Resenha Tripla: Água para Elefantes

Olá, Pessoal!!!
Boa noite, genteeeee!! \o/
Oi, Galera!

Hoje é nossa estréia com a Resenha Tripla do livro Água para Elefantes da autora Sara Gruen. Sua primeira edição no Brasil é de 2007, com uma capa um pouco diferente do que vemos aí embaixo. Essa é sua reimpressão com a capa do filme que estreiou nos cinemas esse mês.

Alba – Vermelho

Mari – Lilás

Tata – Verde

ÁGUA PARA ELEFANTES
Sara Gruen

Editora: Arqueiro
Páginas: 272
ISBN: 9788599296158
Lançamento: 1ª ed. 2007
Skoob | Primeiro Capítulo
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva

Sinopse:

Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos, Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora. 
Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem em um acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento – o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o maior espetáculo da Terra. Admitido para cuidar de animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável, chefe do setor de animais. É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes – primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.

Comentários:

Desde sua primeira edição o livro me chamou muito atenção, não consigo me lembrar porque ainda não tinha comprado esse livro e fiquei muito feliz ao recebê-lo para análise. Geralmente não gosto de capas de livros inspiradas em seus filmes, mas essa ficou muito bonita, retrata os personagens principais da trama.

Nunca tinha ouvido falar do livro o.O. O que me chamou a atenção foi a capa mesmo, nem tinha lido a sinopse e não sabia do que se tratava quando resolvi comprar. Agi pelo impulso e por uma superpromoção no Wallmart \o/ #soudessas.


Bom, nunca fui uma aficionada por romances, mas confesso que a história desse livro me chamou bastante atenção. Ok, também fiquei com um pouco de medo de ler, porque sou do tipo defensora de animais e, circos com animais nunca foram meus favoritos.

A narrativa é feita em primeira pessoa sob o ponto de vista de Jacob, alternando o presente, onde ele tem 90 ou 93 anos e o passado, quando ainda era um jovem de 23 anos. A vida de Jacob mudou da noite para o dia, estudante do último ano de veterinária, a poucos dias de prestar os exames finais para se formar, ele recebe a visita do reitor durante a aula com uma péssima notícia, seus pais sofreram um acidente de carro e faleceram. Arrasado, Jacob vai fazer o reconhecimento dos corpos e passa pelo doloroso processo de conversar com o advogado da família para ver o que herdou. Para sua grande surpresa, seu pai hipotecou a casa e o banco vai tomá-la e não há nada que ele possa fazer. Desorientado, pula em um trem em movimento sem saber que sua vida mudaria para sempre.

É um livro levado pelo acaso. As ações do protagonista ditam todas as consequências em sua vida. Jacob é muito impulsivo e não costuma medir seus atos, chegando a ser imprudente em alguns momentos. Adorei a narrativa indo do idoso ao jovem. As memórias do velho Jacob são deliciosas, e seu mau-humor é CONTAGIANTE! Ele me fez rir e chorar durante toda a narrativa.


O livro é alternado no passado e presente de Jacob, o protagonista e narrador da história.
As mudanças de tempo entre o livro são supersutis, parecendo algumas vezes apenas divagações de um senhor senil.
A rotina no circo se mostra dura, divertida, revoltante, apaixonante e, mesmo aos 93 anos, as memórias de uma vida distante e sem volta, ainda são muito vivas, para surpresa do velhinho.

Sara dosa com sabedoria as emoções ao decorrer das páginas: romance, humor, sarcasmo, medo, compaixão, pesar, tristeza, alegria. Os momentos do presente de Jacob são bastante divertidos, sua teimosia e indignação diante da comida oferecida, faz parecer um jovem preso à um corpo que não responde mais como deveria. Adorei a sutiliza dos nomes da Rosie, a elefanta mais apaixonante do mundo e Rosemary, a enfermeira amável do asilo que hoje Jacob mora.

Com certeza Rosemary, a enfermeira e Rosie, a elefanta, são dois personagens secundários que dão todo o toque de compaixão à narrativa. Duas Rosies apoiando Jacob em momento diferentes de sua vida.


Mesmo sem família, Jacob descobre uma família e verdadeiros amigos vivendo no circo e, agora vivendo num asilo ele percebe como está sozinho. Há apenas a lembrança de Rosie e a simpática enfermeira Rosemary que parece surgir especialmente para amenizar seus dias sempre tão rabugentos.
Nas partes da juventude de Jacob, por diversas vezes prendi o fôlego, tamanha a crueldade de Tio Al e August. Ambos personagens foram muito bem construídos, consquistando logo de cara todo o ódio que um leitor possa ter em seu coraçãozinho. ahahaha
Sei que Rosie é de certa forma a principal do livro, mas impossível não se encantar com o macaco Bobo. É muita demonstração de afeto. #amordefine

Diante de tantos personagens bem construídos, é impossível não amar Marlena e torcer por seu romance perigoso com Jacob, não se comover com a história de vida de Camel, mesmo com a ‘rabugice’ de Kinko, ou melhor Walter, você irá adorá-lo. Assim como odiará August e achará que Tio Al é a pessoa mais imoral do mundo. Já estou avisando, esse livro transborda emoção do começo ao fim. Não posso deixar de mencionar Earl, chefe dos seguranças que é daqueles homens que por trás de uma montanha de músculos, tem o coração terno. 


Vou falar um pouco de August, o antagonista da trama. Foi um dos personagens mais bem-construídos que já tive o prazer de me deparar em um livro. Ele é vil, arrogante, violento, dissimulado e deliciosamente MAL. Não mede consequências para atingir seus objetivos, e essa é uma característica imprescindível em um antagonista. Já Tio Al, o dono do circo é apenas uma marionete. Um homem mal que só pensa no dinheiro e no poder, um mestre da politicagem e do mau-caratismo.


Adorei a consciência dos personagens principais frente aos animais e a importância de seu bem-estar. Circo com animal, não é legal. Ponto. Gostei também de como os animais passam de personagens secundários a protagonista num piscar de olhos. Mas confesso que NÃO GOSTEI do prólogo ser tão repleto de spoilers…  Meu conselho é que você pule o prólogo e chegue ao final do livro pronto para as surpresas. Não se preocupe, nada ficará perdido, o capítulo se repete no final.


Aproveitando o gancho da Alba, acho que o prólogo mesmo tendo nos ‘preparado’ para o que estava por vir, não se comparou com a reação que tive ao chegar no clímax da história. Pelo menos eu, mesmo com a ‘preparação’ da leitura inicial, reagi de forma inexplicável, tamanha era a emoção, a agonia e outros tantos turbilhões de emoções.
Mas pensando em outros leitores, esse prólogo deveria ser tirado ou modificado. Nem todo mundo gosta de spoiler logo na primeira página do livro. ;)

Ela estava de pé do outro lado, encostada na parede, calma como um dia de verão. As lantejoulas brilhavam como diamantes líquidos, um farol cintilante entre as peles coloridas dos animais. Ela também me viu e manteve meu olhar preso ao seu pelo o que me pareceu uma eternidade. Ela estava tranquila, lânguida. Até sorria. Comecei a abrir caminho na direção dela, mas algo em sua expressão me paralisou.
Página 07

“Tento baixar os fios grudando-os na cabeça e me espanto com a visão da minha mão velha em minha cabeça velha. Chego mais perto e arregalo bem os olhos, procurando ver além da carne flácida.
Não adianta. Mesmo quando olho direto nos olhos leitosos e azuis no espelho, não me encontro mais. Quando deixei de ser eu?”
Página 96

“E você quer saber o que o Tio Al fez quando o hipopótamo morreu? Ele trocou a água do bicho por formol e continuou a exibi-lo. Durante duas semanas viajamos com um hipopótamo em conserva. É tudo ilusão, Jacob, e não há nada de errado nisso. É o que as pessoas querem de nós. É o que elas esperam.”
Página 90

Mari

Alba

Tata

Playlist:

Start a Fire – Ryan Star

You Really Got Me – The Kinks
Dona – Roupa Nova (para a Marlena)
She Will Be Loved – Maroon 5
É o que me interessa – Lenine
I write sins, not tragedies – Panic! At The Disco

Sobre o autor

Leituras, resenhas, novidades e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

3 Comentários em “Resenha Tripla: Água para Elefantes”

  1. Ulysses disse:

    Curioso que acabei de ler dois livros, em que um personagem já idoso, relembra seu passado, intercalando, com o presente, que foram: “Leite derramado” e “Órfãos do Eldorado”. Mas esse “Água para elefantes” parece ter um enredo com mais surpresas e emoção, do que os livros que citei, que são livros mais interessados na estrutura narrativa e linguagem.

    [Responder]

  2. Muitooo bom esse livro !! E vamos confessar que essa capa com o banner do filme ficou perfeitaa kkk’
    Adorei o fato de a história ser narrada por um idoso que se lembra do seu passado ! Eu normalmente não gosto de ler livros que mencionam circos, mas esse eu adorei !! A autora soube montar muito bem os fatos ♥ Essas 5 estrelas que vocês deram foram muito bem merecidas :) O filme também está ótimo !!
    Beijos

    Letícia Giollo
    http://www.louca-por-livros.blogspot.com/

    [Responder]

    O Robert mandou super bem nesse filme… Muito bom !!

    [Responder]

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