Arquivo de novembro de 2011

Resenha: Como (quase) namorei Robert Pattinson

Boa noite, gentes!! \o/

Hoje vou falar de um lançamento da Editora Pensamento, pelo selo Jangada. Conheci a proposta do livro – e a autora, Carol Sabar – na Bienal do RJ. Fiquei encantada com a sinopse e sabia que a leitura seria interessante. Um chick-lit feito na medida para as fãs da saga Crepúsculo. Bora lá saber o que eu achei?

Como (quase) namorei Robert Pattinson

Como (quase) namorei Robert Pattinson

Carol Sabar

Editora: Jangada
Páginas: 464
ISBN: 9788564850019
Publicação: 2011
Compre:

[Leia um trecho]

Sinopse:

Aos 19 anos, Duda é literalmente viciada na saga Crepúsculo. Já perdeu a conta de quantas vezes leu os livros da série e assistiu aos filmes. Através de um perfil secreto na internet, ela se comunica com outras fãs do Crepúsculo que, assim como ela, estão totalmente convencidas de que não há garoto no mundo que valha um dente canino do vampiro Edward Cullen. Sua obsessão ganha fôlego com uma temporada de estudos em Nova York, onde ela faz planos mirabolantes para conhecer pessoalmente Robert Pattinson, o ator que interpreta o vampiro nos cinemas. Mas, após um incidente com seus únicos (e insubstituíveis!) livros da saga, Duda entra em verdadeiro surto de desespero. Percebe, então, que uma mudança radical em seu comportamento “crepuscólico” é mais do que urgente. O que ela não esperava era conhecer Miguel Defilippo, seu vizinho na ilha de Manhattan, que é a cara do ator Robert Pattinson! Apaixonante, lindo, rico, misterioso e ambíguo, Miguel acaba se tornando um desejo mais inacessível para Duda do que o próprio astro de Hollywood. Uma história cheia de humor, aventuras e reviravoltas, para você chorar de rir!

Comentários

O que uma maníaca pela Saga Crepúsculo - para o desaviados, estou falando dos livros da Stephenie Meyer, que já viraram filme e tudo - faria se, ao se mudar para Nova York descobrisse que seu vizinho é a cara de ninguém mais, ninguém menos que Robert Pattinson?

Essa é a proposta de Carol Sabar em seu romance de estreia: "Como (quase) namorei Robert Pattinson".

Duda Carraro tem 19 anos e está de mudança para Nova York para, juntamente com sua irmã, Suzana, prima, Lisa e a amiga Margô, aprimorar seu inglês e, por que não, nesse ínterim viver todas as aventuras possíveis na cidade. Logo de cara Carol já mostra a que veio, expondo de forma contundente a personalidade ácida e mimada de Duda.

A narrativa é feita em primeira pessoa e aqui a Carol teve um cuidado que acho superimportante quando se escolhe essa forma de mostrar a história: sinceridade com os pensamentos da protagonista. A Duda é chata, mimada, preconceituosa, safada (no bom sentido); e a Carol não nos poupou de nenhum desses pensamentos, afinal, se acompanhamos pensamentos, eles não podem - e não devem - vir acompanhados de censura. Eles têm que ser fieis e revelarem a verdadeira face da personagem, afinal, quem mente para si mesmo em pensamento?

A leitura é fluída desde as primeiras páginas, o humor é ponto focal de toda a história, bem característico de chick lit, onde a protagonista passa pelas situações mais estapafúrdias nos deixando com aquela sensação de "não acredito" e arrancando risadas a cada virada de página.

Por ter como pano de fundo toda a Saga Crepúsculo, acredito que o fato de o leitor já saber de toda a história ajuda bastante na compreensão de algumas piadas ou devaneios da protagonista. Pontuo que não é de suma importância para o entendimento do livro que o leitor conheça toda a saga, mas com certeza a leitura fica mais rica e interessante.

Todos os personagens são bem-construídos e as história dos coadjuvantes são contadas de forma a acompanharmos e torcermos por eles também. Vi imensas possibilidades de spin-offs em alguns casos *.*, tomara que a Carol enxergue-as da mesma forma.

Quanto à Duda, gostei bastante de seu crescimento na trama. Já cansei de falar por aqui que um personagem não pode ficar estagnado, é necessário que suas experiências agreguem algo em suas vidas e que elas gerem mudanças. Isso aconteceu, o que achei maravilhoso.

Uma característica bem interessante do texto foi a apresentação dos personagens pelo nome completo. Quando Duda - Eduarda Maria - pensava nos seus possíveis pretendentes era como "Miguel Defilippo", "Pablo Fernandez", "Roberto Cavalcante" "Vitor Hugo", isso deu um ar de folhetim à narrativa ou novela mexicana, se você preferir, que deixou tudo muito engraçado.

A proposta do livro é divertir. Missão cumprida. Ri do início ao fim, mas também me emocionei em algumas partes. Impossível não sentir empatia e criar laços com os personagens, um livro muito bem-escrito, que prende do início ao fim e deixa um gostinho de quero mais - uma vontade de ler mais textos e aventuras escritos pela Carol.

“Minha boca está amarga e com gosto de cabo de guarda-chuva. É sério. Já fiz o teste do gosto. Acho, inclusive, que foi ontem, pouco antes de dormir. Foi assim: enfiei o guarda-chuva amarelo na boca e, em seguida, disse algo como ‘Só fiz isso, Lisa, para saber com que gosto minha boca vai acordar amanhã de manhã’. Depois desmontei no colchão e não vi mais nada. É por isso que o guarda-chuva amarelo está caído ao pé da cama.

Detesto ressaca”.

Página 259

5 Estrelas

Playlist

  • Marvin Gaye & Tammi Terrel – Ain’t Mountain High Enough
  • Lifehouse – You and Me (peguei emprestada da trilha sonora do livro =D)
Querem ganhar marcadores do livro?? 



A Carol ofereceu dois marcadores autografados para sorteio entre todos os comentaristas da resenha! Para participar, basta deixar um comentário PERTINENTE à resenha com seu twitter ou e-mail, ter endereço de entrega no Brasil e pronto! Bora participar?

A Suzana nos contou que já tem o marcador, então vou fazer outro sorteio =)

Sobre o autor

Alba Milena, casada, 34 anos, é mãe do menino mais lindo do mundo: o Lucas. Supereclética nas suas escolhas de leitura, nutre um ódio profundo e inexplicado por Danielle Steel. Também pode ser encontrada no @AlbaMilena.

Caixa de Correio #78

Esse meme foi criado pela Kristi, do The Story Siren, onde toda semana vamos mostrar o que chegou de novidade para o Psychobooks. Ao clicar em cima do nome do livro, o link te leva para a página do Skoob com maiores informações sobre o título.

Mari


Troca no Skoob:
Se você me visse agora – Cecelia Ahern

Para Resenha:
No Fundo do Amor - Tera Lynn Childs | Resenha
Beijos Infernais – Kristin Cast, Richelle Mead, Alysson Noël, Kelley Armstrong e Francesca Lia Block

Livros Lidos:
Ergue-se a Noite – Colleen Gleason
No Fundo do Amor - Tera Lynn Childs | Resenha
O Trono de Fogo – Rick Riordan

Lendo:
O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón
Como fui esquecer você – Jennifer Echols

Pessoas Mencionadas:
Angélica – @AngelKiller_

Playlist:
Ben Harper – Diamonds on the inside

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha: No Fundo do Amor

Olá Pessoal!!!

Voltei para comentar sobre o livro No Fundo do Amor, da autora Tera Lynn Childs, é o primeiro de uma série onde a personagem principal é uma sereia e está sendo lançado no Brasil pela Editora iD.

  1. No Fundo do Amor (2011);
  2. Fins are Forever (disponível em inglês);
  3. Just for Fins (previsão do lançamento em inglês 2012)

No Fundo do Amor

No Fundo do Amor

Tera Lynn Childs

Editora: iD
Páginas: 296
ISBN: 9788516060169
Publicação: Novembro 2011
Compre:

Sinopse:

Lily Sanderson é metade humana, metade sereia… Ah, e não uma sereia qualquer: é uma princesa de Thalassínia que resolveu tomar novos ares e viver em terra firme. Enquanto dribla seu vizinho chato, Lily tenta chamar a atenção do perfeito Brody Bennet. Ela apenas espera que seus planos não naufraguem…

Comentários

Cheguei em casa, numa sexta-feira, cansada, depois de ter trabalhado o dia todo, peguei meus pacotes do correio e imaginem minha felicidade quando abri um envelope e dei de cara com No Fundo do Amor, foi um início de fim de semana maravilhoso! Não consegui deixá-lo na fila de espera, no sábado pela manhã já comecei a leitura, passei o dia com Lily e Quince e ao final da noite me despedi de Thalassínia já ansiando pelo próximo livro da série.

Esse foi o primeiro livro da Tera que li, gostei muito da sua narrativa, feita em primeira pessoa sob o ponto de vista da Lily, você mal percebe que as horas estão passando e a leitura chegou ao fim. O enredo não é revolucionário, uma sereia, adolescentes, escola, segredos, mas a forma como Tera nos conta a história é gostosa, esse é um daqueles livros para se ler por prazer, sem esperar surpresas, reviravoltas ou ficar pensando nele depois que chegou ao fim.

Lily é a princesa de Thalassínia, órfã de mãe, ao descobrir que é metade humana, ela resolve passar um tempo em terra para descobrir um pouco mais sobre o mundo de sua mãe. O que seria apenas um ano escolar, se transformou em três, pois Lily se apaixonou por Brody, mas ainda não teve coragem para se declarar para ele e contar seu segredo para que possam passar a vida juntos em seu reino. Lily vê seus planos irem por água abaixo quando Quince a beija sem que ela saiba e sem saber das consequências que um beijo poderia causar, agora Lily tem que correr contra o tempo para reverter a situação e se declarar para Brody antes do seu aniversário de 18 anos.

A personagem principal, Lily, é engraçada, sempre usa metáforas do fundo do mar, fisicamente não é nenhuma beldade e não tem noção de moda, seu cabelo é rebelde, é leal aos seus amigos e faz o que for preciso para defendê-los. Em alguns momentos ela é um pouco irritante, principalmente por causa da sua negação.

Quince é o cara perfeito, a princípio arrogante com suas brincadeiras e botas de motociclista, aos poucos vai se mostrando doce, compreensivo e leal. Cada vez que ele aparece em cena da vontade de gritar com a Lily para ficar com ele e esquecer o idiota do Brody – que é o típico adolescente egoísta e mauricinho. Gostaria que a autora também tivesse narrado sob o ponto de vista dele…

O final é bem previsível, desde que o Quince apareceu pela primeira vez eu já sabia como tudo iria terminar, mas o que te prende ao livro, é querer saber quando e como isso vai acontecer e algumas cenas são bem engraçadas. O Epílogo é uma grata surpresa, percebe-se que o próximo livro terá um pouco mais de ação.

Se você está procurando uma leitura rápida, fofa e romântica para se entreter nas férias de verão, No Fundo do Amor é uma ótima dica ;)

Ele enfia a mão no bolso traseiro do jeans, esticando sua camiseta, que fica bem justa contra o peito. De um ponto de vista meramente estético, admito que ele tem um peito bonito. (…) E é verdade que ele tem um cabelo loiro-escuro muito fofo e enormes olhos azuis que me fazem lembrar de casa. Se não fosse tão babaca, o Quince até que seria um cara bem bonito.

Página 44

4 Estrelas

Playlist

  • Young The Giant – My Body
  • Cage the Elephant – Shake me Down
  • Katy Perry – Last Friday Night (tgif)

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

Resenha: Guerreiros de Roma, Fogo no Leste

Olá Pessoal!!!

Para diversificar minha leitura, resolvi ir atrás de um livro um pouco mais denso, com elementos históricos sobre o Império Romano.

Série Guerreiros de Roma:
  1. Fogo no Leste (2011);
  2. King of Kings (disponível em inglês);
  3. Lion of the Sun (disponível em inglês).

Guerreiros de Roma: Fogo no Leste

Guerreiros de Roma: Fogo no Leste

Harry Sidebottom

Editora: Record
Páginas: 462
ISBN: 8501087610
Publicação: 2011
Compre:

Sinopse:

Apesar de sua origem bárbara, o general Balista conseguiu construir uma carreira de sucesso no Império Romano. Agora, os imperadores Galiano e Valeriano o confiaram uma importante, e talvez suicida, missão. Os persas estão se aproximando das fronteiras orientais, e Balista é enviado à cidade de Arete, na Síria, para conter os invasores e salvar o regime romano. Porém, antes de enfrentar os inimigos, ele deverá vencer um mal invisível; um traidor, que pode custar-lhe a guerra e a vida.

Comentários

Fogo no Leste é primeiro livro da Trilogia Guerreiros de Roma, escrito por Harry Sidebottom, professor de história clássica da Universidade de Oxford.

Balista é o protagonista dessa história, é um jovem bárbaro de origens germânicas, que conseguiu entrar para a elite de Roma, por ser um guerreiro legendário recebeu o título de Dux Ripae, Comandande militar romano resposável pelas defesas ao longo do rio Eufrates. E agora deixa sua mulher Julia e seu filho de três anos em Roma para defender a cidade de Arete na Síria da invasão dos sassânidas.

O livro é dividido em três partes: Navigatio, Praeparatio e Obsessio.

Em Navigatio, que compreende o período do outono de 255 D.C, é narrado a difícil jornada de Roma a Arete, onde encontram perigos nas tempestades em alto mar, ataques piratas, e a falta de vontade dos governadores locais para emprestar seus homens para defender Arete sob o comando de Balista.

Praeparatio é narrado durante o inverno de 255-256 D.C., é o período de preparação contra a invasão dos persas. Medidas para aumentar as defesas da cidade são tomadas, nem todas agradam aos seus cidadãos, treinamento do exército que estava completamente despreparado, convocação de alguns civis para trabalhar cavando um fosso próximo a muralha, desapropiação de imóveis, entre outras medidas. Balista sente-se sozinho, não pode confiar em ninguém, as únicas pessoas com quem pode conversar são seus servos e ainda assim, nem tudo pode ser dito como ele estava acostumado a fazer com Julia.

Finalmente na primavera-outono de 256D.C., acontece o confronto entre os exércitos do Oriente e do Ocidente, narrados em Obsessio.

A narrativa é feita em terceira pessoa, sob o ponto de vista de vários personagens, até mesmo o traidor narra algumas partes. A leitura é densa, com poucos diálogos e muita descrição, o que deixa o ritmo um pouco lento. Fatos históricos, mitos e a política da época são bem retratados. Máximo, guarda costas de Balista, é um personagem bem humorado, que trás um pouco de leveza quando está em cena. Demétrio é o jovem secretário de Balista, muito inteligente e misterioso quando o assunto é seu passado.

O autor fez questão de colocar um apêndice nas últimas páginas do livro com posfácio histórico, glossário, lista de imperadores da época em questão do livro e lista de personagens.

Leitura recomendada para quem gosta de livros sobre o Império Romano, com muitos fatos históricos, cenas de luta, estratégias bélicas e não se importa com um ritmo de leitura um pouco mais lento.

A obra mostrava os romanos como eles realmente eram: voluptuosos, bêbados, gananciosos, mal-intencionados e violentos… homens bem parecidos com ele próprio.

Página 53

3 Estrelas e meia

Playlist

  • Muse – Knihts of Cydonia
  • Coldplay – Viva la Vida

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

PsychoMovies #36 – Amanhecer

Episódio #36- O Ritual do Casamento

AMANHECER

Por Luiz Ehlers (@luiz_ehlers)



Amanhecer – Breaking Dawn
(2011)

Depois de algumas faltas de PsychoMovies :( eu voltei :) Estou querendo reestruturar um pouco a coluna e essa edição ficou em texto para treinar um pouco a escrita hehehe

Assim como fiz com os três outros filmes, enfrentei a sempre maluca experiência de assistir a Saga Crepúsculo no cinema. Felizmente dessa vez, mesmo tendo estreiado há pouco tempo não ocorreu aquele descontrole de fãs com gritos exagerados e juras de amor em voz alta aos personagens :S A razão para a ausência dos gritos pode ser talvez duas (1) no fato da história nesse quarto filme ser mais arrastada ou (2) os fãs que gritaram escandalosamente no primeiro cresceram um pouco.

Embora eu não tenha lido nenhum dos livros, pelo que me informei, a história está bastante fiel a eles, mas com alguns pequenos pontos diferentes e acréscimos mais interessantes, como as cenas de ação. A divisão em duas partes está realmente virando moda aos estúdios, além de Harry Potter outros títulos como Jogos Vorazes já anunciou que o terceiro livro (Mockingjay, A Esperança no Brasil) será dividido também. O problema da divisão de Amanhecer está principalmente no espaçamento entre os dois filmes, já que a segunda parte será exibida em dezembro de 2012. Esse corte deixou para essa parte muito pouco conflito dando a impressão arrastada da trama, mas, pelo que os leitores contam, o livro tem também esse ritmo.

O grande foco desse filme, como mostra o trailer, é o casamento de Bela e Edward. Sem pressa alguma e para o deleite dos fãs mais românticos vemos todos os preparativos e cerimoniais que envolvem o tão esperado evento. O casamento para essa história é talvez o grande auge já que para a nossa querida “heroina” não há mais nada nesse mundo além do seu adorado Edward. Porém, surpreendentemente durante toda a longa e bela cerimônia, Bela não perde a sua clássica expressão de desgosto com a vida, exibindo apenas um sorriso quando se depara com o seu outro pretendente Jacob Black, que em uma atitude um pouco fora de propósito aparece no casamento, pelo menos não foi na hora do “alguém tem alguma objeção” :S

As tão comentas cenas gravadas no Brasil, que embora esteja em uma espécie de moda mundial, ainda mantém os velhos esteriótipos da eterna festa nas ruas e um grande predomínio de população indígena. As cenas amorosas entre eles sob um luar constante alterna entre comédia e sensualidade, mantendo o ritmo morno e constante que é comum na série.

Conforme mostra no trailer, o momento da gravidez é um divisor de águas no filme, pois é quando ele começa a decolar saindo de um leve romance para um grande drama. O trabalho de degradação física da personagem está tecnicamente perfeito e, sem dúvida, merece toda a emoção e elogios. Toda a atmosfera que se cria com a degradação da Bela e o possível ataque dos lobos mudam o ritmo do filme e leva a história a pontos emocionantes e marcantes dos personagens, gerando um desfecho bonito e lógico. Muitas questões que eu vinha escutando da história, que pareciam absurdas, no filme ficaram singelas e importantes para a história.

Amanhacer é um filme que dispensa críticas e segue muito o molde dos demais filmes sempre focado na fixação/romance entre Bela e Edward e dando pouca atenção ao mundo a sua volta. Quem gostou dos outros com certeza irá adorar esse. Eu particularmente, embora tendo achado essa parte de drama excelente, ainda fico com o anterior, Eclipse, que apresenta um roteiro mais dinâmico. Porém, toda história precisa de um fim e o Amanhecer está aí para isso. Bom, que comece a longa espera para a parte 2 que promete ser mais agitada, quer dizer se o diretor mudar algumas coisas :S

Até semana que vem :)

Sobre o autor

Resenha Dupla: 1984

Boa noite, gentes!

Hoje temos uma tarefa nada fácil pela frente. Dissecar a obra de George Orwell é, sem sombra de dúvidas, uma tarefa árdua. Vamos tentar, juntos, explicar de forma clara quais as intenções do autor por trás da obra – além do entretenimento, claro – e para isso, essa resenha vai ser um pouco diferente. Primeiro uma introdução sobre os fatos que levaram o autor a escrever a sua obra, e depois nossa avaliação da leitura. Bora lá?

Alba – vermelho

Walter – verde

Quer ver o que já falamos do livro? Leia a resenha que a Adriele (irmã da Alba) fez: AQUI.

1984

1984

George Orwell


Editora: Cia. das Letras
Páginas: 414
ISBN: 9788535914849
Publicação: 2010
Compre:

Sinopse:

“1984″ não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em 1984 , o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las pela humanização do mundo.

Comentários

Provavelmente você já ouviu falar que aquele reality show (BBB) foi inspirado neste livro. Não leve isso a sério. As palhaçadas, a boa vida, as festinhas e a produção de celebridades descartáveis nada têm a ver com a obra mais famosa de George Orwell. Em 1984, a liberdade inexiste, a privacidade é crime e a História é um instrumento de controle extremamente moldável e fluído. Mas se você insiste em saber qual a relação entre o bendito programa e este livro, eu explico: Em 1984, todos os cidadãos são vigiados, vinte e quatro horas por dia, em todos os cantos. O governo é representado na figura de um líder. Seu retrato está espalhado por todos os lugares. É o Grande Irmão (Big Brother, sacou?). Mas o Grande Irmão está anos-luz de distância de Pedro Bial. Pela descrição feita por Orwell, é difícil não imaginar a figura de Stalin e, muito provavelmente, essa foi sua intenção.

Acho que essa explicação que o Walter deixou é de suma importância para começar a arranhar os porquês da escrita de Orwell. Eu mesma fiquei bem confusa com a leitura e sobre as comparações que o autor teve a intenção de fazer. Sua intenção clara é nos mostrar aonde possivelmente nos levaria um mundo dominado pelo Socialismo. Quais as repercussões que isso teria em nossas vidas.

1984 é, em sua essência, uma metáfora sobre o autoritarismo do estado. Orwell era comunista e até lutou como voluntário na guerra civil espanhola. Como recordação, um ferimento no pescoço que afetou suas cordas vocais. Conta-se que, por isso, sua voz tinha um tom afeminado. Não é difícil ver teóricos de esquerda apontarem Orwell como um traidor do movimento comunista. Exageros típicos de quem não aguenta ser questionado. Em A Revolução dos Bichos, por exemplo, Orwell denunciou os desvios da ideologia comunista e a ascensão de Stalin durante a revolução russa de 1917. Orwell não era um crítico do comunismo. Ele se opunha ao autoritarismo e à figura do ditador russo e o regime de terror e genocídio que ele impôs ao povo russo.

Para entender, de forma muito básica, o que é socialismo e o que é comunismo: Dentro da filosofia comunista existem duas vertentes. Ambas levam a um mundo igualitário, onde só se produzrá o necessário e não existisse diferenças de classes sociais. Uns defendiam que, para se chegar a essa idealização, era necessário instalar um governo transitório, que organizaria as relações de produção e aplicaria recursos, além de trabalhar para disseminar a filosofia comunista no resto do mundo. É o Socialismo. Outro grupo, os anarquistas, defendiam que o comunismo tinha que ser instalado à seco, extinguindo-se imediatamente toda forma de poder. George Orwell pertencia ao segundo grupo. Há quem resuma que 1984 mostra um mundo dominado pelo socialismo, mas não é tão simples assim. A principal denúncia do livro é contra o autoritarismo, o controle histórico e ideológico.

Agora vamos à história. Nesse mundo novo, existem três estados que coexistem de forma independente e autossuficiente, são a Oceânia, a Eurásia e a Lestásia. Winston, o protagonista do livro, vive na Oceânia, ele é um membro do partido, trabalha no Ministério da Verdade e sua função é reescrever fatos históricos de acordo com a vontade do Grande Irmão. Nunca pode haver nada que desabone a palavra do GI, nem mesmo que o próprio tenha dito algo diferente no passado, todas as suas afirmações atuais têm que ser corroboradas pelas do passado, e é aí que entram as constantes alterações feitas pelo protagonista e a seção do Ministério na qual ele trabalha. Se o GI afirmou há dois meses que estava em guerra com a Eurásia, mas posteriormente mudou sua opinião e agora se encontra em guerra com a Lestásia, a obrigação de Winston é alterar todos os fatos históricos para que pareça que seu estado sempre esteve em guerra com a Lestásia. É gentes, informação é poder.

A reescrita da História é uma das características mais assustadoras do livro. Era por meio dessa prática que um sujeito era um herói em um dia, traidor no outro e, no seguinte, ele simplesmente deixava de existir. Mas quer se assustar de verdade? Leia Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e veja alguns exemplos de como algumas ditaduras conseguiram bagunçar o que aprendemos sobre a história do Brasil na escola.

O lema do partido é bem simples. Mantenha todos em constante vigilância e controle. Mantenha todos sempre com ódio e desprovidos de qualquer relação sentimental. Até mesmo a formação das famílias é controlada pelo Partido, se há sinal de amor entre duas pessoas elas não podem se casar.

Também existe a novilíngua e o duplopensar. A novilíngua é uma forma de diminuir a capacidade de conceitualização e, consequentemente, questionamento das pessoas. O duplopensar é uma doutrina que tem por objetivo incapacitar a população a perceber contradições.

Eu sempre corri desse livro, nunca me interessei verdadeiramente por ele e sempre questionei essa necessidade que as pessoas têm de afirmar categoricamente “se você gosta de distopia, precisa ler esse livro”. Li. Consegui perceber de onde todos os outros livros distópicos que andam tão em moda hoje em dia vieram. É possível perceber a influência em todas as obras, até mesmo alguns desencadeamentos, como o fato do início do questionamento pelo protagonista e a descoberta da verdade por trás de tantos véus. (Uma observação, galera. Se você leu ou assistiu a “V de Vingança”, saiba que ele não existiria se não fosse por este livro)

Muita gente corre desse livro. Deveriam fazer o contrário. Correr para ele.

1984 – vou dizer, e desculpem-me se caio em lugar comum – é desses livros de leitura obrigatória. A narrativa de Orwell é pesada, pungente. Não poupa o leitor das mazelas passadas pelo protagonista e pelo povo. Por vezes me vi cansada, exaurida mesmo, após ler apenas 15 ou 20 páginas, não por ficar com a vista cansada nem nada do tipo, e sim por pensar. Até que ponto, na nossa sociedade capitalista, somos também manipulados, levados a crer em fatos distorcidos, com a grande maioria relegada a segundo plano, com alta taxa de analfabetismo e sem acesso nenhum à informação? Com a grande maioria levada a se contentar com migalhas, bolsas que permitem a sobrevivência, mas não provêm a dignidade.

Eu aconselharia o leitor, além deste livro, experimentar também Admirável Mundo Novo. Não é à toa que se diz por aí que um é complemento do outro. Hoje, vivemos absurdos que tanto um quanto o outro já haviam denunciado há um tempinho…

O pensamento-crime não acarreta a morte: o pensamento-crime É a morte.

Página 40

Enquanto eles não se conscientizarem, não serão rebeldes autênticos e, enquanto não se rebelarem, não têm como se conscientizar.

Página 90

5 Estrelas

Alba

5 Estrelas

Walter

Playlist

  • Pink Floyd – The Wall (não me perguntem por que… Não tirei essa música da cabeça enquanto lia)

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha – Coração de Pedra

Olá Galera!!!

Que tal um pouco de fantasia e ficção para distrair essas cabecinhas tão atarefadas?! \o/

Coração de Pedra

Coração de Pedra

Charlie Fletcher

Editora: Geração Books
Páginas: 352
ISBN: 9788560302109
Publicação: 2007
Compre:

Sinopse:

O romance ”Coração de Pedra”, do inglês Charlie Fletcher, publicado pela Geração-Ediouro, conta a fascinante história de uma guerra entre estátuas mitológicas e estátuas de seres humanos em Londres. O início de tudo foi um soco de um adolescente, George Chapman, decepando a cabeça de um dragão de pedra do pórtico do Museu de História Natural. Ele é perseguido por um Pterodáctilo, réptil de dentes afiados e pontudos, que se soltou da fachada do museu e o olhava fixamente com ódio e fome. George é salvo pela estátua do Artilheiro do Memorial de Guerra. Somente o jovem enxerga as estátuas em movimento. Para reparar o estrago que aprontou, ele tem de colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra, mas George não sabe onde encontrá-la. Na busca, conta com a ajuda de Edie, uma menina bem decidida. Com linguagem ágil e fácil, a história tem ritmo eletrizante, mas ao mesmo tempo diverte.

Comentários

Em uma excursão pelo Museu de História Natural em Londres, George Chapman acaba de castigo, e sem culpa.

Ao descontar sua ira numa estátua, devido ao castigo injusto, ele a quebra e com medo da represália ser ainda maior que o castigo, foge.

Durante sua fuga, coisas estranhas começam a acontecer e ele passa a ser perseguido por uma estátua de pedra e, o pior de tudo, ninguém a vê, apenas ele.

Agora George tem que arrumar um jeito de não ser morto pelo pterodátilo de pedra que o persegue e, no caminho ele acaba se deparando com outras estátuas de pedra e uma menininha de nome Eddie, sinônimo de problemas.

O começo da história é um tanto confuso, você não sabe bem o que está acontecendo e nem o porquê, e quando descobre o que está acontecendo, automaticamente deduz o que desencadeou tudo e a grande motivação da leitura fica a encargo dos personagens. Alguns são tão misteriosos e imprevisíveis que você não sabe o que esperar deles. Personagens que eram secundários, ganham mais espaço na trama e praticamente se tornam principais, surpreendendo ao mostrarem as verdadeiras intenções.

Ao longo do livro, George vai evoluindo, amadurecendo, deixando de ser uma criança medrosa e apagada. Já a Eddie que sempre foi uma menina sozinha em todos os aspectos e desconfiada passa a descobrir que é possível confiar nas pessoas sem de decepcionar.

A narração do livro (feito por terceira pessoa), às vezes se estende demais em descrições e divagações ao estilo do “ser ou não ser; eis a questão.” E, antes do “amadurecimento” do George, o livro é meio chatinho.

Confesso que achei o final um tanto desanimador, pois quando finalmente tudo ia se resolver, ou aparentemente ser explicado, o livro termina cheio das incógnitas.

“Dizem que nunca se está mais sozinho do que no meio de uma multidão, mas estar sozinho no meio de uma multidão, enquanto se é perseguido por uma coisa monstruosa sem que ninguém perceba, é muito pior.”

Página 39

3 Estrelas

Playlist

  • Gorillaz – “Feel Good Inc.”
  • GroupLove – “Gold Coast”
  • Yellowcard – “Lights and Sounds”

Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muita fã autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

Resenha: Fome

Olá Pessoal!!!

Hoje vou comentar sobre um dos lançamentos mais aguardados por mim nesse ano, Fome é o segundo livro da série Gone do autor Michael Grant.

ATENÇÃO: Essa resenha pode conter spoiler (leve) do primeiro livro da série.

Série Gone:
1- Gone: O Mundo termina aqui (2010) | resenha;
2- Fome (2011);
3- Lies (disponível em inglês);
4- Plague (disponível em inglês);
5- Fear (lançamento em inglês Abril 2012);
6- Light (lançamento em inglês Abril 2013).

FOME
Michael Grant

Editora: Galera
Páginas: 532
ISBN: 8501086363
Lançamento: 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Saraiva

Sinopse:

Já se passaram três meses desde que todos com menos de 15 anos ficaram presos na bolha conhecida como LGAR (Limitado à Garotada da Alameda da Radiação). A quantidade de comida diminui há semanas. Primeiro foram os sorvetes, doces e todo o estoque do McDonald’s. Enquanto isso, toda a carne, como as frutas e legumes, apodreceram. Desesperados, os garotos liderados por Sam precisam encontrar uma nova fonte de alimento. Para piorar, Escuridão, uma criatura sinistra que viveu enterrada no fundo das montanhas, começa a convocar alguns adolescentes para influenciá-los, guiá-los e manipulá-los.

Comentários:

O próprio título do livro já indica o que você pode esperar nesse segundo volume da série. As crianças despediçaram comida durante três meses e agora que as prateleiras da mercearia não tem mais bolachas, salgadinhos, balas, chocolates é tarde para tentar salvar comida fresca como legumes, frutas e carnes.
Sam é o líder dos garotos da Praia Perdida, mas está sobrecarregado com tantas tarefas e responsabilidade. Qualquer briguinha entre irmãos, ou entre amigos, vai parar em suas mãos para que ele resolva o que fazer: como um cachorro vai se chamar, se podem assistir um filme com classificação para maiores de 13 anos, mas a maior preocupação de todos é o que comer. A maior parte dos garotos só está interessada em ficar deitada jogando, assistindo filmes, conversando, poucos ajudam nas tarefas que precisam ser feitas e ninguém gosta, como limpeza, ajudar na creche, ou mesmo como conseguir comida.
A narrativa continua em terceira pessoa, sob o ponto de vista de vários personagens, o que proporciona ao leitor uma visão bem ampla sobre os acontecimentos. Alguns novos personagens entraram na trama, a princípio com pouca participação, mas com um papel importante no final do livro. Cenas de ação e horror são muito bem descritas, você consegue visualizar o que está acontecendo, cada gota de sangue derramada. Já vou avisar que este não é um livro alegre.
Como se a fome não fosse problema suficiente, ainda tem A Escuridão que está mexendo com a mente de algumas pessoas para agir a seu favor, o maléfico Caine que está ainda mais perigoso e pronto para o próximo combate, o sádico Drake sedento por sangue e poder. Michael usou vários elementos interessantes para compor o enredo: canibalismo, preconceito, distúrbio alimentar, tortura.
Albert se mostrou um grande ganancioso, quero ver como sua história vai se desenvolver ao longo da série. Zil é um garoto odioso, preconceituoso, tem ideias grandiosas e promete ser um pequeno vilão. Tenho a sensação que esses dois personagens ainda irão causar muitos problemas. A Lana que tinha me cativado muito no primeiro livro, está sofrendo calada e tem um plano muito arriscado para tentar salvar sua sanidade.
Leitura mais que recomendada para quem gosta de distopia envolvendo adolescentes, sobrenatural, suspense, horror e cenas fortes.
E.Z. veio cambaleando loucamente na direção de Sam, andando como se estivesse sendo eletrocutado, sacudindo-se, balançando os braços como uma marionete louca com metade das cordas cortadas.
A um metro, um metro e meio, a pouco mais de uma distância de um braço, Sam vio a minhoca sair de baixo da pele do pescoço de E.Z.
E então outra saiu do maxilar, bem na frente do ouvido.
Página 18
 

Obs: Não gostei de saber quem é a Escuridão =/

Playlist:
The Distillers – The Hunger
Titãs – Homem Primata
Titãs – Comida

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

Resenha: Anaíd e o Deserto de Gelo

Oie!

A resenha de hoje daácontinuidade a série A Guerra das Bruxas, que teve o primeiro livro resenhado por aqui na semana passada. (Confira aqui!)
Sinceramente me surpreendi com o segundo livro, e vocês, o que será que vão achar? rs

ANAÍD E O DESERTO DE GELO
Maite Carranza
  1. Editora: Mundo Editorial
    Páginas: 352
    ISBN: 9788599802151
    Publicação: 2011
    Compre:
    Submarino | Cultura
    Skoob
    Sinopse:
A profecia enfim se concretizou. Agora os clãs das bruxas Omar esperam que Anaíd, a eleita e dona do cetro do poder, acabe de uma vez com as sanguinárias bruxas Odish. Mas Anaíd tem só quinze anos, está apaixonada e nunca pareceu tão frágil frente aos perigos que a rodeiam, tanto que se vê obrigada a fugir em companhia de Selene, sua mãe. Ao longo dessa viagem desesperada e perigosa, Anaíd conhecerá a lenda que se criou em torno de Selene durante sua juventude louca e rebelde e finalmente lhe será revelado o segredo da sua origem e de seu nascimento. Anaíd nasceu numa dura terra de gelos, sendo filha da neve e irmã da ursa. Mas essa verdade não poderia se mais assustadora. 


Comentários:

Ao contrário do primeiro livro, esse é completamente voltado a Selene e seu misterioso passado. Nessa saga Anaíd atua apenas como coadjuvante.
Muitas questões levantadas no primeiro livro, finalmente serão respondidas.
O enredo passa a ser narrado por Selene, que retorna a época de seus 17 anos, quando vivia com duas amigas, fazia faculdade de jornalismo e era impulsiva e rebelde.
Todos os atos cometidos por ela, tiveram consequências, algumas sérias e que se refletem até hoje e envolveram pessoas “inocentes”.
Selene foi uma adolescente rebelde, impulsiva que não respeitava a mãe nem valoriza sua posição no clã. Ao contrário da filha, ela sempre soube que era uma bruxa, e nunca aceitou a ideia muito bem.
Seu comportamento intempestivo traz sérios problemas à sua vida, fazendo-a amadurecer na marra e sem a ajuda da mãe.
Mas, como dizem por aí, o amor transforma…
A história em si se foca nos acontecimentos que antecedem o nascimento de Anaíd e as consequências.
Ao “fugir” de Urt com a mãe, a menina vai ouvindo coisas que jamais imaginou que a mãe fosse capaz de fazer.
Mesmo estando no presente, Selene conta de uma forma, que prende o leitor, fazendo-o achar que tal narração se trata de um acontecimento presente.
Sinceramente gostei muito mais desse livro, pois tem mais ação, mais “temperos”. Achei a Anaíd uma personagem fraca, sem água e sem sal.
Particularmente, o primeiro livro não me motivava a continuar lendo a série, já o segundo me deixou arrancando os cabelos em busca da próxima história.
Espero que nas próximas aventuras Anaíd evolua, mude um pouco sua personalidade sem graça, pois alguns personagens não principais acabam se destacando mais que ela.
Uma coisa que desgostei após encerrar a leitura, foi o título do livro, que não faz parte do contexto, além de ser um tanto sem sentido.




…Harald não estava na cama e a senhora me obrigou a ir procurá-lo no rio, de noite. Era inverno, não havia luz. Eu não via nada.
- E escorregou?
Não, um troll me empurrou.
Nossa. Que menina complicada.”
Página 229   
Playlist:
Vanilla Ninja – “I Know”
Roberta Sá & Lenine – “Fogo e Gasolina”
Melissa Auf Der Aur – “Real a Lie”






Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muita fã autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

Caixa de Correio #77

Esse meme foi criado pela Kristi, do The Story Siren, onde toda semana vamos mostrar o que chegou de novidade para o Psychobooks. Ao clicar em cima do nome do livro, o link te leva para a página do Skoob com maiores informações sobre o título.

Alba

Para Resenha:
Yume – Kamile Girão
Como (quase) Namorei Robert Patinson – Carol Sabar
Assombros Juvenis – contos

Comprei:
A Maldição do Tigre - Colleen Houck | Resenha
Coleção “A Mediadora” – Meg Cabot
A Terra das Sombras
O Arcano Nove
Reunião
A Hora mais Sombria
Assombrado
Crepúsculo

Lidos:
1984 – George Orwell
A Maldição do Tigre - Colleen Houck | Resenha

Lendo:
Amante Sombrio – J.R.Ward

Playlist:
Sonny & Cher – I Got You Babe

Mari


Para Resenha:
Guerreiros de Roma: Fogo no Leste – Harry Sidebottom
O Trono de Fogo – Rick Riordan

Livros Lidos:
A Maldição do Tigre – Colleen Houck | Resenha
Fome – Michael Grant | Resenha de Gone
Guerreiros de Roma: Fogo no Leste – Harry Sidebottom

Lendo:
O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón
Ergue-se a Noite – Colleen Gleason

Playlist:
Hottie and the Blowfish – Time

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!