Como disse acima, demorei um pouco até me habituar ao estilo da leitura, mas apesar disso adorei o livro que é rico em descrições e detalhes. Desde a primeira linha fica visível que o autor – Max – procurou fazer o melhor nesse livro, se aprofundando em pesquisas para que o cenário e até o ‘dialeto’ ficasse o mais fiel possível à época.
Na minha opinião, faltou um glossário, alguns diálogos ficaram estranhos devido algumas palavras em grego ou latim. Claro que muitas delas – mesmo sem glossário – acabam sendo ‘explicadas’ no próprio contexto da frase.














Simplesmente adorei a resenha. Mesmo aprecendo um livro confuso, deve valer a pena ler. Romances históricos sempre são fontes imensas de cultura.
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Achei interessante.
Gosto de histórias que tem um pouco de mitologia encolvida!
Parabéns pela resenha Tata!
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gostei da resenha, parece ser um livro meio complicadinho mas q vale a pena!^^
–
hangover at 16
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Interessante, mas definitivamente não é um livro que eu leria O_O A linguagem de época não é uma das coisas que me agrada -.-
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Adorei a resenha, este livro é bastante interessante, entrou na minha lista (que está enorme!)
Bjs,
Lucas José,
http://www.tthebooksandmovies.com
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Legal a resenha!
Eu gosto de livros assim. Eu leria sim esse livro.
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Oi!
Livro exatamente como gosto. Obrigada pela resnha, vai para a lista já!
Bjos!
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Esse livro ganhei em um chá literário do próprio autor autografado e tudo! Foi o primeiro livro assinado por um escritor que ganhei na vida!
Foi muito bom ter conhecido Max Mallmann, ele além de escrever livros participa tbm da equipe que escreve o programa “A Grande Família” da Rede Globo. Foi uma tarde muito agradávelque passamos com ele. Sou seguidora dele no TT e ele escreve coisas bem legais.
O livro ainda não li, fico dando prioridades mas logo que possa vou ler pois sei que o autor estudou muito para fazer esse livro como ele mesmo disse e a história e a época me encantam de verdade.
beijocas.
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Mesmo com esses termos que não são comuns, o livro tem um enredo bem interessante. As palavras estranhas a nós, hoje em dia, são justificáveis, mas um glossário seria, realmente, interessante.
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