Bom dia galera!!
Preparem os seus corações, porque o post de hoje está pra lá de especial!
Depois de viajarem por Oxford, chegou a vez de visitarmos o lugar mais mágico (e mais emocionante) do mundo: The Wizarding World of Harry Potter, localizado em Orlando, na Flórida.
A Vânia Santana, do blog Por Essas Páginas, é uma fã incondicional da obra de J. K. Rowling. Ela esteve lá há pouquíssimo tempo e escreveu um relato de tirar lágrimas dos corações mais duros! Já pensou andar pelas ruas de Hogsmeade, tomando uma cerveja amanteigada, e sentindo de perto toda a aura de magia e fantasia?
Peguem seus lencinhos, abram seus corações e embarquem nessa aventura!
Aviso: Não esqueçam de comentar utilizando a hashtag #PsychoPotter para ganhar mais entradas para o super sorteio!

Ao ler os livros contando as aventuras de Harry Potter, quem nunca sonhou em andar pelas ruas de Hogsmeade, intercalando compras na loja de logros Zonkos com compras na Dedos-de-Mel? Ou quem nunca sonhou em percorrer os corredores de Hogwarts, visitando talvez a sala do diretor ou as estufas? Ou talvez o maior desejo de um fã de Harry Potter seja assistir a um jogo de Quadribol? No parque temático The Wizarding World of Harry Potter, tudo isso é possível! WWoHP foi inaugurado há pouco mais de um ano como parte do parque Universal Islands of Adventures, em Orlando, Flórida. O que é preciso entender é que WWoHP é um parque dentro de um parque, ou seja, existem muitas outras atrações trouxas a serem visitadas. Mas não se preocupem: caso seu desejo seja apenas ficar entre os bruxos, isso também é possível.
Minha visita ao WWoHP aconteceu numa sexta-feira. O parque abriu suas portas às 9 da manhã, e às 9:30 após um café da manhã reforçado, nós demos os primeiros passos no mundo mágico imaginado por J.K. Rowling e recriado pela Universal Studios.
A primeira coisa que fizemos ao entrar em Hogsmeade – após olhar cada detalhe ao nosso redor: o Expresso de Hogwarts, as malas, o condutor, a estação – foi entrar na fila para tomar uma cerveja amanteigada. Apesar de não ser servida com álcool (para o horror de Winky) é uma bebida que satisfaz, especialmente se a pedir congelada. Bebidas em mãos, ouvimos um “double double toil and trouble” e seguimos em direção à música: O Hogwarts Frog Choir fazia sua apresentação maravilhosa em frente aos banners das Casas de Hogwarts.

De lá então seguimos para Hogwarts e minha empolgação era tanta que não me dei conta de que estávamos na fila para Harry Potter & The Forbidden Journey, que é a principal atração do parque. A espera de 90 minutos deveria ter servido de alerta, mas minha empolgação por estar ali era tanta que só me dei conta depois que saímos. Apesar da fila ser longa, uma vez que se entra no castelo o tempo voa: Hogwarts é uma atração em si só. Podemos ver quem está na frente no campeonato entre as Casas, a entrada para a sala do Dumbledore, a própria sala do Dumbledore, os quadros dos Fundadores de Hogwarts e Harry, Ron e Hermione fazem uma aparição especial na sala de Defesa Contra as Artes das Trevas (Ron fazendo nevar para não perder o costume) e nos explicam como vão fazer para que nós possamos assistir à um jogo de Quadribol.

A atração em si é fantástica! Hermione faz um feitiço para que nossos bancos levantem e com isso podemos voar atrás de Harry e Ron, que vão jogar contra a Sonserina. Ron nos assegura que eles não perderam ninguém nessa semana e Hagrid nos pergunta se vimos um dragão perdido por ali antes de nós mesmos nos perdermos e enfrentarmos diversos “perigos” numa aventura que dura quase cinco minutos! Confesso que gritei horrorizada quando Aragogue apareceu na minha frente e lutei contra a vontade de fechar os olhos depois disso, mas valeu a pena: montanha-russa radical nenhuma supera The Forbidden Journey!
Depois de nos refrescarmos com mais cerveja amanteigada, foi a hora de irmos para Flight of the Hippogriff, uma das duas montanhas-russas no WWoHP. Se você viajar com crianças, Flight of the Hippogriff é ideal: gostosa na medida certa para todas as idades. O que mais me chamou a atenção no entanto foi a casa do Hagrid, que podemos ver na fila para o brinquedo.
Nossa parada seguinte foi o banheiro, porque ninguém é de ferro. Após lavar os copos de cerveja amanteigada (porque é claro que eu os trouxe para casa!) ouvi uma voz familiar e procurei por sua dona, mas em vão:
Murta Que Geme não quis sair do seu cantinho para que pudéssemos vê-la, mas podíamos
ouvi-la perfeitamente!
Sem muito ânimo para enfrentar a fila do Dragon Challenge – outra montanha-russa – resolvemos fazer compras. Uma das coisas mais interessantes de WWoHP é que as lojas são atrações mesmo que você não compre nada – apesar que eu acho impossível resistir à Dedos-de-Mel com seus Sapos de Chocolate, Feijõezinhos de Todos os Sabores, Caldeirões de Chocolate e mais uma infinidade de doces e coisas que estragam os dentes que vocês possam imaginar. Bem ao lado temos a Zonkos, que não teve o mesmo apelo das outras lojas pra mim, mas nem por isso deixou de ser incrível ver Orelhas Extensíveis à venda.
Após mais uma rodada de Cerveja Amanteigada, era hora de enfrentar os dragões. Dragon Challenge é uma atração que você tem que ir e depois tem que voltar apenas para tirar fotos (câmeras não são permitidas se você vai na montanha-russa). É lá que vemos todo o apoio dado aos campeões de Durmstrang, Beauxbattons e Hogwarts, e como boa Lufa-Lufa que sou, não pude deixar de me emocionar com tantos banners dedicados à Cedric Diggory, o verdadeiro campeão de Hogwarts. Para completar o cenário, temos o Ford Anglia do Sr. Weasley buzinando e acendendo os faróis o tempo todo. Depois disso, seguimos para Hogwarts novamente, pois Forbidden Journey é uma atração que não pode ser aproveitada apenas uma vez!
A segunda rodada de compras foi na Dervish & Banges e Owl Post e ainda me pergunto se foi sábio entrar, porque uma vez dentro, um fã de Harry Potter não sai sem gastar mais do que planejava. O rombo em minha conta bancária se deu por causa de uma bolsa, postais (com o carimbo de Hogsmeade!!!!!), chaveiros, marcadores de livros e uma varinha. Depois do cansaço para escolher a varinha ideal (afinal, é a varinha que escolhe o bruxo) somente uma refeição saborosa no Três Vassouras – com direito à suco de abóbora – para relaxar, com direito a uma passadinha rápida no Hog’s Head.

A próxima parada foi a loja de varinhas para assistir à pequena apresentação em que a varinha escolhe o bruxo. É bem bacana, mas fica uma dica: deixem para ir no fim do dia quando as filas são menores. Aliás, essa dica se aplica ao parque inteiro: depois das 3 da tarde, as filas diminuem drasticamente.
Faltando apenas 45 minutos para o parque fechar, corri para comprar mais uma cerveja amanteigada e então voltar para Hogwarts na esperança de conseguirmos ir na Forbidden Journey mais uma vez. Passamos pelas estufas, pela sala do Dumbledore, pela sala de Defesa Contra as Artes das Trevas, vimos a entrada para a sala de Poções e o Espelho de Ojesed, dissemos oi para a Fat Lady e para os Fundadores (Helga estava um charme com sua xícara de chá!) e foi com um aperto no coração que avistamos o Chapéu Seletor e nos sentamos nos bancos encantados por Hermione para seguir Harry e Ron em sua partida de Quadribol pela última vez.

No carro de volta para o hotel não pude deixar de refletir sobre o dia incrível que tivemos e o cuidado e carinho que a Universal teve ao criar esse parque. As atrações são incríveis, os funcionários em sua maioria são bem treinados, embora seja possível distinguir quem é fã da série de quem não é. Não li muitas coisas a respeito do parque antes de ir, mas a visita de amigos tão apaixonados pela obra quanto eu deixou minhas expectativas nas alturas, bem como meu medo de que elas não fossem correspondidas. Mas a riqueza de detalhes, a atenção dada a eles fez com que isso fosse impossível. Foram coisas como o pôster de “Have You Seen This Wizard?” com a foto de Sirius Black, a voz da Murta Que Geme no banheiro feminino ou a placa de Gringotes em cima do caixa eletrônico que tiraram diversos “uaus” da minha boca e me deixaram com cara de paspalha. Mas não tinha problema: todo mundo ao meu redor estava assim, pois naquele dia todos que estavam lá perceberam algo que aqueles que já visitaram o parque sabem, e que nossa querida JK Rowling nos contou em meados de 2007: só porque algo acontece apenas em sua cabeça não significa que não seja real.

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Sobre o autor
Sabrina Inserra, paulistana, geminiana, curiosa e irrequieta. Prefere a cidade ao campo, mas o campo à praia. Gosta de música, tecnologia, livros e cappuccino. Na sua bolsa nunca faltam o iPod, o celular e, é claro, a leitura do momento. Quer fazê-la feliz? Dê um cartão ilimitado para ser gasto em uma livraria.