Oie Gente!!!
A resenha de hoje é sobre um livro que além de ter me surpreendido muito, também me arrancou algumas risadas. (algo aparentemente improvável num tema desses)
Bora conhcer mais um pouco?!
Os Últimos Soldados da Guerra Fria
Fernando Morais
Editora:
Companhia das Letras
Páginas: 408
ISBN: 9788535919349
Publicação: 2011
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Sinopse:
No início da década de 1990, Cuba criou a Rede Vespa, um grupo de doze homens duas mulheres que se infiltrou nos Estados Unidos e cujo Objetivo era espionar alguns dos 47 grupos anticastristas sediados na Flórida.O motivo dessa operação temerária era colher informações com o intuito de evitar ataques terroristas ao território cubano. De fato, algumas dessas organizações ditas “humanitárias” se dedicavam a atividades como jogar pragas nas lavouras cubanas, interferir nas transmissões a torre de controle do aeroporto de Havana e, quando Cuba se revoltou para o turismo, depois do colapso da União Soviética, sequestrar aviões que transportavam turistas, executar atentados a bomba em seus melhores hotéis e até disparar rajadas e metralhadoras contra navios e passageiros em suas águas territoriais e contra turistas estrangeiros em suas praias.
Comentários
O livro começa retratando a vida oprimida e semi-miserável de muitos cubanos, do sonho e dificuldade de deixar o país.
Antes de ser introduzida a história da rede vespa, conhecemos histórias de personagens que se tornaram ídolos e símbolos daqueles que sonham abandonar Cuba.
Dois pontos que eu desconhecia e me chamaram muita atenção foi o patriotismo de grande parte da população e do “jogo de cintura” do Fidel Castro em situações que ate então pareciam não ter solução, como por exemplo às vezes que foi desafiado abertamente por outros países ao asilarem os dissidentes.
Sobre a rede vespa, 12 pessoas foram incumbidas de se instalar em grupos "anticastritas" nos Estados Unidos durantes os anos de 1990 à 1998 com intuito de minimizar os ataques constantes aplicados pelo grupo a Cuba, que iam desde à distribuição de panfletos à ataque terroristas em hotéis.
Uma coisa que não gostei muito foram as informações cruzadas. Um determinado personagem surgia brevemente num capítulo e depois sua história voltava a ser contada capítulos depois. Aliás, não há divisão por capítulos e sim por partes da história.
A narração se estende demais na biografia de alguns personagens com coisas que não são fundamentais para o desenvolvimento da história.
As disposições das imagens no livro ficaram confusas, pois que eram inclusas em páginas que já não retratavam a história daquela imagem.
A narração é feita de forma envolvente e sem uma pessoa como personagem principal e sim dois países como os "personagens principais".
Sinceramente, mesmo tendo conhecido através do livro um lado "um pouquinho" mais humanitário do Fidel, ainda continuo contra o regime socialista imposto por ele e atualmente mantido por seu irmão, Raul Castro, mas isso não vem ao caso.
Apesar de ser de conhecimento geral o descontentamento de muitos, o livro dispõe de forma detalhada e clara os motivos que levam muitos cubanos a se arriscarem a deixar o país.
A título de curiosidade, a quem deseja saber um pouco mais da história Cuba x EUA, seus joguinhos de guerra não declarada e seus refugiados, fica a dica! ;)
Fidel Castro respondeu no mesmo dia e no mesmo tom: ante as ofertas de Carter, à partir daquele momento o porto de Mariel, cinquenta quilômetro a oeste de Havana, estava aberto para quem quisesse asilar-se nos Estados Unidos. A decisão, sublinhou, valia não apenas para os 10 mil inquilinos da embaixada peruana, mas para qualquer um dos 11 milhões de cubanos que desejasse partir. Horas depois os 160 quilômetros de mar que separa o porto de Mariel de Key West estavam salpicados de flotilhas de embarcações de todos os modelos e calados, vindas de vários pontos da Flórida, prontas para transportar os passageiros daquela que seria a maior onda migratória de toda a história da diáspora cubana.
Página 71
Playlist
- Rancid - "Time Bomb"
- Orishas - "Habana"
- Ratos de Porão - "Próximo Alvo"
Sobre o autor
Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muito fã de autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no
@xtatolinax.