O ano de 2001 não havia nem chagado à metade, mas uma garotinha empolgada devorara o livro enquanto esperava a enfermeira do colégio. Ela não era nem um pouco parecida com Madame Pomfrey, mas era bem cuidadosa enquanto passava uma boa quantidade de pomada no joelho ralado da menina – resultado de um tombo corriqueiro.
Seja por causa disso, ou não, a leitora nunca mais conseguiu desassociar o cheiro inconfundível de Hirudoid das páginas da série (se bem que, ao relê-los, ainda posso afirmar categoricamente que as folhas lembram sim o cheiro da pomada… Vai entender!).
HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN
J. K. Rowling
Editora: Rocco
ISBN: 978-85-325-1206-2
Publicação: 2000
Páginas: 348
Skoob
Sinopse:
Ao regressar para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, a atmosfera é tensa. Sirius Black, por muitos considerado um servo de Lord Voldemort, esteve preso durante doze longos anos na temível fortaleza de Azkaban, condenado pela morte de treze pessoas com um único feitiço, e agora está foragido. Uma pista indica o lugar para onde ele se dirigiu – os guardas de Azkaban o ouviam murmurar enquanto dormia: “Ele está em Hogwarts… ele está em Hogwarts”.
Harry Potter não está seguro nem mesmo entre as paredes de sua escola de magia, rodeado de amigos. Porque, ainda por cima, pode haver um traidor no meio deles.
O que você faria se um bandido perigoso fugisse da prisão e todos os boatos indicassem que ele está atrás… de você? Esse é o dilema enfrentado por Harry em seu terceiro ano em Hogwarts. E, como se não fosse o suficiente, o menino ainda acaba se deparando com o seu pior pesadelo depois do Lord Voldemort em pessoa: os dementadores (ô coisinha horrorosa!).
Logo de cara, os carcereiros de Azkaban já dão o “ar de sua graça”, fazendo uma vistoria no próprio trem que leva os alunos para a escola. Junto com eles, também somos apresentados a um personagem que marcará presença até o final da série: Remo Lupin, o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas – também conhecida como a matéria que não consegue manter nenhum professor de um ano para o outro (se eu disser que minhas aulas de inglês do colégio sofriam do mesmo mal, vocês acreditam? Desde a primeira série, até o terceiro ano do colegial, nunca tive o mesmo professor…).
Aliás, Remo e Sirius nos fazem analisar justamente as tão famosas “primeiras impressões” que temos a respeito de alguém. É tão fácil julgarmos uma pessoa pelas suas roupas, ou pelo que dizem sobre ela, que acabamos tomando aquela verdade como única e absoluta. Se tivéssemos nos baseados nos preconceitos inicias de Draco a respeito do novo professor, ou acreditássemos completamente nas notícias a respeito de Black… Bem, teríamos perdido bastante da história! Mas, é claro que J. K. Rowling não dá ponto sem nó e nos deixa curiosos até o fim para descobrirmos que mal assola Lupin nos dias de lua cheia e qual são as verdadeiras motivações do ex-preso.
Em “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” também somos introduzidos a dois dos objetos mais legais do universo bruxo: o vira-tempo (ah, como eu preciso de um!!!) e o Mapa do Maroto. Quem nunca se pegou repetindo em voz alta: “Juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom”?
Inclusive, além de levar Harry pelas passagens secretas de Hogwarts até Hogsmeade e apontar a localização de todas as pessoas no castelo, o mapa foi o protagonista de uma das minhas cenas preferidas! Afinal, quem nunca teve vontade de dizer algumas verdades para Snape?
O Sr. Pontas concorda com o Sr. Aluado e gostaria de acrescentar que o Prof. Snape é um safado mal acabado.
O Sr. Almofadinhas gostaria de deixar registrado o seu espanto de que um idiota desse calibre tenha chegado a professor.
O Sr. Rabicho deseja ao Prof. Snape um bom dia e aconselha a esse seboso que lave os cabelos. (página 232)
Mas o clima de diversão dura pouco. Número um no ranking dos preferidos dos fãs da série, o terceiro livro começa a preencher muitas lacunas. Acompanhamos Harry na descoberta do que realmente teria acontecido na noite em que seus pais foram mortos: a traição de Sirius, a suposta morte de Rabicho e o mistério por trás de sua sobrevivência.
Porém, a verdade só vem à tona depois de muitas suspeitas, na Casa dos Gritos de Hogsmeade (destino final da passagem secreta localizada bem embaixo do salgueiro lutador). Depois de lutas, feitiços e gritos, desvendamos a real identidade de Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas e acabamos por mudar completamente a imagem que tínhamos a respeito do padrinho de Harry.
E é justamente para salvar duas vidas – a de Sirius e a do hipogrifo Bicuço – que o trio de protagonistas se embrenha em mais uma aventura: desta vez, contra o relógio (Vira-tempo, seu lindo!).
Entre lágrimas e suspiros nostálgicos, no vemos, assim como Harry, desejando por dias melhores… Mas o caminho ainda é longo!
Playlist:















Um dos meus HP favoritos!
É incrível como a Jo tinha tudo planejado né?
No primeiro livro ela cita o Sirius como quem não quer nada, O Hagrid fala que pegou a moto emprestada dele, mas tu nem da bola pra aquilo na hora.
Dai chega o terceiro livro e lá tá ele de novo, tornando-se de longe meu personagem favorito
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