Saudações, PsyCômicos.
Esse aqui é para acabar com as fantasias de algum leitor que ainda sonhava em viver em um harém:
Y: O Último Homem Editora: Vertigo (EUA) / Panini (Brasil)
Texto: Brian K. Vaughan
Desenhos: Pia Guerra
Páginas: 256 (Edição de luxo 1, americana)
ISBN: 1401222358 (Edição de luxo 1, americana)
Publicação: 2008
Compre: Book Depository
Skoob
Sinopse:
Em 2002, o planeta Terra mudou para sempre. Todas as criaturas com um cromossomo Y morreram instantaneamente ao redor do globo. Com a perda de mais da metade da população, a sociedade fica à beira do colapso, e cabe às mulheres o fardo de juntar os pedaços e tentar manter nossa civilização.
Mas esse “generocídio” não foi tão completo assim. Por alguma misteriosa razão, um jovem e seu macaco de estimação foram poupados do gigantesco extermínio. Do dia para a noite, esse desconhecido de vinte e poucos anos virou o único homem do planeta, e a chave para decifrar o mistério que varreu o sexo masculino do mapa.
O que há para ser dito:
Por um tempo, convencionou-se, na editora Vertigo (selo adulto e experimental da DC Comics), que suas revistas teriam ótimos textos, capas magníficas e desenhos internos funcionais… quando não fossem, na verdade, feios! Várias séries da Vertigo seguem essa vertente e custo a entender porquê. A arte das páginas de Sandman, por exemplo, nunca chegou aos pés da genialidade das capas de Dave Mckean.
Em Y – O último homem, os desenhos são funcionais. Nenhuma ousadia, genialidade ou qualquer apelo visual. Servem a seu propósito de forma competente.
A compensação vem pelo texto.
A ideia é muito interessante. Uma praga misteriosa repentinamente mata todos os machos mamíferos do planeta. Rápido assim. Num instante, estão cuidando de suas vidas e, no minuto seguinte, estão mortos. Todos ao mesmo tempo. Exceto dois: O primeiro é um jovem aspirante a “escapista”. Ok, vale explicar que essa especialização de ilusionistas é pouco popular no Brasil. São os caras que baseiam seus shows nisso mesmo… escapar. O artista norte-americano mais famoso dessa arte foi Houdinni. O outro sobrevivente é um macaquinho. O mundo passou a ser dominado pelas mulheres. Ao ler uma sinopse dessas, muito marmanjo vai pensar “oba, um mundo de mulheres só pra um cara! Quem dera fosse eu!” Acontece que o roteirista Brian K. Vaughan tem uma visão bem diferente sobre a situação. Ele faz uma projeção interessante e corajosa, sem se deixar seduzir por panfletagem, seja em prol de homens ou mulheres. Afinal, sem entrar em méritos de capacitação, a verdade é que, hoje, predomina a presença de homens em serviços essenciais. Desculpe, meninas, mas o machismo ainda impera e resta um bom caminho para alcançarmos a igualdade de direitos e o respeito que vocês merecem. A quantidade de pilotos comerciais homens é absurdamente maior do que de mulheres, por exemplo. Imagine o que aconteceria se todos os homens morressem repentinamente. Choveria aviões. E é exatamente isso que acontece em Y. Hoje, temos uma presidenta. Mas estamos naquele grupo de exceção. A administração dos EUA continua nas mãos de homens. O caos que seguiria um acontecimento tão extremo seria quase apocalíptico. O pouco de paz e harmonia que fossem recuperadas seriam defendidas a unhas e dentes. Em um cenário desses, considerar o último homem vivo a última esperança da humanidade não seria unanimidade. Tanto que o personagem principal tem que andar disfarçado. Não, marmanjo sonhador… não é para evitar a volúpia feminina. É para evitar grupos extremistas, como as “amazonas”. Um bando de malucas que se reuniu em torno de uma panfletária da “higienização” de alguma deusa que livrou o mundo dos homens. Elas andam armadas com arcos e flechas e atacam todo e qualquer traço de masculinidade. Mesmo que sejam prostituas travestidas de homens. Sim, loucas desse jeito mesmo.
Além disso, o extremismo político e religioso não é exclusividade masculina. Disputas absurdas continuariam a existir. Mudariam um pouco, mas é simplista e ingênuo acreditar que um mundo, repentinamente dominado por mulheres, seria um paraíso de paz e sensibilidade.
Y é uma daquelas histórias em quadrinhos que faz pensar sem ser massante. É ágil, inteligente e divertido.
O desenho não é genial, mas cumpre sua função. O melhor é que é o tipo de HQ que dá para indicar para qualquer um, inclusive para quem não está acostumado com o mundo dos quadrinhos.
Atenção: Não é tão fácil encontrar os primeiros números de Y em português. Já tem 4 encadernados, lançados pela Panini. Todos em capa cartonada… que eu, na verdade, não entendo. Y mereceria um tratamento um pouco melhor. Tente na Comix. Uma boa saída é comprar a edição de luxo no Book Depository, caso você leia em inglês. Vale a pena. Capa-dura, sobrecapa… e num preço razoável.
Um último aviso: Minhas caixas de correio serão bastante raras. Recebo pouco material semanalmente, então não vale a pena. Mas, para quem gostou do vídeo, uma novidade: Vou começar a gravar programas com dicas de bons quadrinhos para quem quer começar a curtir essa fantástica forma de arte. Sempre que possível, também vou fazer umas resenhas audio-visuais. São bem mais divertidas…
Playlist:
Coloque um CD do Garbage e curta.

















Parece legal!
Abraços…
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ADOREI Walter. Me interessei bastante no HQ. Estou tentando convencer meu pai de comprar, mas vamos ver. Mas fiquei louco para poder ler. Parece ser bem legal.
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Y parece ser ótimo!
eu também não entendo porque os quadrinhos são tão esculhambados assim, dia desses tava comentando que tenho dificuldades em ler comics devido ao traço. acho que é característico de quem desenha (desenhava, no meu caso)
enquanto lia fiquei com a sensação de conhecer uma história com plot afim, mas não consigo lembrar por nada nesse mundo hahahah memória fail
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=D Adorei a capa
E parabéns ao jovem que retratou essa HQ ^^
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Oi Walter, como sempre excelentes indicacões.
Acabei de ler o Y,last man e gostei muito, principalmente do bom humor que percorre toda a HQ independente do caos reinante.
Hug
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