Boa noite, genteeee! \o/
Hoje vou falar de um livro superangustiante e ao mesmo tempo envolvente! É uma história de sobrevivência, luta e superação. Até onde você iria para preservar sua vida? Qual o seu limite? Aron chegou ao seu limite e descobriu do que era capaz. Bora lá?
127 Horas
Aron Ralston

Editora: Seoman
ISBN: 9788598903255
Publicação: 2011
Páginas: 400
Compre: Cultura | Saraiva
Skoob
Sinopse: Para Aron, um experiente alpinista de vinte e sete anos, um passeio pelo remoto cânion Blue John era uma oportunidade de dar um tempo das escaladas invernais nos difíceis e altos picos do Colorado. Apesar de ter conhecido duas charmosas garotas ao longo do caminho, no começo da tarde já estava sozinho, apenas com a beleza natural do lugar ao seu redor. Às 14h41, ele estava a treze quilômetros de onde havia estacionado, em uma fenda profunda e estreita do cânion, quando desalojou uma rocha de quase meia tonelada que caiu sobre a sua mão direita e o pulso. E, a partir daí, começaram os seis dias mais infernais da vida de Aron. Com pouca água e comida, sem uma jaqueta para enfrentar as noites geladas, ele lembrou que não havia avisado ninguém para onde estava indo, e essa demora em se soltar poderia ser fatal, já que poderia morrer desidratado ou afogado em uma inundação – ele estava 30 metros abaixo do nível do solo. Usando sua câmera de vídeo, Aron começou a gravar mensagens de despedida para sua família e amigos, agradecendo a vida cheia de aventuras, esperando que alguém achasse essa gravação com seus últimos dias de vida. Mas na manhã de quinta-feira ele teve uma inspiração divina que poderia resolver o “enigma” da rocha, um extremo e desesperado ato de bravura que salvaria a sua vida. 127 Horas é um inspirado relato escrito de forma brilhante, engraçada e honesta, de como a morte encontra a vida. Uma história que estará para sempre entre os livros clássicos de aventura.
Comentários:
Lembro muito bem das notícias veiculadas lá em 2003, quando um alpinista tinha sido encontrado após passar 5 dias preso a uma rocha e ter sido obrigado – para se livrar de sua prisão no cânion – a cortar o próprio braço fora.
Na época a minha reação foi de desespero frente ao horror que esse homem tinha passado, mas confesso que encarei tudo com um certo distanciamento, até o dia em que vi que Aron tinha escrito um livro e que o mesmo ia virar filme.
Acredito que bater na tecla “sobrevivência” seja uma grande redundância no caso de Aron. Logo no início da narrativa ele já chega ao seu destino: a rocha que o prende ao cânion e que pode acabar com sua vida. A partir desse ponto a angústia e a ânsia por uma solução passam a nos acompanhar.
“Esta rocha prendendo o meu pulso ficou presa por muito tempo antes de eu aparecer. E então não só caiu sobre mim, ela prendeu o meu braço. Estou perplexo. Foi como se a rocha tivesse sido posta aqui, colocada como uma armadilha de caçador, esperando por mim. (…) Por que a última pessoa que passou aqui não desalojou a rocha? (..) Que tipo de sorte que eu tenho para que esta rocha, enroscada aqui por eras incontáveis, se libertasse na fração de segundo em que as minhas mãos estavam no caminho?
Quero dizer, quais são as chances?
Página 51
Foi Aron quem escreveu o livro. Quando vi que ele próprio havia escolhido contar a sua história, fiquei com um certo receio sobre a qualidade da escrita ou que o texto caísse para a narrativa ou muito dramática ou uma autoajuda do tipo “dê mais valor à vida”. Estava enganada.
Durante toda a narrativa, Aron descreve o que passou com o tom certo de emoção e distanciamento, todos os momentos são bem-dosados. Suas emoções vão da felicidade que o esporte lhe dá, logo no início do livro, à angústia que a situação em que ele se encontra lhe proporciona e à clareza técnica de raciocínio, para avaliação correta de suas chances de sobrevivência, sempre levando em conta todas as possibilidades, com os materiais que ele leva em sua mochila.
Durante as 127 horas que dura o seu martírio, Aron pincela o livro com suas histórias de vida e todos as aventuras que o levaram até aquele momento – o caminho que percorreu até finalmente ficar frente à frente com a rocha, que ele considera sua algoz.
Tive uma certa dificuldade no decorrer da leitura. Não é um livro para se ler em questão de horas, nem mesmo dias. Levei duas semanas para conseguir me conectar com todos os acontecimentos e digerir toda a dor que Aron passa. É um livro forte. O autor não poupa detalhes sobre os acontecimentos.
Algumas passagens são bem técnicas, como quando Aron toca a rocha e ela cai por cima dele e prende a sua mão. Fiquei bem confusa e confesso que não entendi muito bem a mecânica do acontecimento, e nesse momento começo a segunda parte da minha resenha. Vou falar do filme 127 horas. Vejam o trailer no Youtube.
E é nesse momento que as duas obras se completam. Raras são as vezes em que leio um livro e concordo com a versão que um roteirista deu para a história, geralmente fico com a sensação de que algo faltou, que foi tudo muito corrido. Isso não acontece com o filme 127 horas.
Claro que o livro tem muito mais detalhes e é muito mais rico em descrições e cenas, mas o filme consegue preencher as lacunas que Aron deixa em sua narrativa. O recurso visual do filme nos dá a base para realmente entender como o autor entrou na situação e como conseguiu sair dela.
Senti o filme como parte do livro, um apêndice mesmo. O ator James Franco está simplesmente perfeito no papel, e passa todo o sentimento de Aron com perfeição. Falando em apêndice, o livro tem algumas fotos que também ajudam a completar a narrativa, achei bem interessante a inclusão dessas imagens.
No todo, acredito que o livro – bem com o filme – é indicado para o público adulto. Aconselho uma leitura pausada, sem pressa. Se deixe arrebatar pelos momentos que Aron passou, faça parte da história dele, torça por ele, se angustie com ele, e, principalmente: sinta o seu alívio no final da narrativa.
Um conselho: leia o livro e assista o filme com um copo d’água do seu lado. Livro/ filme bom é assim, leva o espectador a sentir tudo o que passa com o personagem, até mesmo sede.
Playlist:
Rise Against – Survive
AC/DC – Highway to Hell














Assisti ao filme mas não sabia que tinha um livro, muito menos que fosse escrito pelo próprio alpinista. No filme a angústia realmente é grande, e vou procurar o livro, fiquei muito curioso, porque deve ter muito mais detalhe que o filme.
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Acho que vou seguir seu conselho. Com certeza não é um livro para se ler em um ou dois dias, mas levando em conta que é real e o que ele relata, não tinha como ser diferente.
Muitas vezes não sabemos até onde vai a capacidade humana de superação e sobrevivência. Vira e meche ela nos surpreende.
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Eu realmente gostei do filme, apesar de ele ser bem pesado!
Mas não sei se me sentiria atraida pelo livro não, se já é um tema pesado pra um filme, imagina para um livro.
Mas fiquei curiosa pra ver como eles dois se completam.
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Oieee,
Eu queria ler o livro, mas eu tenho receio que eu não vá aguentar, eu fico muito nervoso, se eu quase morri quando eu vi o filme imagina só ele descrevendo tudo o que ele sentia no livro, acho que eu não vou consegui suportar.
Beijããão
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Quando vi que um filme { em que mostra-se tudo o que já foi dito} fiquei perplexo. Não tenho idade o suficiente para em 2003 estar tão antenado nas notícias, mas imagino a sensação de “não acredito nisso” que as pessoas daquela época sentiram. Você lá na sua vida “normal” e derrepente vem a notícia de que um homem ficou preso em um canion porque uma pedra caiu em cima de seu braço e acabou por aputá-lo. O pior de tudo é que a gente nunca pensa que essas coisas ruins vão nos acontecer, e muitas vezes isso acontece no ápice de uma época de felicidade em nossas vidas. Como isso aconteceu com ele em uma época em que ele estava feliz com esse esporte.
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