Boa noite, gentes!
Hoje vamos mais uma vez voltar aos Amantes da saga da Irmandade da Adaga Negra. Já falamos dos dois primeiros livros aqui no site e as nossas opiniões causaram algumas controvérsias… Bom, pouca coisa mudou no terceiro volume da série, então gente, lembrem-se que nosso site é pessoal e nos reservamos o direito de darmos nossa opinião SINCERA sobre cada leitura =) Bora lá?
Irmandade da Adaga Negra:
Alba – vermelho
Mari – lilás

Amante Desperto
J.R. Ward
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Editora: Universo dos Livros
Páginas: 464
ISBN: 9788579301179
Publicação: 2010
Compre:

Sinopse:
Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra entre vampiros e seus carrascos. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça. Dentre eles, Zsadist é o membro mais assustador da Irmandade da Adaga Negra.
Tendo sido por muito tempo um escravo de sangue, Zsadist ainda carrega as cicatrizes de um passado repleto de sofrimento e humilhação. Conhecido por uma fúria que não acaba e por atos sinistros, ele é um selvagem, temido igualmente por humanos e vampiros. A raiva é sua única companheira e o terror, sua única paixão… Até que resgata uma bela vampira das garras da maligna Sociedade Redutora. Bella sente-se imediatamente enfeitiçada pela ardente força que emana de Zsadist. Entretanto, mesmo quando o desejo de ambos começa a consumi-los, a sede de vingança de Zsadist contra os torturadores de Bella o leva à beira da loucura. Agora, Bella deve ajudar seu amante a superar as feridas de seu atormentado passado e vislumbrar um futuro ao lado dela…
Comentários
Voltamos aos amantes. Dessa vez a estrela é Zsadist.
Zsadists é o amante (ah, gente, me deixe chamá-los assim XD) com a história mais pesada e sombria de todos os membros da Irmandade. Sempre envolto em uma aura de raiva e desprezo, nosso protagonista parece que nunca será capaz de amar ou se entregar verdadeiramente ao amor. Até que conhece Bella. E é isso, essa é a história. Fim. Sério. É só isso. XD
Nos livros anteriores, o Z sempre foi uma incógnita, sombrio, sarcástico, de poucas palavras, exala raiva e não é nem um pouco agradável com as mulheres. Por ter o corpo coberto por cicatrizes e o rosto deformado, acredita que todos têm medo dele e que não é digno de ser amado. Mas tudo muda depois que Bella aparece.
Bella é uma vampira aristocrata, que sente-se atraída pelo vampiro errado. Após ser resgatada, ela só quer Z ao seu lado durante o período de recuperação e não vai ser nada fácil aproximar-se desse vampiro.
J.R. Ward tenta, tenta, tenta, mas não me conquista. Nesse terceiro livro tenho que admitir que seus esforços foram maiores e a história dá uma leve melhorada. Sim, apenas leve. A autora carregou a história com uma carga dramática absurda. Levou Z. ao extremo de tudo o que um ser humano – no caso, vampiro – poderia aguentar, mantendo sua sanidade praticamente intocada. Mas ela se perde.
A história de Z é digna de pena, por causa do drama exagerado, muitas vezes a história se perde, mas aos poucos as peças vão se encaixando e o leitor consegue entender o que aconteceu com Z e qual o papel do Phuty nessa história.
Seus antagonistas – os redutores – são dignos de pena. Com o foco na caça aos vampiros e envoltos em ódio, eles continuam apenas seres frustrados sexualmente. Há uma melhora de sua participação nesse livro mas nada – nada mesmo – digno de nota. Mesmo quando fazem maldade são patéticos.
Sério, nem vou comentar sobre os redutores…
Em minha opinião a autora tenta inovar muito e acaba se perdendo em sua escrita. Seus protagonistas são muito territorialistas, muito machões, muito mandões. O apelo erótico do livro não convence e algumas inserções nessa área chegam a ser cômicas. Calma, eu explico: as vampiras fêmeas entram no cio -sim, você leu certo… - e quando no cio, todos os homens ao redor ficam enlouquecidos com seu cheiro e loucos para acasalar (sim, é essa a palavra). Nada sexy… Nem um pouco.
A série da Irmandade da Adaga Negra tem um enredo erótico, a maior parte dos livros são sobre conquista, sexo, territorialismo e um pouco de luta. É legal para intercalar com leituras mais densas. Particularmente, eu não gosto de como a autora desenvolve o enredo, muitas partes que deveriam ser sexys, para mim soam caricatas. Muita gente gosta, portanto, recomendo que você leia para saber de irá te agradar
Agora você pode me perguntar: “Mas Alba, chegou até o terceiro livro! E agora? Vai largar a série??”. Respondo: Claro que não, gentes! Vou continuar lendo a série! Aguardem mais opiniões ácidas sobre ela. E lembrem-se: essas são MINHAS opiniões, não adianta me xingar, não vou mudar.
Eu tenho o quarto livro da série aqui (Amante Revelado), então você podem aguardar a resenha dele, mas veremos como as coisas irão se desenvolver depois…
Zsadist se ajoelhou dobre um dos redutores, o rosto recortado por cicatrizes, distorcido pelo ódio, o deformado lábio superior repuxado para trás, as presas longas como as de um tigre. (…)
Página 12
Enquanto caminhavam para o centro de treinamento, Phury olhou para John e pensou que, às vezes, basta um espaço tão exíguo como um fio de cabelo entre dois carros para evitar um acidente mortal.
Às vezes, sua vida inteira pode depender de uma fração de milímetro. Ou de um nanossegundo. Ou de uma batida na porta.
Página 441

Alba

Mari
Playlist
- Rihana – Rudy Boy
Boa noite, gentes!!
Voltamos mais uma vez para falar da dhyva Sarah Dessen. Sarah se destaca por seus romances jovem-adultos contemporâneos. Já falamos de alguns aqui para vocês:
Agora vamos ver o que achamos de Lock and Key:
Alba – vermelho
Mari – lilás

Lock and key
Sarah Dessen
Editora: Penguin USA
Páginas: 432
ISBN: 0142414727
Publicação: 2008
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[Hotsite] [Primeiro Capítulo]
Sinopse:
“Ruby,where is your mother?”
With that question from the social worker,Ruby knows the game is up.
She s been living alone in the old yellow house,waiting out the months until she turns eighteen and can finally be on her own legally.It certainly wasn t in her plan to be reunited with Cora,the sister who left ten years before,and brought to live with Cora and her wealthy entrepreneur husband.
Suddelny life is transformed: a luxurious house,private school,new clothes,and even the chance of a future Ruby couldn t have dreamed of.So why is she wary,unable to be grateful,incapable of letting anyone close?Her old life has been left behind,but where does she fit in this new life?Only Nate,the genial,popular boy next door,seems to understand,perhaps because he s hiding some secret of his own.
Comentários
Suspira mil vezes. Sarah Dessen mais uma vez me surpreendeu, e olha que essa façanha é difícil, ainda mais depois de já conhecer a forma de condução da escrita e a construção de seus personagens.
Para mim, a Sarah Dessen é a melhor escritos de YA contemporâneo, quando começo a leitura de um livro dela, já sei que vai ser bom, mas ainda assim, ela consegue me surpreender.
Lock and Key conta a história de Ruby, uma garota de 17 anos que viveu seus últimos 10 anos de vida à merce de uma mãe alcoólatra e controladora. Abandonada, ela se vê obrigada a morar com sua irmã Cora e o marido Jamie. Pelo menos até que complete 18 anos. E essa é a história proposta por Sarah, o restante do enredo é apenas consequência da maturidade da personagem principal.
Jamie, está feliz por ter Ruby em sua casa, ele bem uma boa condição financeira e está disposto a reaproximar as irmãs, já Cora, está receosa sobre como será essa convivência com Ruby depois de tantos anos separadas.
A forma de apresentar a história nesse livro é bem peculiar: Sarah acompanha Ruby em algum evento, para logo depois deixar sua personagem principal divagar e nos mostrar tudo o que aconteceu nos últimos anos, meses, semanas ou horas para que a cena descrita no começo fosse possível. É assim no começo do livro, quando Ruby nos conta por aproximadamente 100 páginas porque agora mora com sua irmã e explana toda sua história de carência e dor ao lado de sua mãe.
Como já é característica da autora, todos os personagens são bem-construídos e se tornam bem reais por conta disso. Há, claro, a inserção do romance na história, ele vem na forma de Nate, o novo vizinho de Ruby. A história dele, também contada no livro, é digna de nota. Sarah não teve medo em construir nenhum de seus personagens, mas não pensem vocês que o foco é no romance, e apenas nele. Muito pelo contrário. O foco é Ruby.
Aparentemente, Nate é o garoto perfeito, gosta de ajudar as pessoas, trabalha com seu pai, mas ele também esconde um grande segredo que, mesmo com todas as dicas durante o livro, só será revelado no final do livro.
Durante toda a leitura eu me vi encantada pela forma que Sarah Dessen escolheu contar sua história. Todas as frases bem-colocadas, todos os acontecimentos aparentemente triviais, mas sempre com uma razão de ser. É a história de uma menina que não viveu bem a sua infância e sua adolescência mas que, mesmo sem querer, desabrocha.
O que eu mais gosto dos livros da Sarah, é que o romance sempre está presente, mas não é o foco principal, ele vai acontecendo aos poucos, com calma e quando o leitor já está gritando para rolar alguma coisa, então tudo acontece de uma forma simples e bela. O enredo que a Sarah cria aborda temas polêmicos e necessários, ela consegue fazer isso de uma forma tão delicada e sutil que o leitor não sente que está levando uma lição de moral.
Sem dúvida nenhuma foi um dos livros mais tocantes que li nos últimos tempos. Sarah sabe levar um enredo e sabe dar o tom certo de drama, redenção, melancolia, felicidade… Tudo é medido, tudo é dosado na medida certa, e o resultado só poderia ser uma obra extraordinária super-recomendada para todos!
Preciso dizer o quanto recomendo esse livro? Difícil fazer isso sem parecer uma fangirl, então vou simplesmente dizer: LEIAM!
It was time like these that I knew I should just come clean and tell him that I worried about him. Having the courage to do that was the part of me I was still holding back. And I was always aware of it, even as, like now, I did it once again.
Página 349
I felt a lump rise in my throat, raw and throbbing, but even as the tears came I wasn’t sure who I was cryinf for. Cora, my mom, or maybe, just me.
Página 153

Alba

Mari
Playlist
- Angra – Abandoned Fate
- Adele – Set Fire to the Rain
- Alanis Morissette – Eight Easy Steps
Olá, pessoal!!!
Hoje vamos falar sobre um romance contemporâneo da autora Jennifer Echols, Longe Demais (Going too Far), lançado no Brasil pela Editora Pandorga. Nós já lemos e comantamos sobre Como fui esquecer você, outro livro da mesma autora lançado no Brasil e você pode conferir nossa resenha aqui.
Alba – Vermelho
Mari – Lilás

Longe Demais (Going too Far)
Jennifer Echols
Editora: Pandorga
Páginas: 240
ISBN: 8561784024 
Publicação: 2011
Compre:

Sinopse:
Tudo o que Meg sempre quis foi fugir. Fugir do Colégio. Fugir da sua pacata cidade. Fugir de seus pais, que pareciam determinados a mantê-la presa em uma vida sem futuro. Mas, em uma noite louca envolvendo trilhos de ferrovia proibidos e desafiadores, ela vai longe demais e quase não consegue voltar. John escolheu ficar. Para impor o cumprimento das leis. Para servir e proteger. Ele desdenha a rebeldia infantil e quer ensinar a Meg uma lição que ela não irá esquecer tão cedo. Mas Meg o leva ao limite ao questionar tudo o que ele aprendeu na academia de polícia. E quando ele a pressiona para saber por que ela não se prende a nada, a resposta os levará a um caminho sem volta.
Comentários
Depois de ter achado Como fui Esquecer Você um pouco morno, resolvi ler o livro da Jennifer que dizem ser o melhor e ganhei de aniversário Alba delícia o Going too Far, que no Brasil foi lançado como Longe Demais. Como minhas expectativas não estavam muito altas, me surpreendi com o a leitura e fiquei apaixonada pela história narrada, não consegui deixar ele de lado enquanto não cheguei ao fim!
Estava com a mesma impressão da Mari. Achei que fosse apenas ser mais um livro YA e que não fosse me conquistar, já que “Como fui esquecer você” me deixou bem desapontada. Adoro ser surpreendida!
Meg é uma adolescente rebelde de cabelos azuis (sempre quis ter cabelos azuis *_*), tem ataque de pânico ao se sentir ‘presa’ ainda que apenas por um cinto de segurança do carro. Com poucos dias para se formar no ensino médio, ela mal pode esperar para escapar da sua cidadezinha e ir para a universidade. Apenas uma semana antes do Spring Break – que planejava passar na praia com seus colegas -, ela é flagrada pelo policial After bêbada e em local proibido na companhia de seus amigos.
Adorei a Meg, algumas vezes ela é impulsiva e faz besteira – oi Eric seu detestável!-, mas ao saber um pouco mais sobre o passado dela, você consegue compreender suas atitudes. John After, é o policial linha dura, seu personagem se desenvolve de uma forma linda, ele é bem mais complexo do que aparenta ser, quando o leitor menos espera, já caiu nas graças do homem de olhos castanhos e corpo do ‘Matt Damon‘. A química entre Meg e John é perfeita, a tensão sexual entre os dois é grande.
Adoro a forma que Jennifer cria seus personagens. Suas protagonistas são bem verdadeiras e longe de serem a imagem de perfeição pregada em alguns YAs que estão por aí. Ela retrata perfeitamente as dúvidas, questionamentos e revoltas tão comuns à idade. Seus mocinhos geralmente beiram a perfeição, nesse ponto ela cai no lugar comum, mas né, gente? Quem sou eu pra reclamar de um homem perfeito? XD
Narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista da Meg, o enredo não tem nada revolucinário, apenas duas pessoas que se apaixonam e moram em uma cidade pequena, o que conquista o leitor e me fez dar 5 estrelas, foi o desenvolvimento dos personagens, as reviravoltas no relacionamento dos dois. A escrita da Jennifer é deliciosa, acho que ela poderia ter se demorado um pouco mais nos capítulos finais, mas ainda assim, gostei muito do fechamento.
O livro foi uma grande surpresa! Adoro quando espero encontrar uma história 3 estrelas e acabo encontrando uma que me surpreenda! Os personagens realmente crescem durante a narrativa, característica que acredito ser de suma importância em qualquer história! Tenho apenas uma reclamação no enredo: a idade de John After (não vou revelar aqui!). Achei que ficou forçado e com isso o livro perdeu meia estrela. Também perde meia estrela porque a versão em português – como aconteceu com o livro “Como fui esquecer você” – possui alguns erros de digitação, concordância e ortografia.
I rolled my eyes. “I swear, Tiff, if my ass made good grades, you’d want to date my ass.”
Página 229
Inclinei-me para chegar mais perto, fingindo examinar os controles da sirene, e tentei cheirá-lo sem fazer muito ruído. Sem sucesso. Ele disse: – Tenho alguns lenços de papel no porta-malas.
Página 79

Mari

Alba
Playlist
- My Chemical Romance – The Ghost of You
- Mariah Carrey – Touch my Body
- Pitty – Déja Vu
Boa noite, gentee!
Pensei bastante em como começar o ano de uma forma diferente. Acredito que o forte e o diferencial do site sejam nossas resenhas duplas/ triplas, então, conheçam minha mammys e vamos ver o que sai dessa resenha especial de Ano-Novo. =)
Alba – Vermelho
Irene – Azul

Reparação
Ian McEwan
Tradutor: Paulo Henriques Britto
Editora: Cia das Letras
Páginas: 272
ISBN: 9788535919974
Publicação: 29/11/2011
Preço de Catálogo: 32,00
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Sinopse:
Na tarde mais quente do verão de 1935, na Inglaterra, a adolescente Briony Tallis vê uma cena que vai atormentar a sua imaginação: sua irmã mais velha, sob o olhar de um amigo de infância, tira a roupa e mergulha, apenas de calcinha e sutiã, na fonte do quintal da casa de campo. A partir desse episódio e de uma sucessão de equívocos, a menina, que nutre a ambição de ser escritora, constrói uma história fantasiosa sobre uma cena que presencia. Comete um crime com efeitos devastadores na vida de toda a família e passa o resto de sua existência tentando desfazer o mal que causou.
Comentários
Reparação conta a história de Briony, uma menina de apenas 13 anos, aspirante a romancista que busca por meio das palavras se expressar e brilhar.
Briony em seus devaneios cria uma rede de intrigas envolvendo sua irmã, Cecília e o filho de uma criada, Robbie.
Sua busca durante todo o livro é reverter o mal que causou numa noite regada a muito ódio e justificativas egoístas.
A narrativa é em terceira pessoa e durante o enredo acompanhamos Cecília, Robbie e Briony pelos caminhos trilhados antes e após a noite fatídica. A forma como Briony se descobre uma romancista está intrinsecamente ligada a todos os fatos que se desdobram no livro. Sua imaginação e a forma que lida com ela é a causa dos infortúnios e de sua busca por perdão.
O início do livro é bem parado, é necessária perseverança para seguir a leitura. Há um excesso de descrições, tanto de sentimentos quanto de locais, mas mais uma vez, isso é necessário para o melhor entendimento dos sentimentos de cada um dos protagonistas.
Robbie e Cecília são personagens cativantes. Desses casais que é impossível não torcer para que tudo dê certo. Briony, por outro lado, é a imagem da inveja. Em nenhum momento é possível para o leitor sentir-se atraído ou simpático à sua causa. Mas não se engane achando que isso é uma falha na construção da personagem. Pelo contrário. Percebe-se em toda a leitura que Ian McEwan em nenhum momento perdeu o controle de suas crias.
Toda a trama vai acontecendo numa crescente. Primeiramente todos os personagens são apresentados – como há de ser – seus papéis vão se desdobrando, a história vai ganhando ritmo até atingir seu ápice na revelação final. Cada inserção de personagem – seja ele protagonista ou coadjuvante – cada cena mostrada, cada palavra dita tem uma consequência mais à frente. A trama é muito bem-amarrada. Não há pontas soltas.
Pequei ao assistir primeiro o filme. “Desejo e Reparação” é inspirado no livro e há nele todos os elementos principais do enredo. O diretor foi fiel à obra, o que tira completamente a surpresa da narrativa escrita. Aconselho que leiam primeiro o livro e depois vejam os personagens criar vida na tela. A história fica mais interessante.
Em que momento, o escritor descobre a sua vocação e, o mais importante, a capacidade de manipular os acontecimentos e a reação dos personagens por ele criados?
A par da história, é isso que vemos ao longo de “Reparação“.
De início, Briony a principal narradora, está escrevendo uma peça teatral. No entanto, ela não fica contente com a interpretação que seus primos estão dando ao texto e a mudança que isso causa em sua história.
Olhando pela janela de seu quarto, ela vê uma cena que influencia grandemente a sua criação dali em diante. É a partir da cena que ela presencia entre sua irmã, Cecília, e Robbie que surge sua verdadeira vocação para o romance. É nesse momento que ela percebe que o poder que o escritor tem é o mesmo do Criador: vida e morte. E também nesse momento que ela percebe que o escritor pode mostrar a cena de várias pontos de vista: o narrador, o personagem X, o personagem Y, etc.
(Leiam a citação que escolhi, ela exemplifica esse momento da narrativa)
Nesse trecho, fica patente o uso que Ian McEwan faz da metalinguagem (usar a criação para explicar ou mostrar a própria criação, por exemplo: em uma obra de arte de um pintor pintando um quadro há o uso da metalinguagem).
Ao longo do romance ele conta a história de pontos de vista diferentes. Há o posicionamento de Cecília, o de Robbie e o da narradora principal, Briony, quem tem o poder de contar a sua versão e mais: interferir na vida dos outros personagens.
Foi isso que não me deixou muito contente com o livro. A história é linda, os personagens são cativantes, mas chega um ponto em que o autor nos enfia “goela abaixo” que é isso que eles são: personagens. E por isso ele, na sua onisciência e onipotência faz o que quer com eles e nos mostra isso.
Alba: “Então você o viu.”
“Eu sei que foi ele.”
“Vamos deixar de lado o que você sabe. Você está dizendo que o viu.”Página 136
Irene: (…) Não eram só o mal e as tramoias que tornavam as pessoas infelizes; era a confusão, eram os mal-entendidos; acima de tudo, era a incapacidade de apreender a verdade simples de que as outras pessoas são tão reais quanto nós. E somente numa história seria possível incluir essas três mentes diferentes e mostrar como elas tinham o mesmo valor. Essa era a única moral que uma história precisava ter.
Página 37

Alba

Irene
Trailer
Playlist
- Marion Harris – After You’ve Gone
#SuperSorteioPsychobooks Sorteio de Marcadores entre os Comentaristas:
Regras:
- Deixar um comentário pertinente à resenha aqui nesse post;
- Ter endereço de entrega no Brasil.
Olá, Pessoal!!!
Boa noite, gentes!!
Hoje iremos comentar um pouco sobre o livro Como Fui Esquecer Você da autora Jennifer Echols que foi publicado no Brasil pela Editora Pandorga.
Alba – Vermelho
Mari – Lilás

COMO FUI ESQUECER VOCÊ
Jennifer Echols
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Editora: Pandorga
Páginas: 272
ISBN: 8561784032
Publicação: 2011
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Sinopse:
Havia muitas coisas que Zoey gostaria de esquecer. Como o fato de seu pai ter engravidado a namorada de vinte e quatro anos. Como o medo de que a cidade inteira descobrisse sobre o colapso nervoso de sua mãe. De como o lindo e temível Doug a insultava na escola. Sentindo que sua vida estava prestes a virar ao avesso, Zoey luta da única maneira que conhece, usando sua famosa atenção aos detalhes para certificar-se de que é a filha, aluna perfeita e namorada do melhor jogador de futebol, Brandon.
Comentários
Recebi muitas indicações positivas sobre essa autora, mesmo sabendo que Como fui esquecer você não é o melhor livro da Jennifer, ainda assim, minhas espectativas estavam muito altas ao começar a leitura.
Oiê, duas com as expectativas nas alturas. Como fui esquecer você foi super-recomendado para mim. \o/
Zoey tem 17 anos e acabou de descobrir que seu pai engravidou uma mulher de 24 anos, acabando com seu casamento e culminando com a tentativa de suicídio de sua mãe, ela se vê morando na casa de seu pai – que não liga a mínima para ela – com sua nova madrasta – que só pensa em sua viagem de casamento – e para piorar a situação, ela sofreu um acidente de carro e não se lembra de algumas coisas que aconteceram.
Zoey é uma mocinha bem insípida. Em nenhum momento consegui me conectar inteiramente com ela. Há, claro, empatia pelo sofrimento e pelas injustiças que seu pai a faz passar, mas é só. Ela é muito imatura, muitas vezes mimada e até mesmo meio boba e forçada.
Doug é o personagem que mais gostei, moreno de olhos verdes, sarcástico, tem um ar misterioso, parece ser o único que se importa realmente com o bem estar de Zoey, mesmo que tenha de dizer algumas verdades que ela não quer ouvir.
Então… Nem o Doug me convenceu…
A narrativa feita em primeira pessoa sob o ponto de vista da Zoey, é fluida, envolvente e o enredo trata de assuntos como conflitos familiares, sexo, amizade, preconceitos, porém – na minha opinião – faltou um pouco de profundidade. O foco do livro é o romance, os outros temas ficam em segundo plano e não são bem desenvolvidos, o que é uma pena. Ah! Não posso deixar de comentar que a tradução deixou a desejar, muitas frases estão confusas, o que diminui o ritmo de leitura por fazer o leitor reler algumas vezes para tentar entender o sentido da frase.
O enredo do livro tem um diferencial dos outros Jovens Adultos por tratar do sexo sem nenhum tabu e até com uma certa futilidade, o que é bem comum na juventude atual. A história roda, roda, parece que vai chegar a algum lugar e… não chega. Não há desenvolvimento dos coadjuvantes no livro. Como a Mari disse, a história é sobre a Zoey e o Doug e fica nisso mesmo. Quanto à tradução assino embaixo de tudo o que a Mari comentou. Muitas vezes peguei frases que não faziam nenhum sentido e quebravam a fluência da leitura. Uma pena.
Como fui esquecer você é um daqueles romances gostosinhos de ler, sem grandes surpresas no final, você fica torcendo para que a Zoey deixe de ser tão cega por Brandon e enxergue Doug como ele realmente é.
No geral, é um livro mediano. Está à toa, sem fazer nada? Gaste 3 horinhas de sua tarde e leia o livro sem compromisso nenhum. É uma história que diverte, mas não intriga. Boa para passar as horas.
Ele afagou meus cabelos, que tinham caído do coque que eu tinha feito. Começou pela raiz, passou pelo meu ombro, e foi até as pontas, firmemente de uma maneira que nem eu sabia que desejava que Brandon me tocasse. Relâmpagos iluminaram o céu, trovoadas retumbaram, e o rugido pesado da chuva aumentou.
Página 54
Paramos e olhamos um para o outro. Sua mão enorme estava quente, sólida e firme ao redor do meu pulso. Sua face ficou rubra. (…)
Página 143

Mari

Alba
Playlist
- Engenheiros do Hawaii – Piano Bar
- Nando Reis – Sou Dela
- Mariah Carey – I Want To Know what Love is
- Siverchair – Miss You Love
Boa noite, gentes!
Hoje temos uma tarefa nada fácil pela frente. Dissecar a obra de George Orwell é, sem sombra de dúvidas, uma tarefa árdua. Vamos tentar, juntos, explicar de forma clara quais as intenções do autor por trás da obra – além do entretenimento, claro – e para isso, essa resenha vai ser um pouco diferente. Primeiro uma introdução sobre os fatos que levaram o autor a escrever a sua obra, e depois nossa avaliação da leitura. Bora lá?
Alba – vermelho
Walter – verde
Quer ver o que já falamos do livro? Leia a resenha que a Adriele (irmã da Alba) fez: AQUI.

1984
George Orwell
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Editora: Cia. das Letras
Páginas: 414
ISBN: 9788535914849
Publicação: 2010
Compre:

Sinopse:
“1984″ não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em 1984 , o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las pela humanização do mundo.
Comentários
Provavelmente você já ouviu falar que aquele reality show (BBB) foi inspirado neste livro. Não leve isso a sério. As palhaçadas, a boa vida, as festinhas e a produção de celebridades descartáveis nada têm a ver com a obra mais famosa de George Orwell. Em 1984, a liberdade inexiste, a privacidade é crime e a História é um instrumento de controle extremamente moldável e fluído. Mas se você insiste em saber qual a relação entre o bendito programa e este livro, eu explico: Em 1984, todos os cidadãos são vigiados, vinte e quatro horas por dia, em todos os cantos. O governo é representado na figura de um líder. Seu retrato está espalhado por todos os lugares. É o Grande Irmão (Big Brother, sacou?). Mas o Grande Irmão está anos-luz de distância de Pedro Bial. Pela descrição feita por Orwell, é difícil não imaginar a figura de Stalin e, muito provavelmente, essa foi sua intenção.
Acho que essa explicação que o Walter deixou é de suma importância para começar a arranhar os porquês da escrita de Orwell. Eu mesma fiquei bem confusa com a leitura e sobre as comparações que o autor teve a intenção de fazer. Sua intenção clara é nos mostrar aonde possivelmente nos levaria um mundo dominado pelo Socialismo. Quais as repercussões que isso teria em nossas vidas.
1984 é, em sua essência, uma metáfora sobre o autoritarismo do estado. Orwell era comunista e até lutou como voluntário na guerra civil espanhola. Como recordação, um ferimento no pescoço que afetou suas cordas vocais. Conta-se que, por isso, sua voz tinha um tom afeminado. Não é difícil ver teóricos de esquerda apontarem Orwell como um traidor do movimento comunista. Exageros típicos de quem não aguenta ser questionado. Em A Revolução dos Bichos, por exemplo, Orwell denunciou os desvios da ideologia comunista e a ascensão de Stalin durante a revolução russa de 1917. Orwell não era um crítico do comunismo. Ele se opunha ao autoritarismo e à figura do ditador russo e o regime de terror e genocídio que ele impôs ao povo russo.
Para entender, de forma muito básica, o que é socialismo e o que é comunismo: Dentro da filosofia comunista existem duas vertentes. Ambas levam a um mundo igualitário, onde só se produzrá o necessário e não existisse diferenças de classes sociais. Uns defendiam que, para se chegar a essa idealização, era necessário instalar um governo transitório, que organizaria as relações de produção e aplicaria recursos, além de trabalhar para disseminar a filosofia comunista no resto do mundo. É o Socialismo. Outro grupo, os anarquistas, defendiam que o comunismo tinha que ser instalado à seco, extinguindo-se imediatamente toda forma de poder. George Orwell pertencia ao segundo grupo. Há quem resuma que 1984 mostra um mundo dominado pelo socialismo, mas não é tão simples assim. A principal denúncia do livro é contra o autoritarismo, o controle histórico e ideológico.
Agora vamos à história. Nesse mundo novo, existem três estados que coexistem de forma independente e autossuficiente, são a Oceânia, a Eurásia e a Lestásia. Winston, o protagonista do livro, vive na Oceânia, ele é um membro do partido, trabalha no Ministério da Verdade e sua função é reescrever fatos históricos de acordo com a vontade do Grande Irmão. Nunca pode haver nada que desabone a palavra do GI, nem mesmo que o próprio tenha dito algo diferente no passado, todas as suas afirmações atuais têm que ser corroboradas pelas do passado, e é aí que entram as constantes alterações feitas pelo protagonista e a seção do Ministério na qual ele trabalha. Se o GI afirmou há dois meses que estava em guerra com a Eurásia, mas posteriormente mudou sua opinião e agora se encontra em guerra com a Lestásia, a obrigação de Winston é alterar todos os fatos históricos para que pareça que seu estado sempre esteve em guerra com a Lestásia. É gentes, informação é poder.
A reescrita da História é uma das características mais assustadoras do livro. Era por meio dessa prática que um sujeito era um herói em um dia, traidor no outro e, no seguinte, ele simplesmente deixava de existir. Mas quer se assustar de verdade? Leia Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e veja alguns exemplos de como algumas ditaduras conseguiram bagunçar o que aprendemos sobre a história do Brasil na escola.
O lema do partido é bem simples. Mantenha todos em constante vigilância e controle. Mantenha todos sempre com ódio e desprovidos de qualquer relação sentimental. Até mesmo a formação das famílias é controlada pelo Partido, se há sinal de amor entre duas pessoas elas não podem se casar.
Também existe a novilíngua e o duplopensar. A novilíngua é uma forma de diminuir a capacidade de conceitualização e, consequentemente, questionamento das pessoas. O duplopensar é uma doutrina que tem por objetivo incapacitar a população a perceber contradições.
Eu sempre corri desse livro, nunca me interessei verdadeiramente por ele e sempre questionei essa necessidade que as pessoas têm de afirmar categoricamente “se você gosta de distopia, precisa ler esse livro”. Li. Consegui perceber de onde todos os outros livros distópicos que andam tão em moda hoje em dia vieram. É possível perceber a influência em todas as obras, até mesmo alguns desencadeamentos, como o fato do início do questionamento pelo protagonista e a descoberta da verdade por trás de tantos véus. (Uma observação, galera. Se você leu ou assistiu a “V de Vingança”, saiba que ele não existiria se não fosse por este livro)
Muita gente corre desse livro. Deveriam fazer o contrário. Correr para ele.
1984 – vou dizer, e desculpem-me se caio em lugar comum – é desses livros de leitura obrigatória. A narrativa de Orwell é pesada, pungente. Não poupa o leitor das mazelas passadas pelo protagonista e pelo povo. Por vezes me vi cansada, exaurida mesmo, após ler apenas 15 ou 20 páginas, não por ficar com a vista cansada nem nada do tipo, e sim por pensar. Até que ponto, na nossa sociedade capitalista, somos também manipulados, levados a crer em fatos distorcidos, com a grande maioria relegada a segundo plano, com alta taxa de analfabetismo e sem acesso nenhum à informação? Com a grande maioria levada a se contentar com migalhas, bolsas que permitem a sobrevivência, mas não provêm a dignidade.
Eu aconselharia o leitor, além deste livro, experimentar também Admirável Mundo Novo. Não é à toa que se diz por aí que um é complemento do outro. Hoje, vivemos absurdos que tanto um quanto o outro já haviam denunciado há um tempinho…
O pensamento-crime não acarreta a morte: o pensamento-crime É a morte.
Página 40
Enquanto eles não se conscientizarem, não serão rebeldes autênticos e, enquanto não se rebelarem, não têm como se conscientizar.
Página 90

Alba

Walter
Playlist
- Pink Floyd – The Wall (não me perguntem por que… Não tirei essa música da cabeça enquanto lia)
Boa noite, gentesss!! \o/
Alba – Vermelho
Mari – Lilás
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
ISBN: 8580410266
Lançamento: Outubro 2011
Skoob | Leia um trecho
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva
Sinopse:
Comentários:
Minhas expectativas foram às alturas devido aos comentários que ouvi a respeito do livro. A capa é um show à parte e realmente um ponto positivo no livro. Antes do burburinho em torno da obra, não tinha ouvido falar nada sobre ele e mesmo após saber de seu lançamento, procurei iniciar a leitura sem saber muito da história.
Mais uma vez vou começar a ir contra as impressões da Mari… A história realmente é inovadora e traz um nova prisma aos livros YA sobrenaturais. Já a forma que Colleen desenvolveu a narrativa me desagradou muito. Achei a forma com que ela apresentou os diálogos, as cenas de ações e até mesmo os pontos críticos de tomada de decisão no enredo, superficial e corrida.
Os dois protagonistas são o oposto um do outro. A narrativa escolhida – por ser em primeira pessoa – me deixou sem conhecer a fundo o Ren. Gostaria de conhecer seus pensamentos sobre algumas atitudes de Kelsey. Sou da mesma opinião que a Mari, a Kelsey é infantilizada demais para a idade. Em suma, os protagonistas não me conquistaram completamente.
Concordo com a Mari quanto a pesquisa da autora para nos dar uma visão mais profunda da Índia e de seus costumes, mas por vezes achei as explicações forçadas e enfadonhas. O livro é de leitura rápida e a trama prende a atenção, mas não foi marcante ao ponto de me deixar ansiosa pela continuação da série.
- Quem você pensa que eu sou? Indiana Jones? Acho melhor você saber que não tenho nenhum chicote nesta mochila! – Gemi e me voltei para Ren. Indicando o caminho do outro lado do abismo, eu disse: – Suponho que é nesta direção que devemos ir, certo?Página 132
Olhei dentro daqueles grandes olhos azuis e sussurrei:- Queria que você fosse livre.
Página 41
| Mari (só não foram 5 pq a Kelsey me irritou no final!) |
![]() |
| Alba (preciso urgentemente me afastar de YAs sobrenaturais =/) |
Luiza Possi – Verão e Inferno
Katy Perry – The One That Got Away
The Pussycat Dolls – I Hate this Part
Comprei Just Listen por mero acaso, estava olhando alguns livros na Fnac e enquanto meus sobrinhos escolhiam quais livros iriam levar, sentei para ler o primeiro capitulo e sentir o estilo da Sarah Dessen - eu já tinha ouvido falar muito dessa autora, porém nunca tinha lido nada dela- , acabei levando o livro para casa, mas ele ficou na estante por algum tempo antes que eu o pegasse para ler e quando terminei a leitura pensei: Por que não o li antes?
Annabel é uma garota cheia de segredos, completamente fora de seu ambiente. Se viu, do dia para a noite, deposta de ser uma das garotas mais populares da escola para uma pária. Afastada de tudo e todos, uma nova amizade surge, e seus segredos passam a ser revelados.
A narrativa é em primeira pessoa, acompanhamos a visão de Annabel durante todo o livro. A história é focada em presente e passado, durante toda a leitura a protagonista nos dá relances de seu passado, mostrando as cenas que moldaram sua personalidade.
A abordagem familiar que Sarah dá ao livro é sensível e cativante. Annabel é a mais nova de três irmãs, está sempre tentando se fazer de invisível para a família, se anulando para que os problemas com suas irmãs mais velhas – Kirsten e Whitney – sejam a única preocupação dos pais.
A invisibilidade de Annabel esconde uma garota que sofreu alguma coisa tão terrível no final do último ano, que ela não perdeu apenas sua melhor amiga, mas também o respeito próprio. Sua família está tão absorvida na depressão da mãe, distúrbios alimentares da Whitney, mudança de vocação da Kristen que não percebem que a felicidade familiar na mesa de jantar é apenas aparente para quem passa na rua e avista a família da casa de vidro.
Owen, o novo amigo de Annabel é um personagem muito bem-construído e verdadeiro. Aliás, essa é uma características forte em todos os personagens da Sarah: nenhum deles é bonzinho demais ou mau ao extremo. Todos têm sua dose do bem e do mal, entremeada em sua personalidade. Cabe a cada um a sua descoberta e para que lado pender sua característica. O famoso livre-arbítrio, que torna a narrativa ainda mais real.
Não tenho palavras para dizer o quanto gostei do Owen, um dos melhores personagens masculinos de literatura jovem-adulto que já li. Ele ensina à Annabel, que ela deve ser verdadeira com todos, a começar com si mesma, sem ser politicamente correto, ele é um personagem bem real, eu ficava ansiando por ler as páginas onde ele fazia parte da cena.
Os personagens são complexos e bem construídos, mesmo os que tem participação secundária, como Kirten e Whitney, elas têm uma relação complicada e bela, impossível não se emocionar com a cena da exibição do filme que a Whitney produziu, ou com o que a Kristen escreveu.
A leitura flui muito bem e é impossível não se envolver completamente na história: rir, chorar, sentir raiva, revolta, medo… Amei a forma de escrita e estou muita interessada em ler outro livro da autora.
Da mesma autora, li A Caminho do Verão (resenha) e devo dizer que a Sarah definitivamente me conquistou com sua escrita, personagens e temas abordados.
“(…) A verdade era que minha amizade com Sophie era complicada e várias vezes me perguntei porque ela era minha melhor amiga. Afinal de contas, eu estava sempre pisando em ovos perto dela ou sendo obrigada a ignorar comentários grosseiros aqui e ali. (…)”
Página 99
(…) Eu estava começando a perceber que não se deveria ter medo apenas do desconhecido. As pessoas que mais conhecem você podem ser as mais ameaçadores, pois o que elas dizem e pensam a seu respeito pode não ser apenas assustador, mas também verdadeiro.Página 59
| Alba |
| Mari |
Adele – Someone Like You
Alba -Vermelho
Mari – Lilás
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
ISBN: 8580570816
Lançamento: Setembro 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva
Sinopse:
Comentários:
Eu sou dessas que compram só pela capa (confesso!). Não tinha lido sinopse, não sabia do que se tratava, mas quis comprar o livro. No início achava que se tratava de um romance jovem-adulto, e que todo o clima de “maldade” fosse mais inocente, menos psicótico. Ledo engando… O livro, apesar de ter como foco do enredo duas adolescentes de 17 e 18 anos, não pode ser classificado como jovem-adulto. Ele é muito cru, verdadeiro, impactante.
Achei a narrativa de Rebecca James perfeita. Apesar do livro ser narrado em primeira pessoa, Katherine é tão madura e consciente do sentimento dos outros personagens que não perdemos as nuances de humor de nenhum deles.
Achei o livro praticamente perfeito. É um trillher psicológico para se ler de uma só vez, é impossível largar a leitura antes de chegar ao final. Senti que em alguns momentos a autora entregou um pouco do enredo em horas inoportunas… Se o leitor está atento, e não muito envolvido com os acontecimentos, é possível enxergar claramente aonde a autora está nos levando e o verdadeiro segredo da narrativa.
… A menina errada morreu naquele dia pavoroso em Melbourne. E embora eu não consiga realmente desejar ter sido eu no lugar de Rachel – não sou nem de longe corajosa o bastante para ser mártir -, tenho plena consciência de que a melhor irmã morreu.Página 28
(…) Há perigo em toda parte, seus idiotas! Vocês pensam que estão seguros, pensam que as pessoas são confiáveis? Que são boas? Abram os olhos e olhem em volta! (…)Páginas 48 e 49
| Mari |
| Alba |
Alice in Chains – We Die Young
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16/11/11 – Atualização
Comentários:
A princípio, Jane é a mais sensata, não se deixar envolver facilmente como Scarlett, sabe o que quer da vida e está disposta a trabalhar muito como estagiária em uma famosa empresa de eventos, pois é o que quer fazer da vida. Já Scarlett, gosta de uma boa festa, é linda e vai começar a frequentar uma ótima faculdade. Mas em pouco tempo os papéis se invertem.
Então…. o livro é divertido, mas morno, espero que nos próximos o enredo se fortaleça e a personagem principal – Jane – amadureça.
“_ Caso você não tenha me notado, sou a amiga menos atraente à direita – disse Jane, acenando.Scarlett se retraiu. Por que Jane sempre fazia isso? Scarlett a amava, mas essa besteira autodepreciativa precisava acabar. (…)”
Página 37
Por volta das 2 horas, finalmente sentiu as pálpebras ficarem pesadas e percebeu que, na verdade, queria participar do programa de Trevor Lord. Ela falou a verdade quando disse a Dana e Wendell que mudara para Los Angeles para se sentir desconfortável…Página 94
| Alba |
RHCP – Dani California




























