Especial Harry Potter

ATENÇÃO: Nesse Especial Harry Potter, não vamos dar spoiler APENAS do último livro da série, portanto, se não leu a saga completa e não gosta de spoilers, essas postagens não foram feitas pra você! =D



Março de 2000. A bordo de vassouras, de hipogrifos e do Expresso de Hogwarts, os bruxos mais famosos do mundo desembarcavam no Brasil para conquistar de vez o coração de crianças, jovens e adultos.


Pouco a pouco, as palavras escritas por J. K. Rowling atravessavam as barreiras do real e do fantástico e promoviam uma verdadeira revolução na literatura juvenil – afinal, depois de Harry Potter, ela nunca mais foi a mesma…
Agora, em 2011, chega aos cinemas o último filme da saga, “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2” e, junto com ele, milhões de fãs se despedem da história com o coração apertado. E é justamente para preparar o terreno para esse desfecho e introduzir o clima de magia que o Psychobooks, juntamente com outros blogs do universo fantástico, preparou um especial recheado sobre tudo que envolve a história.
A primeira parada dessa aventura nos leva para onde tudo começou: o primeiro livro da série, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. A história do livro se confunde com a minha própria história de encanto pelas palavras e sinto que, assim como tantas outras pessoas, cresci ao lado de Harry e sua turma. Neste espaço peço licença para levantar memórias e sentimentos há muito tempo guardados.
Então, acomode-se na melhor cabine do Expresso que leva de volta ao passado e boa viagem!
HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL
J. K. Rowling

Editora: Rocco
ISBN:
978-85-325-1101-5
Publicação: 2000
Páginas: 263
Skoob
Sinopse:

Um bebê é deixado à porta da família Dursley, com uma carta que explica quem ele é e quais os mistérios que envolvem sua sobrevivência, após um duelo no qual seus pais morreram. Onze anos mais tarde, Harry Potter recebe o melhor dos presentes de aniversário: descobrir que é um bruxo e como tal deve ser educado. Conduzido por Rúbeo Hagrid, o doce e atrapalhado gigante, Harry inicia sua trajetória no cotidiano da magia. Na escola de bruxaria de Hogwarts, sob a direção do sábio professor Alvo Dumbledore, ele aprende a fazer poções, feitiços, a transformar coisas, e a “pilotar” uma vassoura. Enfrenta as dificuldades normais de um principiante e alguns obstáculos a mais lhe são impingidos por sua fama. Afinal, Harry Potter, mesmo sem saber, derrotou o mais terrível dos feiticeiros. Agora, para prosseguir vitorioso, precisa aprender a dominar a sabedoria contida em valores simples como a amizade, a perseverança e o amor.

Era uma tarde ensolarada (mas fria) de maio, quando fui convidada para reorganizar meu baú de memórias, checar se meus sentimentos estavam devidamente instalados na gaiola e fazer uma viagem a bordo do Expresso de Hogwarts com destino ao começo de tudo.
Era uma outra tarde ensolarada (mas com temperaturas mais agradáveis), quando me deparei com o nome pela primeira vez. Sentada em um banco da praça da pequena cidade do interior, estava uma menina tão entretida com a história do “menino que sobreviveu”, que nem ouviu meus passos no caminho de lajotas.
Fiquei instantaneamente intrigada e me aproximei, empenhada em descobrir o que havia naquele livro de capa bege-alaranjada que tanto chamava a atenção. A garota me contou que se tratava da história de um jovem bruxo, o único sobrevivente do ataque de um tal de “Você-Sabe-Quem”. Curiosa, a fiz prometer que me emprestaria o livro assim que terminasse de lê-lo. E assim aconteceu. Foi só iniciar a leitura da primeira página e, como se fosse a chave de um portal, fui imediatamente transportada para a rua dos Alfeneiros, nº 4.

“O Sr. e a Sra. Dursley, da rua dos Alfeneiros, nº 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado. Eram as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem”. (página 7)

E é assim que somos introduzidos ao mundo de Harry Potter. Sem rodeios, somos apresentados aos Dursleys, os “trouxas” que negam a todo custo a ligação com o universo bruxo (e com os Potter, a família “esquisita” da irmã de Petúnia).
Confesso que na primeira vez que eu li, lá em janeiro de 2001, tinha achado essa parte introdutória um pouco monótona. Agora, 10 anos depois, só consigo me perguntar: “O que eu estava pensando?!” Tá, tudo bem que eu era uma criança (denunciei minha idade?) e que agora tenho muito mais base para interpretar o texto, mas nesta releitura percebi que em nenhum momento a escrita de J. K. Rowling pode ser definida como chata. Muito pelo contrário! Ela flui deliciosamente, principalmente neste primeiro livro, quando ainda somos tão ingênuos e esperançosos quanto Harry.
No começo, ainda não sabemos o que esperar. Somos apresentados a um universo completamente novo, onde a magia há tanto esquecida – e renegada, até – é possível e faz parte do dia a dia de todos. Acredito que só esse aspecto por si só já foi o grande motivo que levou um mar de pessoas a se interessarem por uma história que, apesar de parecer infantil na superfície (só na superfície mesmo!), nos conduz por um mundo onde o impossível não é tão estranho assim e os sonhos são prioridade número um.
Não é incomum ouvirmos/lermos alguém dizendo que, se pudesse escolher qualquer universo da ficção para vivê-lo, escolheria o criado em Harry Potter. O que chega a ser um pouco engraçado, uma vez que a nossa realidade é bem diferente (na teoria, pelo menos). É mais uma esperança de que existe algo mais, escondido dos trouxas e visível apenas para aqueles que realmente acreditam. Será que a magia é tão irreal assim?
Ao longo deste primeiro livro, acompanhamos a trajetória do “menino que sobreviveu” desde o dia em que, após o assassinato de seus pais pelo temível “Você-Sabe-Quem”, é levado para morar com seus tios trouxas. Após uma vida de maus-tratos e sem saber sua real origem, finalmente recebe a carta que mudaria tudo. (E que é tão esperada por todos os fãs da série – eu ainda estou esperando a minha!!):

“Prezado Sr. Potter,
Temos o prazer de informar que V.Sa. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts”.

A partir deste dia, Harry descobre que, na verdade, é uma celebridade no mundo bruxo e que a trágica história de sua infância é conhecida por todos. Junto com o garoto, ficamos sabendo um pouco mais sobre o mundo mágico que nos espera. Percorremos as ruas do Beco Diagonal pela primeira vez, conhecemos Gringotes (o banco dos bruxos), a Floreios e Borrões e, é claro, o Olivaras, onde Harry é escolhido por sua varinha: “azevinho e pena de fênix, vinte e oito centímetros, boa e maleável”.
E é justamente na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts que o garoto criará laços permanentes de amizades (quem não gostaria de ter amigos tão bons quando Rony Weasley e Hermione Granger?) e enfrentará um mundaréu de perigos (que ultrapassarão as páginas do primeiro livro).
O primeiro desafio o encontra justamente ao chegar na escola: a seleção para saber em que casa ficar (“Sonserina não!”). Acredito que, assim como eu, muitos leitores prenderam a respiração à espera da decisão do Chapéu Seletor! (Aqui abro um parênteses para relembrar um episódio que tenho certeza de que já aconteceu com muitos de vocês. Bem nessa parte da leitura, tive que lutar bravamente contra uma mãe enfurecida que tentava desviar minha atenção do livro para que eu pudesse comer direito o meu lanche do McDonald’s. Mas, convenhamos… A história estava muito mais interessante do que o hambúrguer!!!)
Mas o Chapéu então gritou “Grifinória” e suspiramos aliviados. Mas os conflitos não pararam por aí! Em pleno Dia das Bruxas, Harry e seus amigos se deparam com um estranho acontecimento: “Trasgo nas masmorras!”. E é aí que se sela o nosso trio preferido!

“Há coisas que não se pode fazer juntos sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas”. (página 156)

Mas, não podia deixar de fora deste primeiro post o esporte mais legal do mundo bruxo: o Quadribol! Entre goles, balaços, pomos de ouro e velas, torcemos e vibramos com os pontos da Grifinória. (Sim, velas! De volta ao ano de 2001, era uma vez uma garotinha que estava desanimada porque, bem no meio do jogo de Quadribol, acabou a luz em sua casa. Como sua carta de Hogwarts ainda não havia chegado – ela só completaria 11 anos em alguns meses – não pôde apelar para ‘Lumus’, então optou pelas velas. Tudo para não deixar de ler nem por um minuto sequer).
E, depois de todas as emoções vividas até aqui (ufa!!), chega a hora de desvendarmos o principal mistério oculto no corredor do terceiro andar de Hogwarts: o paradeiro da pedra filosofal e quem era a figura encapuzada que estava atrás do artefato. (Quem não ficou nervoso com as milhares de provações criadas pelos professores?). E como se tudo isso (!!!) ainda não bastasse, levamos um susto ao ver Lord Voldemort “em pessoa” (ou o que restou dela)!
É nesse clima de amizade e mais uma superação que nos despedimos do primeiro ano de Harry em Hogwarts. Mas a aventura ainda está muito longe do fim (ainda bem!). Nos vemos na próxima parada. O trem já está se aproximando…!


Playlist:

Comentem à vontade!! Amanhã às 10hs lançaremos uma superpromoção para presentear vocês, fãs do bruxinho mais amado de toda a literatura!
Cada comentário nas postagens com a hashtag #PsychoPotter vai valer entradas a mais no sorteio!! Fiquem atentos!! E Boa Sorte!!

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Sobre o autor

Sabrina Inserra, paulistana, geminiana, curiosa e irrequieta. Prefere a cidade ao campo, mas o campo à praia. Gosta de música, tecnologia, livros e cappuccino. Na sua bolsa nunca faltam o iPod, o celular e, é claro, a leitura do momento. Quer fazê-la feliz? Dê um cartão ilimitado para ser gasto em uma livraria.

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