Arquivo de outubro de 2011

Resenha: Radiante

Oie galera!
A resenha de hoje é sobre um spin-off da série Imortais.
Nessa trama, conhecemos um pouco mais sobre a “vida” de Riley após sua morte.

RADIANTE

RADIANTE
Alyson Noel
  1. Editora: Intrínseca
    Páginas: 184
    ISBN: 9788580570533
    Publicação: 2011 
    Compre:
    Submarino | Saraiva | Cultura
    Skoob
    Sinopse:
Algum tempo após o acidente de carro que a matou, Riley Bloom deixou sua irmã, Ever, na terra e atravessou a ponte da vida após a morte até um lugar chamado ‘Aqui’, onde o tempo é sempre ‘Agora’. Riley reencontrou os pais, também vítimas do desastre, e Buttercup, o cão da família. Todos estavam se adaptando a uma morte boa e tranquila, até que ela foi chamada perante o Conselho e um segredo lhe foi revelado – a pós-vida não significa simplesmente uma eternidade de lazer. Riley tem tarefas a realizar. Ela é designada como Apanhadora de Almas, e Bodhi, um garoto diferente, que ela não consegue decifrar muito bem, é seu guia. Riley, Bodhi e Buttercup voltam à Terra para sua primeira tarefa – fazer o Menino Radiante, que há anos assombra um castelo na Inglaterra, atravessar a ponte. Muitos Apanhadores de Almas já tentaram convencê-lo e não obtiveram sucesso. Mas isso foi antes que o menino conhecesse Riley.

Comentários:
O livro traz a história de Riley, uma garota de 12 anos vivendo seu-pós morte numa espécie de colônia.
Apesar de viver junto aos pais, avós e cachorro, ela sempre esteve dividida entre sua irmã que ainda está viva e sua família e secretamente anseia voltar a terra.
Mesmo se esforçando ao máximo para se adaptar ela sente saudades de sua antiga vida, mas agora ela tem uma missão que indiretamente realiza um de seus desejos: voltar a terra.
Mas a tarefa dela não será fácil, pois ela terá de convencer um garoto a se desapegar do passado e seguir em frente.
Minha primeira impressão desse livro foi que ele é uma mistura do livro Violetas na Janela, da Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, com a série A Mediadora, da Meg Cabot.
Apesar de narrado de forma leve e divertida, o livro trata bastante sobre desapego e livre arbítrio.
Riley é uma garota que se acha injustiçada, morreu cedo e não aproveitou nada de sua vida. Além disso ela defende seus ideais como justos e certos e não vê egoísmo em seus atos.
O livro por ter uma narradora tão jovem e sarcástica, tem seus momentos divertidos, mesmo nas horas que não poderia rir.
Apesar do livro retratar sobre a personagem reconhecer a si mesma e ao mundo a sua volta, achei que poderia ter um pouco menos de enrolação nas divagações da Riley e nas horas que era para dar medinho, foram tediosas.
Apesar de ter uma participação de escanteio, adorei o Buttercup, cachorro da Riley. Ele é o típico cachorro, não leva as situações a sério e na hora do aperto enfia o rabo entre as pernas e corre.

3estrelas

"A maioria das pessoas acha que a morte é o fim.
O fim da vida – dos bons tempos –, o fim de… bem, praticamente tudo.
Mas essas pessoas estão enganada.
Completamente enganadas.
Eu sei muito bem. Faz quase um ano que morri.”
Página 7  

Playlist:
Aerosmith – “Dream On”
Creed – “Higher”
Nickelback – “If Everyone Cared”

Assinatura

Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muita fã autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

Resenha | Sorteio: O Atlas Esmeralda

Boa noite, gentes!!

Hoje vou falar de um livro infanto-juvenil de alta-fantasia. Apesar de revistar vários clichês do gênero, o livro é bem-divertido. Bora lá achar o que eu achei? =)

Os Livros do Princípio
Livro 1: O Atlas Esmeralda – 2011 (Brasil e EUA)

O Atlas Esmeralda
John Stephens

Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581050133
Publicação: 2011
Páginas: 296
Compre: Saraiva | Cultura
Skoob

Sinopse: Há dez anos, numa noite de inverno, os irmãos Kate, Michael e Emma foram tirados de suas camas às pressas, perseguidos por criaturas estranhas e levados para longe de seus pais, os quais nunca mais viram. Desde então, os três passaram todo esse tempo vivendo em vários orfanatos sem saber o que de fato aconteceu naquela noite. Kate, a mais velha, é a única que tem lembranças dos pais, a quem jurou proteger seus irmãos a todo custo até que a família estivesse reunida novamente; Michael, o do meio, adora o mundo dos livros e histórias de magia e é sempre alvo de implicância dos garotos mais velhos; e Emma, a mais nova, é uma verdadeira encrenqueira, mas de grande coração. Quando chegam a uma mansão abandonada, os irmãos encontram um atlas encantado que os faz viajar no tempo e os leva para uma terra habitada por gigantes, anões, lobos famintos, crianças prisioneiras e uma condessa que é a fonte de todo o Mal. Assim, as crianças que apenas buscavam o paradeiro de seus pais acabam tendo que salvar o mundo.

Comentários:

É bem complicado um autor revisitar tantos clichês durante uma história e mesmo assim conseguir surpreender na narrativa. John Stephens claramente pega ‘emprestado’ de vários outros livros alguns temas, personagens e situações para rechear seu enredo.

Convenhamos também que inovar no tema magia + órfão, torna-se um pouco complicado… Essa é a proposta de John Stephens. Três irmãos – Kate, Michael e Emma – são forçadamente abandonados por seus pais no dia de Natal, o abandono é a única forma de salvar suas vidas. Fica com Kate, a irmã mais velha, a responsabilidade de manter os irmãos sempre juntos e a salvo. Ela faz isso muito bem até que 10 anos depois, e muitos orfanatos visitados, eles são transferidos para um lugar completamente estranho e rechegado de magia.

A narrativa é em terceira pessoa, no primeiro livro o autor acompanha a visão de Kate sobre os fatos e por algumas vezes, a de Emma. Percebi mais uma vez esse fator comum que está acompanhando todas as narrativas: visão em terceira pessoa, porém focada em apenas um ponto de vista, o que acaba empobrecendo a leitura.

A história tem ação do início ao fim. O autor escolheu um tema um pouco complicado de lidar e fazer com que as pontas ficassem todas bem-amarradas e verossímeis. O atlas – o primeiro dos três livros que dão o tom à trilogia – fazem os irmãos voltarem 15 anos no passado, conhecendo pessoas que só teriam contato no futuro. Isso dá margem para questionamentos sobre atitudes de certos personagens. É muito difícil criar um pensamento racional e ausência de interferência quando a linha de tempo se encontra de forma tão co-relacionada.

Há, claro, os antagonistas da trama, que achei bem-construídos e assustadores! A Condessa é uma delas, adoro quando o anti-herói não é categorizado como feio, pouco atraente e repugnante. Ela é doce, sensual, linda e… aterrorizante! Os gritões – que acompanham a Condessa em sua empreitada – me lembraram muito os dementadores de Harry Potter… Outro personagem de HP que visivelmente dá as caras no enredo é Hagrid, dessa vez na pele de um gigante bonzinho chamado Gabriel. Impossível não relacionar os dois.

Pontos Positivos: A história é recheada de magia, autoconhecimento e ação. É praticamente impossível respirar durante a leitura e os fatos vão sendo revelados de forma natural, sem que nada pareça forçado.

Pontos Negativos: Para o fã de Harry Potter, As Crônicas de Nárnia e até mesmo Senhor dos Anéis, fica claro os pontos em que o livro foi claramente inspirado nessas obras, o que é cansativo.

Recomendo a leitura para fãs de livros infanto-juvenis, que estejam em busca de boas horas de divertimento mas sem muito compromisso. Confesso que o final me deixou intrigada,  mas não ansiosa para o lançamento da continuação.

“No futuro, Kate pensaria às vezes nesse momento, entre todos os momentos, e se perguntaria o que teria acontecido se ela não tivesse cedido, se não tivesse olhado Michael e visto sua ansiedade, a empolgação, o apelo desesperado em seus olhos…”

Página 38

Playlist:
Beach Boys – I Get Around
Israel “IZ” Kamakawiwoole – Somewhere over the Rainbow

Book Trailer:

REGRAS DO SORTEIO
1- Seguir o blog PUBLICAMENTE pelo Google Friend Connect (basta ter uma conta no google/gmail/orkut/twitter e clique no botão SEGUIR na coluna do lado esquerdo do blog);
2- Deixar um comentário neste post pertinente à resenha;
3- Preencher o formulário abaixo;
4- Ter endereço de entrega no Brasil.

Para ganhar mais números de sorteio, preencha o formulário novamente para cada nova divulgação.

Para divulgação no Twitter é OBRIGATÓRIO ser seguidor do @psychobooks e da @Suma_BR

Eu quero um dos DOIS EXEMPLARES de “O Atlas Esmeralda” que o @psychobooks e a @Suma_BR estão sorteando: http://migre.me/61Brv

ATENÇÃO: Nesse sorteio será permitida a inscrição de 10 tweets por dia, não importando o horário, mas não se esqueça de preencher novamente o formulário para cada novo tweet. Mande o link do tweet, clicando embaixo do tweet onde aparece, por exemplo: less then 10 seconds…

A promoção tem início hoje (30/10/11) e vai até dia 30/11/11 às 18:00h . O sorteio será feito pelo site Random. Os vencedores serão notificado com um e-mail e têm até 3 (três) dias para respondê-lo, caso contrário um novo sorteio será realizado. O resultado será anunciado no twitter e publicado aqui nesse post. Ao receber o e-mail com os dados do ganhador, respondemos com um aviso. SE VOCÊ NÃO RECEBEU O AVISO MANDE OUTRO E-MAIL.

Banner de Divulgação:


Sobre o autor

Alba Milena, casada, 34 anos, é mãe do menino mais lindo do mundo: o Lucas. Supereclética nas suas escolhas de leitura, nutre um ódio profundo e inexplicado por Danielle Steel. Também pode ser encontrada no @AlbaMilena.

PsychoMovies #34 – X Men Primeira Classe

Episódio #34- Exclusão
X MEN PRIMEIRA CLASSE
Por Luiz Ehlers (@luiz_ehlers)

X Men Primeira Classe – X Men First Class (2011)

Nesse episódio 34, eu escolhi o mais recente filme de uma das minhas franquias favoritas: X men Primeira Classe. O mais interessante da série X men é o pano de fundo para a exclusão social que ser mutando passa na história. Essa é a razão que dá título a esse episódio como Exclusão. Quem gosta da série não pode perder esse filmes, que embora alguns pequenos problemas, é, sem dúvida, um dos melhores da franquia.

Confira mais esse episódio e, claro, deixe o seu comentário :)

PsychoMovies 34

Confira também o papo com a autora de Paganus: Simone O. Marques na Voz do Editor #23 – Os Vilões de Simone O. Marques.

Sobre o autor

Resenha: Cidade de Vidro

Olá Pessoal!!!

Voltei para comentar o terceiro livro da série Instrumentos Mortais. Cidade de Vidro era para ser o último de uma trilogia, mas para nossa felicidade, Cassandra Clare resolveu escrever mais alguns depois desse. Podem ler a resenha tranquilos, não tem spoiler de nenhum livro da série =)

Série Instrumentos Mortais:
1- Cidade dos Ossos (2010) | Resenha;
2- Cidade das Cinzas (2011) | Resenha;
3- Cidade de Vidro (2011);
4- City of Fallen Angels (disponível em inglês);
5- City of Lost Souls (lançamento em inglês 2012);
6- City of Heavenly Fire (lançamento em inglês 2013).

CIDADE DE VIDRO
Cassandra Clare

Editora: Galera
Páginas: 476
ISBN: 8501087165
Lançamento: Outubro 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva

Sinopse:

Em busca de uma poção para salvar a vida de sua mãe, Clary deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras. Mas à medida que se aproxima de Ragnor Fell, o feiticeiro que pode curar a mãe, ela descobre segredos sobre seu passado e o de Jace – e o irmão não hesita em deixar claro que não a quer por perto. Isso Clary já entendeu, ela só não imagina que está prestes a participar de uma batalha épica, na qual Caçadores de Sombras e integrantes do Submundo terão que se unir se quiserem sobreviver.

Comentários:

Vocês devem ter percebido, que preferi usar uma foto para a capa do livro, assim acho que vocês conseguem ter uma ideia de como é o trabalho Galera fez para Cidade de Vidro, com efeitos holográficos – que gera esse aspecto de ‘brilho’ – até na aba do livro.

Valentim está em busca do último Instrumento Mortal e não vai medir esforços para conseguir o que quer. Para salvar a vida de sua mãe, Clary tem que ir para Cidade de Vidro, mas nem tudo saiu como planejado. Jace não a quer por perto e a cena em que ela o encontra em Alicante é de partir o coração! Simon, que deveria ter ficado em Nova York, foi levado para o lar ancestral dos caçadores de Sombras e agora tem que enfrentar o Inquisidor e sua desconfiança sobre os motivos de ele estar ali. Ainda podemos somar a essa grande mistura um novo personagem misterioso, um reencontro, uma perda e teremos um livro quase perfeito!

O amadurecimento da série e de seus personagens é evidente, a narrativa – feita sob o ponto de vista de diferentes personagens – está mais fluida, com momentos mais agitados, romanticos, tensos e de sarcasmo muito bem distribuídos. Gostei muito da parte onde a Cidade de Vidro é descrita, consegui visualizar perfeitamente as Torres Demoníacas.

Simon está mais maduro, enfrenta seus problemas com o peito aberto, mas ainda assim, não me conquistou. No início do livro, Clary continua mimada, mas aos poucos vai reparando seus erros. Jace está mais vulnerável emocionalmente falando, mas resolveu assumir alguns riscos e vai enfrentar tudo para concluir seus planos. Ao conhecer um pouco mais sobre Valentim, que é manipulador, mentiroso, e gosta de tirar vatangem das fraquezas, fiquei com um pouco de pena dele, uma pessoa assim, nunca será feliz. E como sempre, quando Magnus aparece, rouba a cena, um dos personagens que mais gosto nessa série!!!

Cidade de Vidro é daqueles livros que conquistam do começo ao fim, com revelações um tanto perturbadoras – como as que Ithuriel fez -, muitas cenas memoráveis que fica difícil escolher a melhor. Todas as perguntas foram respondidas mas ao terminar o livro, você vai querer mais. Ainda bem que a Cassandra resolveu escrever mais alguns livros para essa série \o/

- Você alguma vez já pensou que, em alguma vida passada, Alec foi uma senhora com noventa gatos que vivia gritando com a vizinhança para saírem do seu quintal? Pois eu já. – Jace

Página55

Obs: tem muitos outros quotes melhores que esse, mas são spoiler, então escolhi esse por representar muito bem o Alec e o humor do Jace =)

Playlist:

Bruno Mars – Just the Way you Are
Foo Fighters – Lern to Fly
Jace Everett – Bad Things

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

Resenha – Eon: O Décimo Segundo Dragão

Olá Pessoas!

Depois de um bom sem ler uma fantasia infanto-juvenil, retomei a leitura com chave de ouro.

Eon, já tem uma continuação lançada lá fora: Eona (ainda sem previsão de lançamento)

Bora conhecer mais sobre a cultura oriental?
EON_1303994919P

EON: O DÉCIMO SEGUNDO DRAGÃO
Alison Goodman
  1. Editora: Galera Record
    Páginas: 474
    ISBN: 9788501086716
    Publicação: 2011 
    Compre:
    Submarino | Saraiva | Cultura
    Skoob
    Sinopse:
Eon tem doze anos de idade e treina há anos. O estudo intensivo de Magia de Dragão, baseado na astrologia da Ásia Oriental, envolve dois tipos de habilidade: trabalho com espadas e aptidão mágica. Tanto Eon quanto seu mestre esperam que ele em breve seja escolhido como Dragoneye — um aprendiz de um dos doze dragões de energia da boa fortuna. Mas apesar de sua habilidade única com dragões de energias diversas — só Eon é capaz de enxergar mais de um dragão —, o menino guarda um segredo perigoso. Na verdade ele é Eona, uma menina de dezesseis anos que vem se fazendo passar por menino em busca da chance de se tornar Dragoneye. Mulheres são proibidas de usar Magia de Dragão e se alguém descobrir que ela vem se escondendo, a única sentença possível é a morte. Quando seu segredo é ameaçado, a jovem e seus aliados são lançados a um destino imprevisível. Em meio a uma luta mortal pelo trono Imperial, Eon precisa encontrar a força e o poder interior para lutar contra aqueles que querem roubar sua magia… e sua vida.

Comentários:

Eon, um garoto de 12 anos e um candidato a Dragoneyes (uma espécie de regente de dragão), esconde um grande segredo: ele na verdade é Eona e tem 16 anos.
Ele/ela sempre foi ensinada desde criança que as mulheres são consideradas seres inferiores aos homens e não têm direito a aprender as artes da magia, mas ao abandonar os campos de sal, se quisesse sobreviver ele/ela teria de viver essa mentira.
Eon/Eona apesar de ser uma garota, tem grandes chances de se tornar uma Dragoneye, desde que mantenha a mentira, pois ela possui o raro dom de enxergar todos os dragões. Mas ela deve ser cuidadosa, pois se descobrirem a mentira dela e de seu mestre, a punição é a morte.
Uma coisa que achei muito legal nesse livro é que apesar de ser um jovem adulto, não tem aquelas balelas de amor adolescente, de uma garota apaixonada por um cara e coisas do gênero. Rola um certo amor um pouco mais maduro
Eon/Eona tem seus conflitos internos, mas devido suas responsabilidades sabe que a sobrevivência dela e de outros envolvidos dependem dessa mentira. O foco que o livro dá à superação é bem interessante, esse lado é abordado pela deficiência física da protagonista.
A pesquisa da autora para criar essa história, foi realmente extensa e a narração é cheia de detalhes impressionantes e, não há pontas soltas em todo o enredo, mas tenho que confessar que as vezes tive a impressão que ela se estendeu demais na narração de detalhes por vezes desnecessários.
Vale ressaltar que grande parte do enredo é baseado na cultura japonesa e chinesa, utilizadas apenas como base para a criação desse mundo imaginário.
O fato de ser baseado em culturas tão antigas e puras torna o livro super intrigante e outro destaque são os personagens coadjuvantes que possuem um espaço maior no livro, e com histórias marcantes, cheias de superação, preconceito e honra.
Depois de tantas reviravoltas na historia, não vejo a hora de conhecer a continuação da mesma.

4estrelas

" Homens também enxergam a amizade como um laço poderoso, Sua Alteza – comecei a dizer, sentindo o capricho dos deuses no meu papel erpentino de autoridade em assuntos que se referiam à masculinidade. – Mas não é algo que decorre de ordem e a confiança é um centro que pode demorar muito para ser alcançado.”
Página 177  

Playlist:
Bruce Dickinson – “Tears of the Dragon”
Tori Amos – “Siren”
30 Seconds to Mars – “From Yesterday”

Assinatura selo - galera

Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muita fã autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

Sorteio via twitter: Noah Foge de Casa

Olá Pessoal!!!

Depois da resenha do livro Noah Foge de Casa, resolvemos fazer um sorteio para que um sortudo leve esse livro para casa, confiram a sinopse do livro e em seguida as regras de sorteio:

NOAH FOGE DE CASA
John Boyne

Editora: Cia das Letras
Páginas: 200
ISBN: 9788535919493
Tradutor: Eduardo Brandão
Publicação: Setembro 2011
Preço de Catálogo: R$33,50
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva

Sinopse:

Noah tem oito anos e acha que a maneira mais fácil de lidar com seus problemas é não pensar neles. Quando se vê cara a cara com uma situação muito maior do que ele próprio, o menino simplesmente foge de casa, aventurando-se sozinho pela floresta desconhecida. Logo, Noah chega a uma loja mágica de brinquedos, com um dono bastante peculiar. Ele tem uma história para contar, cheia de aventuras e que termina com uma promessa quebrada; uma história que vai levar o fabricante de brinquedos a pensar sobre o seu passado e Noah a pensar sobre aquilo que deixou para trás.

Regras do Sorteio:

1- Deixar um comentário nesse post com seu nome de seguidor do twitter;
2- Seguir o @psychobooks;
3- Segiur a @cialetras
4- Twittar a frase:

Eu quero o livro Noah Foge de Casa que o @psychobooks e a @cialetras estão sorteando! http://kingo.to/S4n
A promoção tem início hoje (28/10/11) e vai até dia 09/11/11 às 18:00h . O sorteio será feito pelo site Sorteie.me. O vencedor será notificado com uma DM e terá 24 horas para respondê-la, caso contrário um novo sorteio será realizado. Atualizaremos esse post com o resultado do sorteio. Em caso de manutenção do site Sorteie.me, o sorteio será prorrogado.

09/11/11 – Atualização:

RESULTADO DO SORTEIO
Parabéns @mayrasp !!!

Link do sorteio: http://beta.sorteie.me/r/94

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha Tripla | Sorteio: Marina

Boa noite, gentess!! \o/

Hoje vamos falar triplamente do livro “Marina” do autor Carlos Ruiz Zafón. Nossas opiniões estão um pouco diversas, mas esse que é o interessante das resenhas com mais de uma opinião, né? Bora lá!
Alba – Vermelho
Mari – Lilás
Sabrina – Laranja

Marina
Carlos Ruiz Zafón

Editora: Suma de Letras

ISBN: 9788581050164
Publicação: 2011
Páginas: 192
Skoob
Sinopse:

Na Barcelona dos anos 1980, o menino Óscar Drai, um solitário aluno de internato, conhece Marina, uma jovem misteriosa que vive num casarão com o pai idoso. Em passeios pela cidade, os dois presenciam uma cena estranha num cemitério e se envolvem na resolução de um mistério que remonta aos anos 1940. Numa tentativa inútil de escapar da própria memória, Oscar abandona sua cidade. Acreditava que, colocando-se a uma distância segura, as vozes do passado se calariam. Quinze anos mais tarde, ele regressa à cidade para exorcizar seus fantasmas e enfrentar suas lembranças – a macabra aventura que marcou sua juventude, o terror e a loucura que cercaram a história de amor.
Comentários:
Falar de Zafón chega a ser ignorância. Acredito que o autor se encontre em outra patamar na literatura. Li “A Sombra do Vento” e me encantei, brigo com “O Jogo do Anjo” há anos (sério gentes, ANOS!!), sem conseguir deslanchar a leitura. Achei a leitura de “Marina” mais fácil, mas nem de longe se compara à genialidade e a riqueza do enredo do “A Sombra do Vento”.

Marina foi lançado em espanhol em 1999, mas por causa de uma disputa judicial ficou anos sem poder ser traduzido para outras línguas. Zafón o escreveu pensando no público mais jovem, diferente dos livros anteriores lançados no Brasil, este é mais breve e com uma narrativa cheia de aventuras e elementos fantásticos.


Também conheci o Zafón ao ler A Sobra do Vento – coincidentemente, em outubro, só que do ano passado. Depois de muito enrolar, resolvi ler O Jogo do Anjo em setembro e engatei Marina logo em seguida, mas devo ressaltar – ler este livro depois de ter lidos os outros livros do autor é uma experiência bem interessante. Principalmente pelo fato que a Mari citou aqui em cima… Apesar de ele ter sido lançado depois, foi escrito antes e dá pra perceber a influência que essa obra teve em todas as outras do autor.

Marina” é dessas leitura que a cada linha, cada palavra, cada escolha de adjetivo dá a impressão de ter sido meticulosamente escolhida. A riqueza do vocabulário usado salta aos olhos – aliás, a tradução está ótima – a caracterização dos personagens é rica, dando a impressão de que eles realmente existem, poderiam muito bem estar ao nosso lado.
Os personagens são realmente fantásticos! Todo o mistério em torno da vida de Marina, a busca pelo significado da borboleta, da identidade da dama de negro, os perigos que eles passam, só faz com que o leitor não consiga deixar o livro de lado.

Começar a ler um livro do Zafón é estabelecer uma relação de muito carinho com ele, porque sério: que escrita é essa?! Poesia em prosa, minha gente! E os enredos que ele cria são tão instigantes, que é impossível não grudar no livro – com a exceção de O Jogo do Anjo (te dou essa, Alba!) que, apesar de eu também ter gostado bastante, achei um pouco mais lento.

Agora vou me focar na história em si. Como dito acima, o foco é na relação dos dois protagonistas – Marina e Óscar – e em um mistério no qual os dois esbarram. Foi nesse ponto que na minha opinião a narrativa de Zafón degringolou. Todo o enredo é extremamente fantasioso e pouco crível. Em nenhum momento me senti envolta no clima de suspense ou intrigada com tudo o que ele mostrava…

Ao contrário da Alba, o suspense foi o que mais me manteve atenta à narrativa, assim como os elementos fantásticos. Acredito que quem for ler Marina, esperando um pouco do que leu em A Sombra do Vento ou O Jogo do Anjo, vai se decepcionar um pouco, afinal, este é um tema bem diferente dos dois primeiros livros lançados em português. É claro que toda genialidade narrativa de Zafón está presente e dessa vez, com um toque bem macabro.

Nesse ponto eu concordo com a Mari… O que “assusta” um pouco é que, enquanto nos outros livros o autor dá apenas algumas pinceladas na fantasia (mas de uma forma que ainda fique próxima da realidade), em Marina ele parte de vez para a ficção. Mas, de novo, quem leu A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo (principalmente este último) vai reconhecer alguns elementos recorrentes na escrita, como velhos casarões que são importantes para o desenrolar da história, a forte presença dos bairros de Barcelona (sempre muito bem descritos) e, é claro, esse lado macabro que só o Zafón sabe colocar nas suas histórias! (Só eu que me lembrei bastante de “Além da Imaginação” de “O Fantasma da Ópera” (olha a viagem…) enquanto lia?)

Talvez a culpa seja de Zafón e essa necessidade imensa que sentimos de sermos arrebatadas durante a leitura, e, quando o enredo não nos convence completamente, acabamos por achar que o livro está aquém de suas possibilidades… A verdade é que “Marina“, apesar de ser um livro muito bem-escrito, não me convenceu completamente.

Mesmo assim, deixo para vocês uma citação perfeita que caracteriza perfeitamente a genialidade da escrita do autor. Impossível não visualizar perfeitamente o personagem descrito por ele:

“Benjamim Sentís era um homem corpulento que vivia no interior de um roupão de flanela cor de vinho. Apertava um cachimbo apagado entre os lábios e seu rosto era enfeitado por um daqueles bigodes que se junta às suíças, estilo Júlio Verne. (…)”

Páginas 56 e 57

(…) De repente, senti. Intenso e penetrante. O mesmo fedor de podridão. No ar. No quarto. Em minha própria roupa, como se alguém tivesse esfregado o cadáver de um bicho em decomposição em minha pele enquanto eu dormia. (…)
Página 90
- De nada adianta toda a geografia, trigonometria e aritmética do mundo se você não souber pensar por si mesmo – argumentava Marina. – E nenhum colégio ensina isso. Não está no programa.
Página 49
Alba

Mari
Sabrina
Book Trailer:







Playlist:
Marina Lima – O Chamado
Paula Toller – Meu Amor se Mudou para a Lua
Titãs – Bichos Escrotos

Joss Stone – Take Good Care

Blue October – Ugly Side
Dev – Dancing In The Dark
REGRAS DO SORTEIO:



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Para ganhar mais números de sorteio, preencha o formulário novamente para cada nova divulgação.

Para divulgação no Twitter é OBRIGATÓRIO ser seguidor do @psychobooks e da @Suma_BR

Eu quero um dos DOIS EXEMPLARES de “Marina” que o @psychobooks e a @Suma_BR estão sorteando: http://migre.me/60BZy

ATENÇÃO: Nesse sorteio será permitida a inscrição de 10 tweets por dia, não importando o horário, mas não se esqueça de preencher novamente o formulário para cada novo tweet. Mande o link do tweet, clicando embaixo do tweet onde aparece, por exemplo: less then 10 seconds…

A promoção tem início hoje (27/10/11) e vai até dia 27/11/11 às 18:00h . O sorteio será feito pelo site Random. Os vencedores serão notificado com um e-mail e têm até 3 (três) dias para respondê-lo, caso contrário um novo sorteio será realizado. O resultado será anunciado no twitter e publicado aqui nesse post. Ao receber o e-mail com os dados do ganhador, respondemos com um aviso. SE VOCÊ NÃO RECEBEU O AVISO MANDE OUTRO E-MAIL.

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Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha | Sorteio: Bela Maldade

Olá Pessoal!!!
Hoje vamos comentar sobre o livro Bela Maldade, romance da australiana Rebecca James que já foi traduzido para mais de 35 países.

Alba -Vermelho
Mari – Lilás

BELA MALDADE
Rebecca James

Editora: Intrínseca
Páginas: 304
ISBN: 8580570816
Lançamento: Setembro 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva

Sinopse:

Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga – Alice não gosta de ser rejeitada.

Comentários:

A capa é linda, mas se reparar bem, vai ver que por trás da beleza há perigo, o que traduz muito bem o enredo do livro, estejam avisados: esse livro é forte. Obsessão, maldade, malícia, loucura, vingança, amizade, perdas e amor são alguns dos assuntos tratados, de forma crua, todos os acontecimentos me surpreenderam, um livro para ser devorado sem reservas.

Eu sou dessas que compram só pela capa (confesso!). Não tinha lido sinopse, não sabia do que se tratava, mas quis comprar o livro. No início achava que se tratava de um romance jovem-adulto, e que todo o clima de “maldade” fosse mais inocente, menos psicótico. Ledo engando… O livro, apesar de ter como foco do enredo duas  adolescentes de 17 e 18 anos, não pode ser classificado como jovem-adulto. Ele é muito cru, verdadeiro, impactante.

A narrativa é feita em primeira pessoa sob o ponto de vista de Katherine, ou Katie, alternando três diferentes momentos de sua vida: o presente – já com 22 anos -,  o passado onde ela conta como era sua vida até o momento da morte de sua irmã e a época em que conheceu Alice. A cena da morte de Rachel é tão bem escrita, que fui obrigada a parar a leitura e respirar antes de continuar, eu já desconfiava o motivo do seu assassinato, mas esse não é o elemento principal no enredo.

Achei a narrativa de Rebecca James perfeita. Apesar do livro ser narrado em primeira pessoa, Katherine é tão madura e consciente do sentimento dos outros personagens que não perdemos as nuances de humor de nenhum deles.

A construção de personagens é muito boa, você sente que os conhece, que está vivenciando a história da Katherine. Alice é destestável, uma verdadeira psicótica, o modo como ela age, como quer toda atenção, faz pensar como Katherine não percebeu antes que era uma roubada ser sua ‘amiga’, mas aí aos poucos você vai descobrindo o que aconteceu no seu passado e compreende porque ela quer ficar perto da Alice. Robbie é doce – mesmo que perdidamente apaixonado pela pessoa errada – e Mick é perfeito.
Leitura mais do que recomendada, um thriller psicológico forte, escrito para quem gosta de se envolver com os personagens e não fica chocado facilmente.

Achei o livro praticamente perfeito. É um trillher psicológico para se ler de uma só vez, é impossível largar a leitura antes de chegar ao final. Senti que em alguns momentos a autora entregou um pouco do enredo em horas inoportunas…  Se o leitor está atento, e não muito envolvido com os acontecimentos, é possível enxergar claramente aonde a autora está nos levando e o verdadeiro segredo da narrativa.

… A menina errada morreu naquele dia pavoroso em Melbourne. E embora eu não consiga realmente desejar ter sido eu no lugar de Rachel – não sou nem de longe corajosa o bastante para ser mártir -, tenho plena consciência de que a melhor irmã morreu.
Página 28
(…) Há perigo em toda parte, seus idiotas! Vocês pensam que estão seguros, pensam que as pessoas são confiáveis? Que são boas? Abram os olhos e olhem em volta! (…)
Páginas 48 e 49
Mari
Alba

 Playlist:
Nirvana – Come as you are
Oasis – Live Forever
Alice in Chains – Would?

Alice in Chains – We Die Young

Regras do Sorteio 

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Eu quero Bela Maldade que o @psychobooks e a @intrinseca estão sorteando! - http://migre.me/609P8

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A promoção tem início hoje (26/10/11) e vai até dia 16/11/11 às 18:00h . O sorteio será feito pelo site Random. Os vencedores serão notificados com um e-mail e tem até 3 (três) dias para respondê-lo, caso contrário um novo sorteio será realizado. O resultado será anunciado no twitter e publicado aqui nesse post. Ao receber o e-mail com os dados do ganhador, respondemos com um aviso. SE VOCÊ NÃO RECEBEU O AVISO MANDE OUTRO E-MAIL.

16/11/11 – Atualização

RESULTADO DO SORTEIO

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Caixa de Correio #73

Esse meme foi criado pela Kristi, do The Story Siren, onde toda semana vamos mostrar o que chegou de novidade para o Psychobooks. Ao clicar em cima do nome do livro, o link te leva para a página do Skoob com maiores informações sobre o título.

Alba

Comprei:
Bloodlines – Richelle Mead
Dark Beginnings – Gena Showalter
Cira e o Velho – Walter Tierno | Resenha
Necronauta 2 – Danilo Beyruth

Lidos:
Qual seu Número? -Karyn Bosnak | Resenha com sorteio de Marcadores
Bela Maldade - Rebecca James
Marina - Carlos Ruiz Záfon
O Livro de Joaquim – Laura Malin

Lendo:
O Atlas Esmeralda – John Stephens

Playlist:
Survivor – Eye of the Tiger

Mari


Para Resenha:
Cidade de Vidro – Cassandra Clare
Graceling: o dom extraordinário – Kristin Cashore

Comprei:
Marina – Carlos Ruiz Zafón

Autografados:
Paixão – Lauren Kate | Resenha
Fallen – Lauren Kate

Livros Lidos:
Sob a luz da Lua (Nightshade#1) – Andrea Cremer | Resenha
A Touch Mortal – Leah Clifford (Abandonei)
Bela Maldade – Rebecca James
Cidade de Vidro – Cassandra Clare (Releitura)
Marina – Carlos Ruiz Zafón

Lendo:
O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón
Graceling: o dom extraordinário – Kristin Cashore

Blog Citado:
Nem um Pouco ÉpicoFacebook

Playlist:
RHCP – Brendan’s Death Song

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

PsychoNovel – Coração&Carne Cap #10

O coma é algo praticamente mágico. É diferente do sono comum, é mais intenso, mas ao mesmo tempo tão leve. Não é como os sonhos, embora seja confuso algumas vezes também. É como se você mergulhasse em um vale relaxante de imagens e sensações e o mais importante: elas nunca são ruins. Você sente cada célula, cada átomo do seu corpo tomado pela mais pura e profunda sensação de relaxamento. Essa sensação é tão plena que nos dá a impressão de que nunca soubemos como é realmente senti-la.

Eu percebia o meu coração desacelerar e até o seu pulsar repetitivo se tornava uma canção doce e acolhedora como poucas vezes escutei. Em todas essas imagens eu raramente via pessoas de minha família e mesmo assim não me sentia só. Mesmo quando minha mente mergulhava no mais profundo e complexo túnel eu me sentia valente, sentia-me completo e capaz de enfrentar qualquer desconhecido a minha frente.

Estar em coma é uma deliciosa mistura de sonho e realidade. Você tem sempre a certeza de que está no controle e pode despertar a qualquer momento, porém, como em uma manhã fria ou chuvosa você pede por mais quinze minutos. Possuído por essa sensação viciante de prazer e relaxamento você se entrega e o tempo passa, porém jamais lhe parece mais do que aqueles quinze minutinhos.

Havia uma imagem que constantemente se mostrava em meus devaneios: eu quando criança. Quase sempre essa figura observadora e preocupada aparecia em momentos inusitados. Eu não sabia ao certo o que minha mente estava querendo me dizer. Eu me via com cerca de cinco anos, não mais que isso. Não entendia o que havia de tão relevante naquela fase. Talvez fosse um recomeço ou um resgate a algo que ficou preso na infância. Eu não sabia exatamente o que.

Eu sabia que aquele transe não seria eterno, por mais intoxicante que fosse. O despertar finalmente aconteceu. Senti meu corpo dolorido e cansado. Senti cada pedaço do meu corpo despertar cuidadosamente. Meus olhos se abriram lentos incomodados pelo excesso de luz. Para a minha grande surpresa, a imagem que vi foi justamente a minha com cinco anos. Porém, ele não ficou parado dessa vez veio ao meu encontro e abraçou-me forte com uma alegria intensa. Eu toquei em seu corpo cuidadosamente, meus braços doíam. Ele era real, de carne e osso. O menino olhou fundo em meus olhos e com um sorriso me chamou de pai.

Eu estava certo, era sim um recomeço…

CONTINUA 01/11 15 HORAS

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