PsychoPotter: Harry Potter e a Câmara Secreta

ATENÇÃO: Nesse Especial Harry Potter, não vamos dar spoiler APENAS do último livro da série, portanto, se não leu a saga completa e não gosta de spoilers, essas postagens não foram feitas pra você! =D



Como os livros da série Harry Potter é assim: impossível para no primeiro.

De volta a 2001, uma garotinha serelepe estava emburrada. A menina que emprestara o primeiro livro ainda não havia terminado o segundo e a nova leitora mal conseguia conter a sua curiosidade e a sua ansiedade para colocar as mãos em “Harry Potter e a Câmara Secreta”.

Ela fez a mãe levá-la em todas as livrarias da pequena cidade do interior, mas não teve sucesso. Então, a primeira coisa que fez quando voltou para São Paulo foi arrastar a avó para um cybercafé/revistaria/livraria que ficava perto da sua casa e arrematar, de uma só vez, os três primeiros livros da série (o quarto ainda não havia sido lançado).

Ela se esticou na cama superior do beliche que dividia com o irmão e mergulhou, sem demora, na nova aventura de Harry e sua turma.

HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA
J. K. Rowling


Editora: Rocco
ISBN: 978-85-325-1166-X
Publicação: 2000
Páginas: 287
Skoob

Sinopse:

Os Dursley foram tão mesquinhos e abomináveis durante aquelas férias de verão, que Harry Potter só queria voltar para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Na hora em que está arrumando as malas, contudo, ele recebe um aviso de um diabrete estranho chamado Dobby, que diz que se Harry Potter voltar a Hogwarts haverá uma catástrofe.

E ela, de fato, acontece. No segundo ano de Harry em Hogwarts, surgem novos tormentos e horrores. Aguentar o arrogante professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart, driblar o assédio do coleguinha deslumbrado que a todo custo quer fotografá-lo e conseguir um autógrafo, ignorar a tímida paixão e desviar a atenção indesejada de Gina Weasley, e suportar as lamúrias da Murta Que Geme, um espírito que ocupa o banheiro das meninas, não é exatamente a melhor coisa que podia acontecer a Harry, mas, sem dúvida alguma, isso representa muito pouco diante do grande mistério que envolve a petrificação de alguns alunos da escola. Quem ou o que estaria por trás daquelas ocorrências assustadoras? Seria Draco Malfoy, mais venenoso do que nunca? Talvez Hagrid, cujo misterioso passado é finalmente revelado? Ou o responsável por todo o pânico e tumulto seria aquele de quem todos na escola suspeitam… o próprio Harry Potter? Como descobrir e eliminar definitivamente a ameaça que está aterrorizando Hogwarts?


“A Câmara Secreta” dá o pontapé (sutil, mas ainda sim presente) no lado sombrio da série. Toda a aura de ingenuidade e deslumbramento que envolveu o primeiro livro começa a se dissipar. Agora é chegada a hora de descobrirmos que, por traz do universo fantástico do mundo bruxo e de Hogwarts, se espreita uma magia não tão branca assim, ainda mais perigosa do que os perigos que Harry teve que enfrentar em seu primeiro ano.

Logo no início deste livro, somos apresentados a um novo personagem muito carismático: Dobby. Como não se encantar (e emocionar) com o elfo doméstico de olhos brilhantes que adora ajudar Harry (mesmo que, no fim, acabe atrapalhando mais do que tudo)? E é ele que já começa “preparando o terreno” para o que teremos que enfrentar.


“Há uma trama, Harry Potter. Uma trama para fazer coisas terríveis acontecerem na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts este ano”. (página 20)

Sentiram a tensão no ar, não é mesmo? E esse é só o começo… Depois de Dobby arranjar a maior confusão na casa dos Durlsey, Harry é preso em seu quarto e acaba sendo resgatado por Rony e os gêmeos no carro voador do Sr. Weasley – carro este que seria o meio de transporte da dupla dinâmica Potter-Weasley até Hogwarts, uma vez que o elfo sabotou a Plataforma 9 ½.

E, justamente por causa dessa aventura, conhecemos o terror de qualquer aluno de Hogwarts: o berrador! Esse estranho artefato é apenas uma das milhares de criações incríveis que saíram da cabeça de J. K. Rowling. Um dos fatores que tanto encantam os leitores até hoje são justamente esses mínimos detalhes que tornam esse universo tão real. Em nenhum momento a gente consegue perceber alguma coisa faltando. Está tudo ali: desde sapos de chocolates e feijõezinhos de todos os sabores, até pó de flu e balaços voadores. São coisas como essa que tornam esse mundo tão real, tangível até. Com tantos detalhes minuciosamente descritos (mas, nunca cansativos), parece até estranho o fato de uma foto não se mover no jornal. Ou uma vassoura não voar. O que é mais estranho? A fantasia ou a realidade?

E tudo isso, mesclando apreensão, humor, medo e diversão. Afinal, quem não deu boas risadas ao longo de toda a narrativa, com o egocêntrico professor de Defesa Contra as Artes Das Trevas Gilderoy Lockhart? (Inclusive, sua tentativa frustrada de tentar conter os diabretes me levou a um incrível déjà vu: ali estava eu, 10 anos mais tarde… lendo à luz de velas! Depois de minha experiência com o capítulo do Quadribol no primeiro livro, quando iria imaginar que estaria lendo Harry Potter mais uma vez, na escuridão total? Culpem a chuva, mas eu achei um episódio curioso…). E descobrir que o temível zelador Filch é um aluno exemplar do curso Feiticexpresso também não fica atrás!

Mas, depois da descontração, vem a tensão. Enquanto nos fazemos esses questionamentos, um mal oculto ronda os corredores da escola mais segura do mundo bruxo:


“A CÂMARA DOS SEGREDOS FOI ABERTA. INIMIGOS DO HERDEIRO, CUIDADO”.

Uma ameaça que estava adormecida há 50 anos volta à tona e espalha o terror em Hogwarts. Meio-sangues, bruxos e fantasmas. Ninguém está a salvo. Nem mesmo a gata mais irritante da literatura, Madame Nor-r-ra saiu ilesa (ainda bem! Quer dizer… Tadinha).

E o que é pior, Harry (como sempre) é o suspeito número um! A situação fica ainda pior quando descobrimos que o garoto tem o dom de conversar com as serpentes, assim como Voldemort e Slytherin. O mistério se aprofunda ainda mais com as atitudes estranhas de Gina (jura que eu não tinha percebido na primeira vez que eu li?) e quando o menino coloca as mãos no diário de Tom Riddle (na época esse nome – ainda – não dava arrepios).

Agora, convenhamos… Se você encontrasse um diário em branco, que responde às suas perguntas e te leva para dar uma “voltinha” no passado, você contaria seus segredos mais íntimos para ele? Se você respondeu não, ainda há esperança! Porque foi justamente esses segredos e desejos ocultos que acabaram alimentando ninguém mais ninguém menos do que a própria lembrança do jovem Tom Servoleo Riddle, conhecido pelos íntimos como Lord Voldemort (ele parecia tão legal no começo, né? Seu futuro te condena!). Aliás, os segredos sempre nos metem em confusão, não é mesmo?

Peço licença para registrar um outro acontecimento inusitado. Durante a leitura, encontrei um antigo bilhetinho escrito pelo meu eu de 11 anos de idade, escondido entre as páginas do livro, esperando para ser encontrado pelo meu irmão. Para quem não sabe – ou seja, a maioria de vocês – eu tenho um irmão gêmeo que nada se parece comigo e que resolveu também se aventurar pelas páginas da série naquela época. Então, decidi fazer uma surpresa e esconder o bilhete. Apenas um exemplo de como Harry Potter era universal na minha casa).

Mas, voltando para a história, lá pelas últimas páginas, durante a habitual conversa final com o Prof. Dumbledore, temos a primeira pista de um mistério que perdurará até o último livro. Quem chegou até lá, aposto que, ao reler “A Câmara Secreta”, percebeu a sutileza.


“A não ser que eu muito me engane, ele transferiu alguns dos seus poderes para você na noite em que lhe fez essa cicatriz. Não é uma coisa que tivesse intenção de fazer, com toda a certeza…”. (página 280)

E é com mais perguntas do que respostas que encerramos mais um ano em Hogwarts. Mas preparem os seus corações! As aventuras estão apenas começando…

Playlist:

Lembrete: Não esqueçam de comentar utilizando a hashtag #PsychoPotter para ganhar mais entradas para o super sorteio!

Sobre o autor

Sabrina Inserra, paulistana, geminiana, curiosa e irrequieta. Prefere a cidade ao campo, mas o campo à praia. Gosta de música, tecnologia, livros e cappuccino. Na sua bolsa nunca faltam o iPod, o celular e, é claro, a leitura do momento. Quer fazê-la feliz? Dê um cartão ilimitado para ser gasto em uma livraria.

1 Comentário em “PsychoPotter: Harry Potter e a Câmara Secreta”

  1. Ulysses disse:

    Esse foi dos livros de Harry Potter, o que menos gostei. Achei muito parecido com o primeiro, mas sem a novidade deste.

    [Responder]

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Powered by Sweet Captcha
Confirme sua visita,
Arraste os fones de ouvido para ele
  • captcha
  • captcha
  • captcha
  • captcha