Arquivo de novembro de 2011

Resenha – Reino das Névoas

Saudações, galera. Tio Walter está de volta para falar de um livro surpreendente, que merece estar na sua biblioteca:

Reino das Névoas - Contos de fadas para adultos
Camila Fernandes
Editora: Tarja
ISBN: 8561541385
Páginas: 168
Lançamento: 2011
Sinopse:
Estes não são contos de fadas comuns. O que os diferencia dos que você ouviu na sua meninice? É simples: estas são histórias para adultos – deixe-as fora do alcance das crianças.
Antes de passar pelas mãos de autores como Andersen e os Irmãos Grimm, os contos de fadas eram cheios de violência, traição, sexo, morte, canibalismo. Essas versões menos conhecidas diziam mais sobe a natureza humana do que os finais felizes a que estamos acostumados.
Os sete contos de fadas que você tem em mãos resgatam a essência original desses relatos, mas com novas tramas e aventuras. Passam-se em reinos fictícios, que podem ser todo lugar ou lugar algum, em épocas indeterminadas, que podem já ter passado ou ainda estar por vir. Cheios de simbolismo, magia, intrigas e, às vezes, violência e sexualidade, são metáforas para nossa própria vida. Falam de amor e ódio, humildade e ambição, medo e valentia, sabedoia e vingança. Dentro deles estamos nós, seres humanos, com nossa beleza e crueldade, trilhando caminhos de luz e de sombra.
Aproveite esta viagem medtade sonho, metade pesadelo.

Como caiu nas minhas mãos:
Não é tão comum assim, mas eu e Camila trocamos nossos livros. Coloquei meu exemplar de “Reino das Névoas” sobre a imensa pilha de futuras leituras. Claro que, pelo tamanho, ele ganhou prioridade. “A game of thrones”, por exemplo, está lá embaixo. Minha esposa, que é preparadora de textos e ficou curiosa, leu antes. Quando terminou, intimou-me: você TEM que ler este aqui! Acreditem, quando ela diz isso, é sério. Li e foi uma experiência… bem… na verdade, a melhor palavra para descrever é refrescante.

Comentários sobre a autora:
Camila Fernandes é ilustradora, preparadora de textos e escritora. Já fez outras coisas e tem outras tantas atividades, como você pode conferir na entrevista que ela deu para o Papo Fantástica. Já publicou contos em antologias da Tarja e, inclusive, ilustrou as capas de algumas delas. “Reino das Névoas” é seu primeiro livro solo. Ela diz que ter sido aprovado pelo PROAC (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) viabilizou a obra. Pessoalmente, acredito que seu livro merecia ser publicado, com ou sem incentivo público. Vale.
Camila tem personalidade forte e opiniões sólidas. É feminista, levanta bandeiras e, o mais importante, não é leviana. Tudo isso está muito presente em seu texto e é uma das razões porque ele soa tão verdadeiro. É o tipo de qualidade que busco em minhas leituras: A entrega da escritora ou do escritor, sua coragem em se expor, a solidez do que está dizendo e o talento para construir o texto, escolhendo cuidadosamente cada palavra. É o que separa os adultos (escritores verdadeiros, que sabem o quanto essa arte é difícil e exigente) das crianças (a garotada que acha que ter uma boa ideia e sair escrevendo e publicando vai abrir caminho para se tornar a próxima J. K. Rowling). Camila Fernandes demonstra, já em seu livro de estreia, que é uma escritora verdadeira.

Sobre a obra:
Comecemos pelo trabalho gráfico. Cada conto é apresentado com uma ilustração da autora. Seu traço é elegante e dinâmico. Não se entrega à convencionalidade acadêmica, nem ao frenesi de enquadramentos inesperados. As cenas são suaves e ela abusa de curvas para dar um toque onírico. Já comentei no facebook e volto a repetir: adoraria ver uma HQ desenhada por Camila. A ilustração da capa também é dela e, embora esteja recebendo muitos elogios, minha opinião é que a artificialidade do acabamento digital não harmonizou com a linguagem interna. Mas isso é uma opinião pessoal sobre um detalhe pequeno. Se você quiser uma opinião mais detalhada sobre a capa, recomendo este post, escrito por Alliah. O que realmente me incomodou no livro foi a gramatura do papel (explicando para leigos, é como chamamos a “grossura” do papel). Imprimiram com uma gramatura alta (explicando, mais uma vez, quero dizer que o papel está grosso) para disfarçar o fato de que o livro é curto. Coisas do mercado. Ultimamente os leitores não se empolgam quando o livro é curto. Acostumaram-se com os tijolos, a maioria, sinto dizer, recheados com irrelevâncias. Portanto, abro espaço para fazer um apelo à galera: vamos começar a repensar esses conceitos, ok? Não fiquem nessa neura de só dar uma chance a livros com mais de 400 páginas. Vocês podem estar perdendo preciosidades. Tamanho não é documento!

Lembra-se daqueles contos de fadas para crianças, onde tudo vai bem e todos vivem felizes para sempre no final? Esqueça tudo isso.
“Reino das Névoas” não é uma simples tentativa de dar tons sombrios às histórias originais ou embalar histórias infantis numa linguagem épica no melhor estilo pirotécnico de “O Senhor dos Anéis” (não confundam o que estou dizendo, pois sou fã dos filmes inspirados na obra de Tolkien). A proposta da autora foi resgatar o tom sombrio e adulto da arte de criar contos fantasiosos. Apesar do subtítulo, não há nenhuma fada por aqui. Os conflitos são tão mesquinhos quanto deveriam e tão violentos quanto manda a lógica. Esqueça a princesa em apuros, quase desmaiando enquanto aguarda um beijo do heróico príncipe encantado. Esqueça os anões filantrópicos. Esqueça os heróis confiantes e infalíveis. Nada disso cabe no “Reino das Névoas”. Aqui, as princesas sabem o que querem e se viram. Aos príncipes falta sutileza e, não raro, inteligência. É inegável o tom feminista da maioria das histórias, sem demagogia ou didatismo, e vejo isso como uma qualidade que se soma a tantas outras que fazem de “Reino das Névoas” uma leitura quase obrigatória para quem quer testemunhar essa gênese dos verdadeiros talentos na nova literatura brasileira.

Como disse anteriormente, Camila é uma escritora verdadeira. Seu texto é preciso, enxuto, sem desperdício de palavras e todas elas são bem escolhidas. Eu notei bastante influência do estilo de Neil Gaiman nas descrições de personagens e lugares e uma boa pitada de Bernard Cornwell na crueza de algumas histórias. É interessante a dedicatória que ela escreveu quando assinou meu exemplar: “Caro Walter, espero que curta esta jornada entre sonhos e pesadelos”, pois esta é a proposta do livro. Os personagens dos contos caminham entre a esperança, o horror e a redenção.

Nada havia de incomum em uma mulher bela e rica que amasse os jovens e fosse amada por eles. Mas essa era uma das histórias de que todos sabiam e fingiam não saber. Para todo ouvido, a rainha era uma sóbria viúva vestida de negro. Ainda que em festins secretos ela se mantivesse de todas as maneiras, menos sóbria. Ou vestida.

Página 102

Sobre o autor

Walter Tierno é ilustrador, escritor, blogueiro, pagador de mico, engolidor de sapo e um cara desagradável que responde sinceramente quando alguém pergunta sua opinião. Seu livro de estreia é Cira e o Velho, uma história de vingança que utiliza fatos e personagens históricos e mitologia brasileira.

Resenha: A Jornada

Olá Pessoal!!!
Hoje vou comentar sobre A Jornada, o primeiro romance da autora Erin E. Moulton a ser publicado, a Editora Novo Conceito o lançou no Brasil com um projeto gráfico caprichado, cheio de imagens de borboletas nas divisões dos capítulos.

A JORNADA
Erin E. Moulton

Editora: Novo Conceito
ISBN: 8563219537
Páginas: 200
Lançamento: 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Saraiva

Sinopse:

A história de quatro irmãs e uma viagem para salvar uma vida. Ao nascer fraquinha, com a vida em risco, Lilly desperta em suas irmãs uma necessidade de providências. Tocadas pela tristeza que abate a família, elas se arriscam em uma jornada de aventuras e situações incomuns. Entre florestas, quedas de água, pântanos, barulhos assustadores e caçadores, as meninas lutam pela própria vida enquanto buscam a água milagrosa que deverá salvar sua irmã.

Comentários:

A Jornada é um livro leve, tranquilo de se ler, em poucas horas você chega às últimas palavras do livro. O enredo a princípio tem bastante potencial, mas o desenvolvimento da história não me conquistou, nem os personagens, é bem juvenil, uma gracinha e…… apenas isso.
Dawn, Maple e Beetle estão ansiosas pela chegada estão ansiosas para a chegada da irmãzinha, mas uma tarde, enquanto elas estavam decorando abóboras para o Halloween, alguma coisa acontece e seu mãe vai para o hospital. Maple e Dawn escutam escondidas a conversa entre seu pai e sua avó, onde ele diz que a mais nova integrante da família está muito fraquinha e corre o risco de não sobreviver. Maple aprendeu com sua mãe uma canção, sobre a lenda da Mulher Sábia que vive na montanha, e resolve procurá-la para que ela possa ajudar sua irmãzinha. Junto com Xereta -  cachorro da família – e Dawn, elas irão enfrentar sozinhas os perigos da floresta em busca da água milagrosa junto a Mulher Sábia.
Narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de uma garota de nove anos de idade, o livro fala sobre amor, fé e familía, contado de uma forma singela e simples. Não espere reviralvoltas, suspense, grandes aventuras ou algo que surpreenda. Gostei como o amor entre as irmãs foi retradado de forma bem realista, com seus altos e baixos. Vale a leitura pela forma como o amor é retratado de diversas formas e relembrar a inocência da infância.
(…) Isso foi a pior coisa que mamãe poderia ter me dito. Eu sei que a minha mãe é inteligente, mas contece alguma coisa no cérebro das pessoas quando elas ficam velhas. Alguma coisa interfere de um jeito que elas param de acreditar em fadas, fantasmas, e também em milagres, (…)
Página 190

Playlist:
Lynyrd Skynyrd – Tuesday’s Gone
Pearl Jam – Rival

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

Resenha: Classe A

Olá Pessoal!!!

Voltei para comentar o segundo livro da série Cherub do autor Robert Muchamore, lançado no Brasil pela Editora Fundamento, que como sempre, caprichou no projeto gráfico e diagramação do livro.

Série Cherub:
1- O Recruta (2011) | Resenha;
2- Classe A (2011);
3- Segurança Máxima (em fase de tradução);
4- The Killing (em inglês 2005);
5- Divine Madness (em inglês 2006);
6- Man vs Beast (em inglês 2006);
7- The Fall (em inglês 2007);
8- Mad Dogs (em inglês 2007);
9- The Sleepwalker (em inglês 2008);
10- The General (em inglês 2008);
11- Brigands MC (em inglês 2009);
12- Shadow Wave (em inglês 2010)

CLASSE A
Robert Muchamore

Editora: Editora Fundamento
ISBN: 8539501570

Páginas: 272
Lançamento: 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Saraiva

Sinopse:

Cherub é uma agência de espionagem. Seus agentes têm entre 10 e 17 anos e costumam passar despercebidos no mundo dos adultos, que não veem uma criança ou adolescente como ameaça. Oficialmente, esses agentes não existem. A ‘estreia’ de James como um agente de Cherub pode ter sido bem-sucedida, mas isso não quer dizer que a vida do garoto tenha se tornado mais fácil. O árduo treinamento físico continuou a fazer parte da rotina, assim como o processo de adaptação às regras inflexíveis da agência. Tanto esforço foi recompensado da melhor forma possível – ele recebeu uma segunda missão, muito maior do que a primeira. Sob a supervisão de dois agentes adultos, James e mais três agentes tinham que se aproximar dos filhos de Keith Moore – um dos maiores traficantes de cocaína da Inglaterra – e reunir informações que levassem à prisão do criminoso e ao fim de seu império.



Comentários:

Antes de começar as aventuras narradas em Classe A, tem uma breve descrição de como o Cherub funciona, quem são os Cherub e sua hierarquia por cores de camisetas. 
Logo no primeiro capítulo já somos tragados para o meio de uma missão do James e Kyle e o livro segue assim, ação e tensão do começo ao fim, mesmo durante as férias, não há folga!
Essa missão foi classificada como sendo de ALTO RISCO. Todos os agentes são lembrados que têm o direito de se recusar a assumir essa missão e de se retirar dela a qualquer momento. Os agentes estão sob o risco de violência e exposição de drigas ilegais.
Página 51
O tema dessa missão é Tráfico de Drogas, os Cherub têm que se infiltrar na área dominada pela GKM – Gangue de Keith Moore – para obter informações e, quem sabe, desmantelar esse grupo e prender o líder. Cenas de ação, violência, lutas, drogas e morte estão presentes na narrativa do começo ao fim.
A narrativa é feita em terceira pessoa, sob o ponto de vista de James, um típico garoto de 12 anos que é preguiçoso, contraditório e não é muito fã de higiene pessoal. Robert sabe como criar uma trama complexa sem se perder, vamos combinar que não deve ser fácil criar uma história de espionagem, são tantos detalhes para acertar e a quantidade de personagens que o livro tem, só dificulta ainda mais esse trabalho. Os acontecimntos são coerentes, nada parece impossível, porém nem pense em dizer que este é um livro previsível. Os personagens são outro ponto forte, todos são bem construídos, mesmo os secundários, eles nunca aparecem ou desaparecem sem uma razão.
Classe A, só veio reforçar minha indicação da série. Leitura mais que recomendade, principalmente para quem gosta de ação, romance e fatos próximos à realidade.
Kyle lhe deu um pacote de produtos masculinos de toalete. Tinha um xampu, um condicionador e um frasco pequeno de loção pós-barba. Na etiqueta, dizia: Por favor, use estes produtos com regularidade.
Página 161

Playlist:
Pearl Jam – Do the Evolution
Nirvana – Smells like Teen Spirit
Cássia Eller – Malandragem

SORTEIO DE MARCADORES

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22/11/11 – Atualização:

RESULTADO DO SORTEIO

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

Resenha Dupla: A Maldição do Tigre

Olá Pessoal!!!

Boa noite, gentesss!! \o/

Hoje vamos comentar sobre um lançamento da Editora Arqueiro: A Maldição do Tigre da autora Colleen Houck. Usando mitos hindus e a Índia como cenário, o enredo do livro é bem diferente dos que foram lançados ultimamente. Bora saber o que a gente achou?
Série Maldição do Tigre:
1- A Maldição do Tigre (2011);
2- O Resgate do Tigre (título provisório – disponível em inglês);
3- Tiger’s Voyage (disponível em inglês)

Alba – Vermelho
Mari – Lilás

A MALDIÇÃO DO TIGRE
Colleen Houck

Editora: Arqueiro
Páginas: 352
ISBN: 8580410266
Lançamento: Outubro 2011
Skoob | Leia um trecho
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva

Sinopse:

Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração – um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia.

Comentários:

A capa do livro é a primeira coisa que chama atenção, toda metalizada em tons de azul e texturizada, mas o que mais chama atenção, são os olhos do belo tigre branco. Faz um tempo que recebi o ARC em inglês para analisar, mas como ele já tinha previsão de ser lançado no Brasil, esperei para ler em português, e agora, sei que deveria ter lido antes, porque esse livro é muito bom!

Minhas expectativas foram às alturas devido aos comentários que ouvi a respeito do livro. A capa é um show à parte e realmente um ponto positivo no livro. Antes do burburinho em torno da obra, não tinha ouvido falar nada sobre ele e mesmo após saber de seu lançamento, procurei iniciar a leitura sem saber muito da história.

Depois de ler muitos livros sobrenaturais, poucos me surpreendem, mas o enredo criado pela Colleen é único, ela saiu do lugar comum, usou a Índia como cenário, mitos hindus pouco conhecidos por nós, ocidentais, personagens marcantes, uma narrativa muito gostosa, onde ora você ri, logo já está suspirando pelo romance, em seguida ansiosa pelo próximo desafio.

Mais uma vez vou começar a ir contra as impressões da Mari… A história realmente é inovadora e traz um nova prisma aos livros YA sobrenaturais. Já a forma que Colleen desenvolveu a narrativa me desagradou muito. Achei a forma com que ela apresentou os diálogos, as cenas de ações e até mesmo os pontos críticos de tomada de decisão no enredo, superficial e corrida.

Kelsey é a personagem principal, a história é contato em primeira pessoa sob o ponto de vista dela. É fácil sentir simpatia por ela, gostei da sua determinação, a forma como ela encara o mundo, é do tipo que arregaça as mangas e vai à luta, gosta de ser independente, como acabou de ficar órfã, ela tem medo de se envolver profundamente com as pessoas. Algumas decisões que ela tomou me deixaram louca. O única ponto negativo é que algumas atitudes não pareciam ser de uma garota de dezoito anos, ficaram um pouco ‘infatilizadas’.
Ren *suspira* é um príncipe indiano com um caráter íntegro, lindo, forte, determinado, sabe como persuadir uma garota e difícilmente recebe um ‘não’. Foi vítima de uma maldição há mais de 350 anos e passou muito tempo preso em sua forma de tigre, até aparecer uma garota especial.

Os dois protagonistas são o oposto um do outro. A narrativa escolhida – por ser em primeira pessoa – me deixou sem conhecer a fundo o Ren. Gostaria de conhecer seus pensamentos sobre algumas atitudes de Kelsey. Sou da mesma opinião que a Mari, a Kelsey é infantilizada demais para a idade. Em suma, os protagonistas não me conquistaram completamente.

Livro mais que recomendado, cheio de magia, humor, ação, aventura, romance de tirar o fôlego com um enredo muito bem conectado, onde fica claro que a autora precisou fazer uma boa pesquisa para todos os mitos usados.

Concordo com a Mari quanto a pesquisa da autora para nos dar uma visão mais profunda da Índia e de seus costumes, mas por vezes achei as explicações forçadas e enfadonhas. O livro é de leitura rápida e a trama prende a atenção, mas não foi marcante ao ponto de me deixar ansiosa pela continuação da série.

 - Quem você pensa que eu sou? Indiana Jones? Acho melhor você saber que não tenho nenhum chicote nesta mochila! – Gemi e me voltei para Ren. Indicando o caminho do outro lado do abismo, eu disse: – Suponho que é nesta direção que devemos ir, certo?
Página 132

Olhei dentro daqueles grandes olhos azuis e sussurrei:- Queria que você fosse livre.

Página 41 

Mari (só não foram 5 pq a Kelsey me irritou no final!)
Alba (preciso urgentemente me afastar de YAs sobrenaturais =/)
Playlist:
Cássia Eller – As coisas tão mais lindas

Luiza Possi – Verão e Inferno
Katy Perry – The One That Got Away
The Pussycat Dolls – I Hate this Part

Sobre o autor

Leituras, resenhas, novidades e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha: Os Preconceituosos

Olá galera!

Que tal um romance para esquentar esses dias frios?! (Quem vê até pensa que é aqueles romances mela cueca…rs)

OS PRECONCEITUOSOS
Daniel de Carvalho
  1. Editora: Baraúna
    Páginas: 306
    ISBN: 9788579231704
  2. Publicação: 2010 
    Compre:
    Cultura
    Skoob
    Sinopse:
Você vai conhecer Desidério,um romancista que entra em contato com os personagens de seu romance,criando situações inusitadas. Nesses contatos,eles discutem as curiosas relações entre personagens e pessoas reais.Os personagens,alguns cheios de preconceitos,outros sem preconceito algum,interagem em torno das histórias de dois casais que se amam,mas que têm muitas dificuldades para chegar a um final feliz.Você conhecerá Bento,um jovem negro e suas ligações com Moçambique.Conviverá com Demétrius,um inimigo da prostituição,que jurava jamais se casar.Conhecerá a beata Glória,uma moça pobre e religiosa,que detestava o ateísmo.E conhecerá Mônica,uma linda bailarina e garota de programa.Durante a leitura,você será constantemente levado a refletir sobre os preconceitos.E será desafiado a meditar sobre as teorias do Determinismo e do Livre-Arbítrio,que influenciam nossa maneira de interpretar a vida.

Comentários:
Desidério é um escritor em processo de criação de um romance que possui o “dom” de literalmente trazer os personagens do livro a vida real e dialogar com eles.


O enredo começa com histórias paralelas, Bento é rico, filho de um africano e uma inglesa e tem preconceito por pobres.


Glória é uma jovem de 19 anos, de família humilde e extremamente religiosa que detesta ateus. Às vezes o fanatismo e a inocência dela são totalmente frustrantes e chatos.


Demétrius é um homem independente que odeia prostitutas e que não pretende se casar. Além de machista, ele sempre tem justificativas não aceitáveis para seu comportamento. (como o fato de mulher boa pra casar, ser uma virgem, já que as chances dela trair são menores)


Mônica é uma bailarina formada em publicidade e propaganda e que trabalha como prostituta.




Aos poucos as histórias vão tomando forma e se cruzando umas com as outras.
O livro é repleto de diálogos “para pensar” sempre voltados para a questão do livre arbítrio e preconceito.


Todos os personagens têm pré-conceitos sobre certos assuntos. Religião, mulheres, educação…


Confesso que não sou lá muito fã de leituras auto-reflexivas e nesse livro isso é o que mais têm.


Além disso, a história se tornou bem previsível, os 4 personagens principais, formaram casais entre si, e os coadjuvantes ficaram claro quem ficaria com quem e em quais circunstâncias.


Em algumas ocasiões os diálogos se tornam extensos demais e algumas descrições são feitas sem necessidade.


Apesar dos pesares de eu não ter simpatizado muito com a história, um ponto positivo, é que a leitura é rápida e flui bem.




” – Ninguém escapa de manipular e de ser manipulado. Cada indivíduo procura pelos seus interesses, e, para isso, precisa convencer os outros a fazer o que ele deseja, Manipulação faz parte da sociedade. Agora, a manipulação feita para prejudicar, a manipulação enganosa, antiética, essa sim é um crime…”
Pág. 231





Playlist:
PJ Harvey – “Shame”
Adele – “Rolling In The Deep”
Alanis Morissette – “That I Would Be Good”

Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muita fã autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

Central de Novidades: Lançamentos de novembro da Rocco

Bom dia galera!!! o/

Tudo bem com vocês???

Acredito que esteja todo mundo nos fechamentos de trabalhos, provas, TCC’s, horas extras no trabalho… Mas pensem pelo lado positivo: as férias estão quase aí!! E, com elas, bastante tempo livre para tirar o atraso de um ano inteiro de leituras, certo?

Então que tal dar mais uma incrementada na lista de vocês com esses lançamentos bem legais que a Rocco preparou para esse mês?

Bora conferir as novidades?

O SEQUESTRO
John Grisham


Editora: Rocco
ISBN: 978-85-7980-095-5
Publicação: 2011
Páginas: 256
Skoob

Sinopse:

No segundo volume da série Theodore Boone – Aprendiz de Advogado, estreia do bestseller John Grisham no segmento infanto-juvenil, o mestre dos thrillers de tribunal traz uma nova aventura do jovem Theo em meio ao fascinante universo da Justiça. Na trama, o garoto de apenas 13 anos, mas que entende de leis mais do que muitos advogados, tem que usar toda a sua inteligência e seus conhecimentos jurídicos para investigar o desaparecimento de sua amiga April.

O DIÁRIO DO ANJO DA GUARDA
Carolyn Jess-Cooke


Editora: Rocco
ISBN: 978-85-7980-095-5
Publicação: 2011
Páginas: 304

Sinopse:

Comparada a Audrey Niffenegger (A mulher do viajante do tempo) e a Diana Gabaldon (A viajante do tempo), a irlandesa Carolyn Jess-Cooke surpreendeu público e crítica com seu romance de estreia, O diário do anjo da guarda, já traduzido em 20 línguas. No livro, o sobrenatural é abordado de forma leve, envolvente e instigante em uma trama de fantasia que joga com a noção de tempo. Margot é a personagem principal da história, que morre aos 40 anos de idade e é enviada de volta à Terra como o seu próprio anjo da guarda, para reviver sua trajetória de erros e acertos desde o nascimento.

FALA SÉRIO, FILHA! – A Vingança dos pais
Thalita Rebouças


Editora: Rocco
ISBN: 978-85-7980-102-0
Publicação: 2011
Páginas: 216

Sinopse:

Atendendo a pedidos de pais, Thalita Rebouças – escritora de livros infanto-juvenis com mais de um milhão de exemplares vendidos – lança Fala sério, filha!. Em sua série de maior sucesso, Thalita aborda as relações da jovem Malu com seus pais, suas amigas, seus namorados e professores, sempre de forma descontraída e bem-humorada. Agora, a autora alterna as vozes da superprotetora Ângela Cristina, do paizão Armando e da própria Malu, em crônicas para lá de divertidas. Com tiragem de 40 mil exemplares, o livro inaugura o novo conceito gráfico da coleção: os sucessos da série ganharão nova capa, na linha do lançamento Fala sério, filha!.


Playlist:
Sara Bareilles – Responsible

Sobre o autor

Sabrina Inserra, paulistana, geminiana, curiosa e irrequieta. Prefere a cidade ao campo, mas o campo à praia. Gosta de música, tecnologia, livros e cappuccino. Na sua bolsa nunca faltam o iPod, o celular e, é claro, a leitura do momento. Quer fazê-la feliz? Dê um cartão ilimitado para ser gasto em uma livraria.

PsychoComics: Asterios Polyp

Saudações, galera. Eu sei que tinha dito que faria uma série de vídeos falando sobre as editoras brasileiras que publicam quadrinhos, mas quando recebi esta Graphic Novel lançada pela Companhia das Letras, tive que mudar temporariamente de planos:


Asterios Polyp
David Mazzucchelli
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 344
ISBN:
9788535918861
Publicação: 2011
Preço sugerido: R$ 63,00
Sinopse:
Ao lado de nomes como Frank Miller, Alan Moore e Neil Gaiman, o artista David Mazzucchelli foi um dos grandes responsáveis pela revolução nos quadrinhos no fim da década de 1980. Seu trabalho em séries como Demolidor: O homem sem medo e Batman: Ano 1 até hoje é referência do que foi feito de melhor no campo dos super-heróis.
Depois de anos publicando apenas pequenas histórias autorais, Mazzucchelli voltou-se para esta que é a mais ambiciosa de suas histórias. Asterios Polyp é ao mesmo tempo um estudo sobre as possibilidades narrativas dos quadrinhos, um livro de design, estética, filosofia e, por que não, humor. Tudo isso sem sacrificar a trama, tão envolvente quanto os desenhos do autor.
O Asterios do título é um arquiteto de cinquenta anos, cujo renome vem exclusivamente de seus trabalhos teóricos. Mulherengo, misógino e de uma arrogância quase inacreditável, ele vê seu passado se esfacelar após um incêndio que consome sua casa.
Tendo salvado apenas uns poucos objetos pessoais, Asterios parte numa viagem de ônibus, até onde o dinheiro em seu bolso puder levá-lo. No coração dos Estados Unidos, ele encontrará uma nova família, enquanto coloca em perspectiva os principais acontecimentos de sua vida.
Quem conta a história de Asterios é Ignazio, seu irmão gêmeo natimorto. A partir desse contraponto, Mazzucchelli cria um verdadeiro jogo de espelhos, uma trama ao mesmo tempo densa – que permite diversas leituras – e fluida como um bom romance.
Para narrar a vida desse personagem complexo e multifacetado, Mazzucchelli levou a linguagem dos quadrinhos a um novo patamar, e na aparente simplicidade do traço se esconde um trabalho maduro e uma poderosa reflexão sobre o sentido dos relacionamentos, da arte, da família e, em última instância, da vida.
“Uma sátira sobre o casamento, um tratado de estética, design e ontologia, uma história de formação em plena velhice e um Romance de Ideias com duas letras maiúsculas.”
- New York Times Book Review (texto copiado do site oficial da Companhia das Letras)

 

Sobre o autor

Walter Tierno é ilustrador, escritor, blogueiro, pagador de mico, engolidor de sapo e um cara desagradável que responde sinceramente quando alguém pergunta sua opinião. Seu livro de estreia é Cira e o Velho, uma história de vingança que utiliza fatos e personagens históricos e mitologia brasileira.

Caixa de Correio #76

Esse meme foi criado pela Kristi, do The Story Siren, onde toda semana vamos mostrar o que chegou de novidade para o Psychobooks. Ao clicar em cima do nome do livro, o link te leva para a página do Skoob com maiores informações sobre o título.

Mari


Ganhei:
Secret Society Girl -  Diana Peterfreund

Para Resenha:
Como fui Esquecer Você – Jennifer Echols
Amante Eterno - J.R. Ward
Stravaganza: Cidade das Máscaras – Mary Hoffman
Fome – Michael Grant | Resenha de Gone

Comprei:
Bloodlines – Richelle Mead
Lock and Key – Sarah Dessen | Resenha A Caminho do Verão e Just Listen

Livros Lidos:
A Jornada – Erin E. Moulton
Classe A – Robert Muchamore
Lock and Key – Sarah Dessen

Lendo:
O Jogo do Anjo – Carlos Ruiz Zafón
A Maldição do Tigre – Colleen Houck

Blog Citado:
Garota que Lê

Playlist:
Alanis Morissette – Eight Easy Steps

Sobre o autor

Leituras, resenhas, novidades e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha: As Esganadas

Olá Pessoal!!!

Hoje vou falar sobre As Esganadas, quarto livro lançado do autor Jô Soares, que também é comediante, humorista, dramaturgo e entrevistador. A obra se passa no Rio, em 1938 e desde o princípio sabemos a identidade do assassino, bem como suas motivações.

AS ESGANADAS
Jô Soares

Editora: Companhia das Letras
Páginas: 264
ISBN: 9788535919752
Publicação: Outubro 2011
Preço de Catálogo: R$36
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva

Sinopse:

Rio, 1938. Um perigoso assassino está à solta nas ruas. Seu alvo são mulheres jovens, bonitas e… gordas. Sua arma são irresistíveis doces portugueses. Com requintes de crueldade gastronômica, ele mata sem piedade suas vítimas e depois expõe seus cadáveres acintosamente, escarnecendo das autoridades.

Comentários:

Este é o terceiro livro do Jô Soares que leio, O Xangô de Baker Street foi uma leitura deliciosa, já Assassinatos na Academia Brasileira de Letras não me empolgou, então eu não tinha muitas espectativas para As Esganadas, apenas sabia que encontraria humor e um serial killer.
Caronte é filho de uma portuguesa que após a gravidez ficou muito gorda, com medo de que seu querido filhinho também tivesse vários quilos a mais, sempre controlou sua alimentação, não deixava o garoto se deliciar com os maravilhosos doces que ela fazia. Seu pai, sempre cedia às vontades da mulher, a única imposição que fez, foi enviar o filho para aprender mais sobre as técnicas de embalsamento na Alemanha para que mais tarde ele pudesse assumir a empresa funerária de grande prestígio da família. Movido pela raiva que sentia da mãe, Caronte, escolhe suas vítimas – mulheres acima do peso ideal – e as mata.
Tobias Esteves é português e após ser afastado do cargo de detetive, veio para o Brasil trabalhar com o tio em sua confeitaria, hoje é dono de uma das mais importantes redes de docerias do Brasil. Mello Noronha é o detetive responsável por investigar o caso d’As Esganadas e acaba aceitando a ajuda de Esteves. Calixto também trabalha com Noronha e é um dos personagens que mais me cativou, ele é medroso e acaba descobrindo coisas importantes sem fazer esforço para isso. Diana é uma repórter aventureira que enfrenta qualquer perigo para conseguir o que qer.
Como nos livros anteriores, Jô Soares mescla fatos históricos e fictícios, o mesmo acontece com personagens como por exemplo Fernando Pessoa, Getúlio Vargas, Adolf Hitler, Filinto Müller. A caracterização dos personagens é fantástica, cada um com sua personalidade bem definida, ao final do livro o leitor sente que realmente conhece todos os personagens que fizeram parte da história.
A narrativa é feita em terceira pessoa, sob o ponto de vista de diversos personagens, o que proporciona uma visão ampla de todos os fatos da trama. Ainda que o leitor saiba quem é o assassino, a espectativa de como será a próxima morte, quem vai conseguir pegá-lo, prendem a atenção do princípio ao fim. Outro elemento característico do autor é o humor, sempre presente desde os diálogos à característica física de alguns personagens.
Uma das passagens que me desegradou, foi a narração sobre o jogo da Copa do Mundo entre Brasil e Itália, ter que ler a narração de um jogo de futebol não foi prazeroso, o que me fez continuar a leitura nesse ponto, foi a mescla com o ponto de vista do assassino.
Leitura recomendada para quem quer um livro leve, divertido, inteligente e com um toque de suspense.
Um dia, Caronte vê uma gorda na rua lambendo um cone de sorvete. O rosto lindo lembra-lhe a mãe. Servindo-se da língua como um lagarto, a gorda desempenha movimentos ágeis e lascivos em torno da bola gelada. Com perícia, ela evita que as gotas escorram pelos dedos gorduchos (…)
Página 20

Confira um vídeo onde o Jô Soares lê um trecho do livro As Esganadas:

Playlist:
Vivaldi – As Quatro Estações
Beethoven – Nona

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

Resenha: Livro de Joaquim

Boa noites, gentesssss!! \o/
Hoje vou falar do primeiro livro da série “Tempo Perdido” da autora Laura Marin. O foco desse livro está em Joaquim, no próximo volume teremos a visão de Leah! Bora lá saber o que eu achei?

Livro de Joaquim
Laura Malin
Livro de Joaquim

Editora: Agir
ISBN: 978852201893
Publicação: 2011
Páginas: 352
Compre: Saraiva | Cultura

Sinopse: Em Livro de Joaquim: primeiro volume de Tempo Perdido, o leitor vai acompanhar a trajetória de Joaquim e Leah, que, imortalizados em 1824, aprendem a se reinventar por 188 anos, mas são incapazes de viver sua própria história de amor. Laura Malin construiu a história em dois livros, um dedicado a Leah e outro a Joaquim, com personagens apaixonantes e as contradições e conflitos do homem ao longo da história.
Comentários:
O que você faria se descobrisse que o acaso o presentou com a eternidade?
Nesse romance, Laura Malin explora a vida de Joaquim entre os anos de 1824 e 2012.  O início de sua história se dá em 1824, quando Joaquim conhece Leah, uma garota de apenas 17, e os dois se apaixonam loucamente, mas seu relacionamento não tem a aprovação dos pais dela.
Há durante a narrativa um tempo cronológico que podemos seguir, inclusive, com cada época sendo numerada por um ciclo, no entanto, o tempo presente que é o clímax da história aparece entremeando-se aos outros, dando uma dinâmica que não haveria se os fatos fossem apenas narrados como aconteceram. 
A narrativa é em primeira pessoa mas a opinião dos outros personagens, bem como suas histórias, aparece por meio das cartas ou dos diálogos que ocorrem frequentemente. Nesses anos, a história de Joaquim é pontuada com a visita dos acontecimentos e personalidades que marcaram a história do mundo. Ele conhece Darwin, Pierre e Marie Curie, presencia a proclamação da República, o início da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais, a queda da bolsa de valores de 1929, a Revolução de 1964 e suas consequências.
O elo que liga todos esses fatos é sua busca incessante pelo amor de sua vida: Leah, mas, independentemente de sua busca, Joaquim segue vivendo os momentos que aparecem e não deixa de amar e ser amado.
Quanto ao personagem principal, achei que Joaquim – apesar de toda a sua experiência de vida – ficou estagnado, não evoluiu. Sua essência permanece a mesma desde o dia 3 de outubro de 1824, acredito que o interessante de acompanhar um protagonista por tantos fatos marcantes seria perceber sua evolução e mais à frente, conseguir pontuar como cada pessoa que ele encontrou tocou – e mudou – sua vida; isso infelizmente não acontece.
A pesquisa histórica e as personalidades apresentadas por Laura foi superinteressante. Adoro quando autores usam uma linha histórica real para pautar os acontecimentos de seus livros.

“Chorei muito, chorei mais, e não esgotei as lágrimas nem a dor. Tantos anos, melhor dizendo, tantos momentos, já que anos não são uma medida exata para quem vive tanto. E agora eu tomava conhecimento do outro lado: nós dois nos buscamos, um ao outro, por um tempo que não voltaria”.

Página 95



Playlist:

Emílio Santiago e Verônica Sabino – Tudo que se Quer
Tom Jobim – Insensatez

Sobre o autor

Alba Milena, casada, 34 anos, é mãe do menino mais lindo do mundo: o Lucas. Supereclética nas suas escolhas de leitura, nutre um ódio profundo e inexplicado por Danielle Steel. Também pode ser encontrada no @AlbaMilena.