Essa é a hora do clímax, dos pontos nos ‘is’, das despedidas… Tudo o que aconteceu, durante toda a série, foi para que esse momento chegasse. Então, queridos amigos, vocês me acompanham nessa aventura pela última vez?
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE
J. K. Rowling
Editora: Rocco
ISBN: 978-85-325-2261-0
Publicação: 2007
Páginas: 590
Skoob
Sinopse:
Neste volume final da série Harry Potter, J. K. Rowling revela de modo espetacular as respostas que os leitores aguardam, ansiosos. A narrativa fascinante e esmeradamente tecida, que se precipita, desvia e gira em um ritmo vertiginoso, comprova que a autora é uma exímia contadora de histórias, cujos livros serão sempre lidos, relidos e lidos mais uma vez.
Como avisei em todo começo de resenha, só comentarei até o final da primeira parte de “Relíquias da Morte”, assim, quem está aguardando o filme para conhecer a conclusão da história não será prejudicado por spoilers, ok?
Logo no começo do livro, passamos por uma das cenas mais surpreendentes de toda a história: Duda Dursley mostrando um pouquinho de sentimento em relação ao seu primo! Mesmo detestando a família trouxa de Harry durante sete anos, acabei me apegando a eles… Sabe aquelas pessoas que você ama não gostar? Então. Apesar de tudo, Petúnia sempre fez valer sua ligação sanguínea e, mesmo de má vontade, manteve a proteção de Lílian viva. Mas essa é apenas uma mísera amostra das despedidas que se darão até o final.
Se durante os outros seis livros, a ação demorava um pouco para acontecer (ela tendia, pelo menos, a aguardar o retorno de Harry e sua turma para Hogwarts), neste a tensão é quase que imediata. O plano “infalível” para remover Harry para A Toca não sai como o planejado e, logo de cara, já temos duas mortes: Edwiges e Olho-Tonto. (Não disse que era pra guardar o lencinho?).
A perda de Dumbledore ainda é muito recente e, tanto para Harry quanto para nós, não é fácil pensar muito no assunto. É sempre duro quando um personagem muito querido morre. Temos a esperança que, de repente, ele aparecerá novamente, vindo sabe-se lá de onde, contando a história mais incrível possível (não foi assim com Gandalf em “O Senhor dos Anéis”?). Mas desta vez não tem jeito. O que resta são as lembranças, as certezas e principalmente as dúvidas. O que não foi dito? O que poderia ter acontecido? O que ele gostaria que eu fizesse?
O início da aventura acaba acontecendo antes do planejado, justamente durante o casamento de Gui e Fleur, quando uma notícia muito preocupante chega aos convidados:
“O Ministério caiu. Scrimgeour está morto. Eles estão vindo”. (página 129)
Se antes era o Ministério da Magia que tentava colocar um pouco de ordem no mundo bruxo, agora é o Lorde das Trevas e os Comensais da Morte que ditam as regras. Sangue-ruins e traidores do sangue não têm vez no novo regime e qualquer pessoa que tiver contato com o Indesejável Número Um (adivinha quem é?) terá sérios problemas!
Para piorar a situação, Harry, Rony e Hermione têm uma missão delegada somente a eles e que pode custar suas vidas: encontrar e destruir as Horcruxes de Voldemort. No início até parece emocionante, mas depois de um tempo sem saber para onde ir ou o que fazer, a tarefa testa (e muito) a fidelidade dos amigos. Com pouquíssimas notícias sobre o que se passa pelo resto do mundo e sem saber como andam seus amigos de Hogwarts sob a direção de Snape, só resta para os três se esconderem e elaborar planos de ação.
Apesar de todas as ressalvas, Harry e Hermione (abandonados por Rony depois de um acesso de fúria) decidem voltar para o local onde tudo começou: Godric’s Hollow (também conhecida como a cidade onde o garoto perdeu seus pais e se tornou “o menino que sobreviveu”). É incrível a riqueza de detalhes com que J. K. Rowling descreve a pequena cidadezinha. Podemos ver nitidamente cada pedacinho da praça, ouvir os cantos de Natal e conhecer de perto dois lugares muito marcantes: o túmulo e a casa da família Potter.
“Neste local, na noite de 31 de outubro de 1981,
Lílian e Tiago Potter perderam a vida.
Seu filho, Harry, é o único bruxo
a ter sobrevivido à Maldição da Morte.
Esta casa, invisível aos trouxas, foi mantida
em ruínas como um monumento aos Potter
e uma lembrança da violência
que destruiu a sua família”. (página 262)
Com esse sentimento de nostalgia e o desejo de conhecer mais a fundo o casal que morrera ali, somos apresentados finalmente à história completa do que realmente aconteceu naquele dia. Apesar de sabermos como a morte de Tiago e Lílian ocorreu, dói ver como eles foram brutalmente assassinados. Sem dúvida, essa passagem é uma das mais emocionantes…!
Mas a busca pelas Horcruxes continua e Harry tem que seguir viagem. Tudo acontece muito rápido: a corça prateada, a espada de Gryffindor no fundo do poço congelado, Rony salvando o amigo e destruindo o medalhão… Depois de tanto tempo carregando o objeto e sua influência negativa, é um alívio se livrar dele! Mas ainda faltam 3! E a procura continua.
Porém, antes de avançarmos nessa missão, temos que desvendar o mistério do título do livro. Com a ajuda de Xinófilo Lovegood somos apresentados ao conto dos três irmãos e descobrimos quais são as Relíquias da Morte.
*Um momento para ruminar o ódio por Belatriz Lestrange. Ela torturou os pais de Neville. Ela matou Sirius. Ela torturou Hermione. Ela matou Dobby*
Dobby. O elfo doméstico deu sua vida pra salvar o “Senhor Harry Potter” da casa dos Malfoy. (Só eu abri o berreiro no cinema com essa cena???).
Mas, enquanto isso, Voldemort dá continuidade ao seu plano maligno. Decidido a obter a Varinha das Varinhas, ele entra nos domínios de Hogwarts, arromba o túmulo de Dumbledore e rouba o objeto de seu desejo.
A partir daí, será uma verdadeira corrida contra o tempo para frustrar o Lorde das Trevas mais uma vez, destruir as Horcruxes e…
…ir ao cinema descobrir como termina! Por isso, pessoal, curtem muito, chorem litros, riam bastante… E se despeçam da história da melhor maneira possível! Eu realmente quero manter esse clima de expectativa para que vocês aproveitem ao máximo a experiência!
A menina que eu era quando tudo começou, cresceu junto com Harry ao longo de todos esses anos. Assim como o garoto, ela se deslumbrou, assustou, riu e chorou e aprendeu a encarar todos os desafios de cabeça erguida. E descobriu que sim, o mundo da magia existe. Basta acreditar.
Esse não é um adeus. É um até logo. Nas palavras da própria J. K. Rowling: “Hogwarts sempre estará lá quando você quiser voltar para casa”.
Antes de encerrar o PsychoPotter, gostaria de agradecer a todo mundo que acompanhou esse especial ao longo deste último mês. Muito obrigada a você que se emocionou, curtiu e compartilhou as suas próprias experiências! À Domitila e a Vânia também, que mandaram relatos lindíssimos para a gente!
Também quero agradecer as meninas do Psy, Alba, Mari e Tata. Suas lindas, obrigada pela oportunidade, viu? Espero ter feito jus ao desafio.
E, finalmente, a quem deu origem a isso tudo. J. K. Rowling, sem você nada disso seria possível. OBRIGADA.















Nunca soube dizer qual era meu livro HP favorito, sempre me dividi entre PdA e OdF… Até que chegou RdM pra complicar mais ainda…
A Jô conseguiu fechar a série com chave de ouro, ficou impecável… É dificil um autor que consiga finalizar a sua série de forma tão brilhante quanto ela fez…
Só achei que não precisava de tantas mortes assim.
Poxa, a Edwiges??
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Que bela nostalgia…
Assim como vc conheci HP novinha, tinha meus 10 anos e cresci acompanhando a saga desse bruxinho.
Foi tão triste se despedir de algo que me fez tão bem durante tanto tempo.
Adorei ler o post.
Bjus
Nâna
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