Resenha: O Garoto no Convés

Olá, Pessoal!

Voltei para comentar sobre mais um livro do autor John Boyne. O Garoto no Canvés foi publicado no Brail pela Cia das Letras em 2009. Com sua escrita peculiar, John Boyne faz o leitor ficar grudado nas páginas de seus livros até que ele chegue ao final da história. É impossível deixar o livro de lado!

Livros do autor resenhados no Psychobooks:
O Palácio de Inverno
Noah Foge de Casa

O Garoto no Convés

O Garoto no Convés

John Boyne

Tradutor: Luiz Antônio de Araújo
Editora: Cia das Letras
Páginas: 496
ISBN: 8535915052
Publicação: 2009
Preço de Catálogo: R$R$47,50
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[Leia um trecho]

Sinopse:

Em abril de 1789, semanas após concluir no Taiti uma curiosa missão com fins botânicos - coletar mudas de fruta-pão para alimentar os escravos nas colônias inglesas -, o navio de guerra britânico HMS Bounty foi palco de uma revolta de parte da tripulação contra o capitão William Bligh, que acabou deixado à própria sorte em um bote em alto-mar junto com os marinheiros ainda fiéis a seu comando. Sem provisões e instrumentos de navegação adequados, o grupo enfrentou 48 dias de duras provações até alcançar a costa do Timor. Neste livro, a história da expedição é narrada do ponto de vista de John Jacob Turnstile, um garoto de Porstmouth, sul da Inglaterra, que sofre abusos de toda sorte, inclusive sexuais, no orfanato e pratica pequenos furtos nas ruas da cidade. Detido pela polícia após roubar um relógio, é salvo pela própria vítima do roubo quando esta lhe faz uma proposta - em vez de ficar encarcerado, embarcaria no HMS Bounty para passar pelo menos dezoito meses como criado particular do respeitado capitão Bligh. Turnstile aceita a barganha, planejando fugir na primeira oportunidade. Mas a rígida disciplina da vida no mar e uma relação cada vez mais leal com o capitão transformarão sua vida para sempre.

Comentários

Eu realmente me arrependo de não ter lido esse livro antes. Ele foi lançado em 2009 e só agora consegui colocar as mãos nele e confesso que foi amor à primeira frase. A capa condiz com o enredo e só fui perceber que a imagem são de cordas depois de ver o livro ao vivo.

John Jacob Turnstile é um jovem órfão, nascido no sul da Inglaterra, foi criado por Sr. Lewis que ensinou-lhe a arte do roubo e mais alguns truques que seria bom se fossem apagados de sua memória. Um pouco antes do natal de 1787, Turnstile acaba afanando o relógio de ouro de um distinto cavalheiro francês com quem conversou sobre livros, mas acabou sendo descoberto e enviado para ser julgado. Condenado à prisão, ele recebe a oportunidade de pagar sua pena a bordo de um navio na função de criado do capitão. Sem pensar duas vezes, Turnstile embarca no Bounty na esperança de escapar na primeira oportunidade, mas acaba se deparando com aventuras épicas, tempestades, ilhas paradisíacas, conflitos e aprende a como ser homem.

Como criado do capitão, Turnstile, ou Tutu se preferir, é ridicularizado e maltratado por quase todos do navio, o seu cargo é o mais inferior da embracação, logo, todos a bordo podem mandar nele e ninguém esquecerá esse fato. Sofri com ele pelo trote que recebeu ao passar pelo Equador, foi de cortar o coração. Mas o capitão Bligh não é como a maioria de outros com seu cargo, ele acaba se aproximando de Tutu e a relação dos dois gera inveja por parte de alguns tripulantes. Sempre com uma bos resposta na ponta da língua e muito humor, Tutu irá conquistar a todos.

Se você leu O Menino do Pijama Listrado e pretende encontrar o mesmo tipo de narrativa por aqui, não se engane. O protagonista de O Garoto no Convés é mais maduro, embarca com 14 anos, enquanto a narrativa de O Menino do Pijama Listrado é inocente, John Jacob Turnstile não nos poupa de seus pensamentos e atos adolescentes. A diferença na quantidade de páginas é o que confere um enredo melhor estruturado e personagens mais desenvolvidos.

O Garoto no Convés é um livro baseado em fatos reais. O personagem principal é fictício, mas a história do HMS Bounty é verdadeira (link para o wikipédia) e eu adoro fatos reais contado por um personagem fictício. Se você ainda não conhece a história desse navio e não gosta de spoiler não leia sobre ele até que termine a leitura do livro de Boyne ;)

A narrativa é feita em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Turnstile. O livro é dividido em cinco partes, a quarta parte - para mim -, foi a mais cansativa, acredito que por causa da escassez de diálogos e da situação em que eles se encontravam. Todos os personagens são cativantes e têm seu papel bem definido na trama. Nenhuma ponta fica solta ao final do livro. O enredo é recheado de aventuras, ação, humor e reviravoltas. E cabe ao leitor julgar se o Sr. Bligh é um herói ou vilão.

Leitura muito mais que recomendada, principalmente paa quem gosta de um enredo bem estruturado, mix de ficção e realidade, humor e aventuras épicas.

"Por que você não tenta, seu bostinha?", eu disse, avançando e puxando-lhe o nariz, esbofeteando-o e derrubando o jantar em sua calça, atitude que provocou animadíssimos gritos de aprovação nos outros oficiais lá reunidos. Não! Tudo isso só aconteceu na minha imaginação, pois, embora não fizesse muito tempo que estava a bordo do Bounty, eu conhecia a vida no mar o bastante para saber que não deveria respoder a ninguém que envergasse farda branca, nem mesmo um sujeitinho da minha idade e, ainda por cima, feio como o diabo.

Página 79
5 Estrelas

Playlist

  • Silverchair - Point of View
  • Little Big Town - Bones

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

24 comentários

  1. Vívian Rezende de Carvalho disse:

    Esse livro é mesmo muito bom, Turnstile é um ótimo personagem, e adorei o autor ter colocado a história do HMS Bounty (que eu não conhecia) no meio do livro. John Boyne é um dos meus autores favoritos.

    [Responder]

    Mariana Dal Chico

    Oi, Vívian!
    Eu tb adorei a leitura do livro e saber que o enredo é real, deixa a leitura mais especial…
    Bjs

    [Responder]

  2. Helena disse:

    A resenha não me passou muitas emoções suas sobre o que achou do livro ‘-’

    [Responder]

    Mariana Dal Chico

    Oi, Helena!
    O livro é maravilhoso! É possível sentir as emoções do personagem, alegrar-se e sofrer junto com ele.
    Bjs

    [Responder]

    Helena

    Tente passar mais as emoções nas resenhas =/

    [Responder]

  3. Patricia disse:

    Eu só li “O menino do pijama listrado” do John Boyne e adorei, acho singelo, consegue contar uma história de horror de forma leve, achei o máximo como ele fez isso, desde então tenho vontade de ler “O garoto no convés”, agora, depois da resenha, fiquei mais curiosa ainda.
    Engraçado, que eu achava que as capas dos livros dele eram padronizadas, mas aí quando saiu o outro livro “Noah foge de casa” vi que não…rsrsrsrs
    Bjo, amei a resenha!!!! <3

    [Responder]

    Mariana Dal Chico

    Oi, Patrícia!
    A narrativa é um pouco diferente nesses dois livros, O menino do pijama listrado é bem inocente e singelo, como você disse. O garoto no convés é um pouco mais maduro devido a idade do personagem, mas a narrativa é fantástica!
    Bjs

    [Responder]

  4. Bruna Rabelo disse:

    Eu namoro esse livro há anos também, Mari…
    Acho a capa muito criativa, já tinha reparado que eram cordas antes e a textura é de mais também!
    Gostei do fato de ser uma leitura mais maduro que Menino do Pijama listrado, apesar de ter adorado o livro, as vezes me irritava com a narrativa infantil as vezes ahahaha
    Quero mais ainda o livro agora!

    [Responder]

    Mariana Dal Chico

    Oi, Bruna!
    O livro vale o investimento, é muito bom!
    Bjs

    [Responder]

  5. Francine S. disse:

    Taí um livro que já entrou na minha lista de livros a serem lidos. Fiquei sabendo da existência há pouco tempo e o que mais me motivou a querer ler, logo de cara, foi o autor. Eu li “O menino do pijama listrado” e adorei a forma como o autor conseguia transmitir as confusões da cabeça de uma criança. A linguagem é fácil e te faz ler rapidinho. E acho legal o John escrever novamente sobre uma criança, mesmo que seja de forma mais madura.

    Adorei o post! Aliás, a primeira página do “Psychobooks” parece que leu a minha mente e colocou os livros que quero ler no momento, rs.

    [Responder]

  6. Fran disse:

    Taí um livro que já entrou na minha lista de livros a serem lidos. Fiquei sabendo da existência há pouco tempo e o que mais me motivou a querer ler, logo de cara, foi o autor. Eu li “O menino do pijama listrado” e adorei a forma como o autor conseguia transmitir as confusões da cabeça de uma criança. A linguagem é fácil e te faz ler rapidinho. E acho legal o John escrever novamente sobre uma criança, mesmo que seja de forma mais madura.

    Adorei o post!

    Aliás, a primeira página do “Psychobooks” parece que leu a minha mente e colocou os livros que quero ler no momento, rs.

    [Responder]

  7. Ariana Alves disse:

    Faz muito tempo que namoro esse autor.
    Nem ao filme assisti do menino do pijama listrado e me recrimino por isso, rss
    Espero corrigir esse deslize tão logo seja possível.
    Eu tb gosto muito de situações reais contadas por personagens fictícios.

    Bjus

    Nâna

    [Responder]

  8. Pedro Maia disse:

    Eu sou louco pra ler alguma coisa do Jonh Boyne desde a resenha de “O Palácio de Inverno”, até mesmo porque eu amo histórias ambientadas na rússia, enfim, parece muito bom, e espero que o autor não faça a gente sofrer como as pessoas que leram o menino do pijama listrado me falam que fazia.

    [Responder]

  9. Mari!
    Gosto muito de histórias baseadas em fatos reais, mesmo que a ficção gire ao redor do enredo.
    Ainda não havia escutado falar do livro e adorei a resenha, me deixou bem interessada.
    Passando para desejar um final de semana de descanso e tranqüilidade, e, para agradecer por seu blog ser maravilhoso! Adoro ver as novidades por aqui!

    Carinho não tem preço, doe-se. Blogueiras Unidas 1275!
    Luz e paz!
    Cheirinhos
    Rudy

    [Responder]

  10. Bru Silva disse:

    Eu acho que a capa desse livro parece com O menino de pijama listrado, e fiquei bem curiosa para ler, ainda mais com 5 estrelas!!!
    OMG, eu preciso, com certeza ele já está na minha lista de compras que com certeza já passou dos 1000 rsrsrs (exagerada), amei a resenha.
    Parabéns. Acho que vou chorar com ele.

    Beijão

    [Responder]

  11. Thais disse:

    Oi, Mari

    Após assistir o filme de O Menino do Pijama Listrado e chorar como uma pessoa louca e desesperada, achei que O Garoto no Convés seria tão triste quanto e nem dei bola pra ele. Engano meu!
    Adorei a resenha, gosto muito desse tipo de história. Pena que é bem carinho, né?
    Mas entrou para a Wishlist!

    bj

    [Responder]

  12. Vitor Dutra disse:

    Esse livro é muito, muito bom. Merecidas 5 estrelas, ele me prendeu muito enquanto eu lia, uma história diferente de qualquer outra, incrível!

    [Responder]

  13. ana maria gomes disse:

    Oi Mari, valeu muito pela resenha. Fiquei muito curiosa, mas seguindo seu conselho estou lendo o garoto do pijama listrado e assim que tiver oportunidade lerei este. Enquanto isso prefiro ficar na curiosidade do desenrolar da história. Obrigada e mais uma vez parabéns pelo trabalho.

    [Responder]

  14. Dani Duarte disse:

    A capa me lembrou o menino do pijama listrado kkkkkkk
    mas a história parece ser linda, mas…. acho que eu teria
    trabalho em me prender na história. Ando tentando me recuperar de
    uma ENOOOORME ressaca literária, então….

    [Responder]

  15. Nattacha disse:

    Poxa, que interessante, só notei que eram cordas na capa do livro porque você falou, nunca tinha reparado nisso!
    Nossa fiquei realmente encantada por esse livro, na verdade já vi as suas duas outras resenhas do autor e sempre tenho muita vontade de ler um livro dele, principalmente depois da resenha de Palácio de Inverno. Mas esse livro parece-me ser bem diferente dos outros já resenhados, agora o protagonista é um adolescente e não economiza em suas atitudes rebeldes, porém da forma como você o cotou, acho que mesmo assim deve ganhar o coração de todos, ou quase todos, os invejosos não vão dar o braço a torcer né xD Gostei também da história ser real, e contada por um personagem fictício, super bacana isso.
    Adorei a resenha sua linda, e agora acho que mais do que nunca, vou procurar um livro do John para ler.
    Beijos :*

    [Responder]

  16. Dalila disse:

    “… e ainda por cima, feio como o diabo.”
    HAHAHAHA já gostei dele!

    [Responder]

  17. Bruno Ferreira Lindenberg. disse:

    DEUS DO CÉU! Não acredito que saiu essa resenha! Desde a primeira caixa de correio que a Mari citou esse livro estou extremamente ansioso por essa resenha. E mais uma coisa: pode deixar que segui a dica de só procurar saber a história do barco depois de ler o livro. Prefiro me surpreender! ;)

    [Responder]

  18. Poly disse:

    Esse livro realmente é muito booom! Eu ganhei de presente e emprestei a uma amiga antes de ler, e ela falou muito mal do livro, então fiquei com receio de ler. Quando finalmente me decide, nossa, embarquei legal nessa aventura, ri, sofri junto, me emocionei… rsrsrsrs
    Minha amiga até hoje não entende pq dei 5 estrelas a esse livro e eu não entendo como ela só deu 2!!!

    [Responder]

  19. Lucy Carvalho disse:

    Eu realmente, realmente amo quando alguém fala algo como “me arrependo de não ter lido esse livro antes”, porque descreve perfeitamente bem o que você vai encontrar ao virar as páginas. É quase uma provocação para que os outros também leiam – ao menos pra mim. :-)

    O Garoto no Convés é um livro que quero ler há muito tempo, e a vontade só aumenta a cada nova resenha dele que leio. E praticamente sempre, as resenhas são de pessoas absolutamente encantadas. Por tanto, como não tenho muita sorte com sorteios em blogs, vou acabar comprando-o.

    Excelente resenha, parabéns! :-)

    [Responder]

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