Resenha: O Compadre de Ogum

 

Olá,

O livro da resenha de hoje estava encostado na estante há alguns anos, mas faltava oportunidade para lê-lo, mas como ele andou me paquerando muito por esses dias decidi dar uma chance pra ele…

 

O_COMPADRE_DE_OGUM

O COMPADRE DE OGUM
Jorge Amado

  1. Editora: Record
    Páginas: 96
    ISBN: 9788501068590
    Publicação: 2006 
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    Sinopse:
Esse livro relata um batizado misterioso e divertido. Com 11 meses de vida, Felício, filho de Massu e Benedita, precisa de um padrinho de batismo. Não sabendo a quem recorrer Massu pede ajuda a Ogun, orixá do candomblé, sugerindo que ele próprio deveria ser o padrinho. Mas como batizar um menino na igreja católica com um santo do candomblé? Lendo esta obra você vai conferir essa divertidíssima história que mistura religião baiana e raças brasileiras.

Comentários:

Na Bahia, compadre é coisa seríssima e Massu encontra-se num dilema. Muito querido por todos e sempre rodeado de grandes amigos, ele não sabe quem escolher para batizar seu filho.

Eis que surge a solução mais inesperada e que irá satisfazer a todos: Ogum, um santo do Candomblé resolve assumir tal responsabilidade.

A questão porém é, como fazer um santo que não é corpóreo e de outra religião batizar uma criança dentro de uma igreja católica. è ai que a correria é instaurada..

Só pela sinopse o livro parece ser divertidíssimo e iniciei a leitura superempolgada, mas confesso que tinha um pouco de dificuldade com a linguagem usada no livro. Além de ser usada uma linguagem “arrastada”, há diversos termos totalmente desconhecidos pra mim e apesar da história principal ser a do Massu e um padrinho para o filho, há diversas histórias paralelas, tirando um pouco o foco da história principal, às vezes se perdendo do tema original.

O que salva no geral é sem dúvida o bom humor. Aliás na história há padre bicheiro que sempre carrega os jogos no meio da bíblia, personagens de nomes esquisitos e engraçados, além dos fanfarrões e os típicos preguiçosos.

Pouco antes do final do livro, tinha em mente que daria apenas 3 estrelas, mas bem no final do livro, a confusão na hora propriamente dita do batizado, foi tão surpreendente e divertida que seria puro egoísmo eu não dar 4 estrelas, que por sinal foram super merecidas!

4estrelas

"A igreja deveria ser a do Rosário dos Negros, no Pelourinho, não só porque ali se batizarra Massu há mais de trinta anos, como por conhecerem eles o sacristão, seu Inocêncio do Espírito Santo, mulato maneiroso, nas horas vagas corretor de jogo do bicho. Usava óculos escuros e carregava sempre consigo um velho breviário, regalo de uma cura da Conceição da Praia, entre suas páginas escondia as listas de apostas.”
Página 17  

 

Playlist:

Rita Ribeiro – “Domingo 23”

Cordel do Fogo Encantado – “Pedrinha”

Otto e Alessandra Negrini – “História de Fogo”

Assinatura Logo Record

Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muita fã autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

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