Boa noite, gentes!
Hoje vamos falar novamente do livro “Kaori – perfume de vampira”. A Tata já resenhou o livro aqui no site, eu também recebi um exemplar esse ano e resolvi contar pra vocês as minhas impressões. Bora lá?
Kaori, perfume de vampira – 2009
Kaori 2, coração de vampira – 2011

Kaori, perfume de vampira
Giulia Moon
Editora: Giz Editorial
Páginas: 372
ISBN: 85-785-5041-7
Publicação: 2009
Preço de Catálogo: 39,90
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Sinopse:
Século XV: Kaori, uma bela garota com o perfume da sedução, trilha caminhos perigosos entre samurais, senhores feudais, prostitutas e criaturas mágicas do folclore japonês. No seu caminho, surge José Calixto, um artista sensível e apaixonado, capaz de tudo para dar vida a uma obra imortal.
Século XXI: na fervilhante Avenida Paulista, coração de São Paulo, Samuel Jouza tem uma profissão peculiar. Ele observa vampiros para um misterioso instituto de pesquisas. Mas o olheiro percebe que a sua profissão é muito mais perigosa do que imaginava, ao salvar um menino das garras dos sanguessugas.
De um lado, a magia das sagas heróicas de samurais, o mistério das antigas lendas do Japão. Do outro, uma aventura ágil e atual, que tem como cenário o Brasil. Dois universos se entrelaçam e se cruzam neste novo romance de vampiros escrita por Giulia Moon.
Comentários
O assunto vampiros está meio desgastado, eu sei. Algumas pessoas podem até dizer: “De novo, Alba?! Vira o disco!”. Bom, a graça da boa escrita não é sempre criar novos temas. Por vezes,o ideal se dá quando, dentro de um tema muito falado, há inovação e cria-se uma história interessante; assim acontece com Kaori, de Giulia Moon.
Giulia criou Kaori na antologia “Amor Vampiro“. Ainda não tive a oportunidade de ler seu conto, mas durante a leitura do livro, há dicas do que se trata a história e quem são os envolvidos. A vampira criada por Giulia vai sendo apresentada aos poucos, a conhecemos de forma gradativa, e isso a deixa envolta em uma névoa de sedução irresistível.
Kaori se transformou em uma vampira exclusivamente por causa de sua beleza e capacidade de sedução. Quando em vida, sempre foi uma garota que chamava a atenção; sua beleza levantou o interesse da cafetina do bordel de sua cidade. Sua beleza foi o que a levou à ruína e à glória – ainda que na morte.
Estamos no ano de 1647, e todo o clima descrito pelo enredo nos faz viajar ao Japão feudal. Giulia teve muito cuidado com a pesquisa histórica e sua apresentação. Há termos inseridos no texto com explicações na página sobre seu significado. O recurso é comum em livros com muitos termos em outra língua, contudo, achei interessante contar aqui para vocês porque, apesar da estranheza de algumas palavras, Giulia as inseriu tão bem que com o decorrer da leitura, elas se tornam parte fluente do texto.
Cada capítulo é apresentado em uma época. A outra parte do livro ocorre em 2008, onde acompanhamos Samuel Jousa em sua profissão. Ele é um vampwatcher, cuja finalidade é reconhecer vampiros em meio à multidão e catalogá-los para o IBEFF, um instituto misterioso que não deixa clara quais suas intenções com esse acompanhamento. Samuel é um personagem intrigante e meio perdido… Essa foi uma característica que achei bem interessante: ele precisa ser salvo, ele corre perigo. Kaori precisa protegê-lo.
Agora vou falar de Kaori e de seu amadurecimento na trama. Giulia escolheu apresentá-la aos poucos, nos mostrando seu passado e apenas revelando algumas de suas facetas na época atual, sem contudo denunciar suas motivações até que não tivéssemos compreendido o motivo de suas ações atuais. Tudo o que ocorre no futuro de Kaori está ligado ao seu passado, por isso o cuidado da autora em deixar muito claro tudo o que acontece com a personagem.
A narrativa é em terceira pessoa - obrigada, Giulia! - e com isso é possível enxergar a história em todos os seus ângulos e prescrutar a mente de todos os personagens.
Há vilões para a escolha do freguês. Todos muito bem-construídos e dignos de todo o ódio do leitor, mas, para mim, Missora-san foi um caso à parte, aliás, essa é uma característica que percebi na escrita de Giulia: suas mulheres são mil vezes mais interessantes que seus personagens masculinos. Vou falar sobre ela: Missora é a okami do Kinjurô (cafetina do bordel), e sua caracterização é tão bem-feita, ela é tão vil, tão lasciva, que é impossível não amar/ odiar à primeira vista! Vilã digna de tirar os holofotes da protagonista e chamar toda a atenção para si.
Há também a apresentação de seres que nunca tinha me deparado na literatura e que achei bem interessantes. Os famélicos são cães que vivem do resto da caça de vampiros, quando no meio de humanos, tomam nova forma, mas são incapazes de falar. Achei-os superinteressantes e inovadores.
A narrativa vai do passado ao presente, sendo cada capítulo destinado a um deles. O recurso é ótimo, mas por vezes quando usado, me vejo desejando saber mais de uma história do que da outra; isso não aconteceu com a leitura: quando estava no passado, ficava angustiada ao ver que as páginas estavam terminando e que iria visitar outro personagem do futuro, mas essa sensação logo passava e eu me via envolvida com a história, e novamente angustiada por ter que abandonar o enredo do futuro e voltar ao passado.
O livro é destinado ao público adulto. Há cenas de sexo, tortura e muita, muita sensualidade. Os vampiros não são bonzinhos, têm em mente que somos sua caça e que nosso objetivo é alimentá-los e sermos escravos de seus caprichos. Amei a caracterização dos filhos da noite.
Vi apenas um pequeno defeito no enredo: há uma ‘barriga’ na narrativa na metade do texto; a leitura perde um pouco a cadência e me senti meio enrolada, sabem? Os personagens perderam um pouco o rumo, e a leitura ficou pesada. Essa sensação passa logo, mas achei interessante pontuá-la.
Algo meio que imperceptível, mas que me incomodou um pouco, senti uma queda no ritmo da escrita.
No geral, Giulia Moon realmente me surpreendeu. Sua pesquisa do Japão feudal foi perfeita mas o que mais me surpreendeu foi sua descrição das ruas de São Paulo, sério, em algumas partes é possível sentir o cheiro do lugar, de tão real que é a narrativa. Preciso também ressaltar o cuidado gráfico e de revisão que a Giz Editoral fez no livro. Percebi pouquíssimos erros; a diagramação favorece muito a leitura e há em cada início de capítulo um dragão como marca d’água, que dá um toque especial e denota o cuidado com a obra. A capa também é um espetáculo à parte: simples e perfeita, a cara de Kaori.
Leitura super-recomendada. E bora agora para a leitura de “Kaori 2, coração de vampira“.
- Além disso, você parecia inofensivo – ela completou.
- E agora, o quer comigo de novo? Resolveu me matar?
- Talvez.
- Por quê?
- Você não parece mais tão inofensivo.
Página 120

Playlist
- Vange Leonel – “Noite Preta”

















Eu sou completamente apaixonada por vampiros, nunca me desgasto com esse tema *–*
a resenha foi ótima, deu uma boa ideia do livro e eu amei, certeza que vou por na minha lista de livros :3
beijos :*
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Oi, Cláudia!
Se você curte vampiros, irá adorar Kaori!
Depois me conta o que achou =)
Beijos, sua linda!
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Suas resenhas sempre despertam meu interesse pelo livro.. Pode mandar!
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Ebaaa!!
Já mandei, agora leia! ahahahahah
Beijos, irmã!
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Apesar de eu já tá um pouco enjoada de vampiros, quando tu falou desse livro na CdC eu corri pra ler a resenha da Tata e me interessei pelo livro.
A tua resenha, Alba, só veio pra me deixa querendo mais ainda.
Vampiros malvados e sensuais nunca são de mais haushuasuah
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HAAHAHAHAHAHAH
Esses vampiros são bem malvados e bem sensuais, Bruna!
Acredito que a leitura é a sua cara =)
Beijos, sua linda!
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Nossa Alba que demais!
a capa já deixa aquele ar de misterioso imagino como deve ser a leitura em si..!
Ótima resenha!
Beijos :*
Natalia. http://musicaselivros.blogspot.com.br/
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Oi, Natalia!
Relamente a Giz Editorial teve um cuidado primoroso com a capa e a diagramação =)
A leitura é envolvente, deliciosa!
Beijos, sua linda!
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Gostei da resenha, você tem razão o importante nem sempre é trazer um tema novo,mas traze-lo de uma maneira boa. Essa mistura com o Japão me agrada muito, amo ele, tem uma fascínio em suas tradições, sua cultura que sempre me encanta e desperta meu interesse. Fico feliz em saber que a Giulia pesquisou e tratou bem dele. Além de falar de São Paulo com tamanho realismo, acho que pode me ajudar a matar um pouco as saudades, por esta tão longe.
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Oi, Lidiane!
Se você curte a cultura japonesa, vai amar a forma que a Giulia a inseriu na história *.*
E dá pra matar MUITO a saudade de São Paulo, as descrições são muito realistas =)
Beijos!
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Obrigada!
Já adicionei ele na minha lista de vou ler do skoob, assim não esqueço ^^
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Eu lembro de ter visto esse livro esses dias na Saraiva, na parte de ‘terror’ e fiquei meio brava porque em terror só tinham livros de vampiros, mas tudo bem.
Adorei sua resenha, você explicou tudo bem detalhadamente e no ponto certo para que a gente entenda, porque pelo visto, tem bastaante história nesse livro, hahaha. Mas mesmo sendo diferente do habitual de vampiros, não me trouxe muita curiosidade para lê-lo :/
Você já viu a Gincana de Revitalização que estamos fazendo? As inscrições vão somente até 25/04, corre lá e participe dos desafios, concorrendo a vários prêmios! http://hangoverat16.blogspot.com.br/2012/04/gincana-de-revitalizacao-001.html
xx carol
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Oi, Carol!
Ah, que pena que você não se interessou… Mas é superimportante respeitar o tempo de leitura =)
Beijos, sua linda!
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Desde a primeira vez que foi comentado sobre o livro já achei que seria incrível, e pela resenha isso só ficou confirmado. Realmente, já não aguento mais livros sobre vampiros, mas esse da uma sensação de novo. Aliás, ótima resenha. ^^
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Oi, Raiza!
Obrigada pelo elogio =)
E o livro tem uma abordagem diferente, mesmo! É bem legal =)
Beijos!
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Oie Alba!
Adorei a resenha, sempre ouvi fala desse livro, nunca fiquei atormentada para querer ele logo sabe? Mais essa sua resenha, bem, ela me instigou um pouquinho, querendo ler, e saber o fantástico mundo de Kaori, e eu adoro o Japão seria sensacional conhecer ele, na era feudal!
Parabéns pela resenha!!
Beijos
Ana Magiero
Garota Sonhadora Em Livros
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Concordo com você a graça de ler é que o autor use o mesmo tema, mas com uma história diferente e que faça com que a gente se prenda a leitura.
Bjs
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Já tinha lido o testa ta Tata sobre o livro, e agora com o seu tenho a mesma sensação: estou perdendo um super livro, por que ainda não fui lê-lo? Talvez, mas só talvez, porque eu não tenho um xD
Eu achei incrível a forma como a autora escreveu o livro, capítulos intercalando passado e futuro, porém sem nenhuma das partes perderem seu charme e o foco, prendendo o leitor. Acho incrível quando acrescentam o passado, porém é tudo muito bem pesquisado e passado de forma leve ao leitor. Fiquei bastante curiosa para saber como é a criação dos personagens, ver como ela consegue descrever melhor as personagens mulheres do que homens, isso me intrigou muito!
Eu adorei a resenha, e serio, vou procurar esse livro na biblioteca para lê-lo de uma vez!
Beijos sua linda!
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Não sei o que há, mas esses livros sobre vampiros não me atraem. Não sei se é a temática mesmo, ou é o trauma “pós violência generalizada à pessoas que leram/liam/lerão/gostam de Crepúsculo”.
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