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Resenha | Sorteio: O Jardim Secreto
Olá, pessoal!
Hoje vou comentar sobre um clássico da literatura, muitos de vocês podem conhecer, eu conhecia apenas e filme e me surpreendi bastante com a leitura de O Jardim Secreto da autora Frances Hodgson Burnett.
O Jardim Secreto
Frances Hodgson Burnett
Editora: Penguin Companhia
Páginas: 344
ISBN: 9788563560605
Publicação: janeiro 2013Compre:
Sinopse:
Clássico da literatura inglesa, O jardim secreto conta a história de duas crianças solitárias que decidem restaurar um jardim proibido, cujo mistério remete a um acidente ocorrido anos atrás.
Resenha/ Sorteio: Jogador n.°1
Boa noite, gentes!
Encantamento! Essa é a palavra que me acompanhou durante toda a leitura! Perceberam que venho numa onda de ótimas leituras? Estou supercontente com esse momento e bora lá contar pra vocês tudo o que senti com essa imersão no OASIS e meu retorno aos anos 80.

Jogador n.° 1
Ernest Cline
Tradutor: Carolina Caires Coelho
Editora: LeYa
Páginas: 464
ISBN: 9788580442687
Publicação: 02/01/2012
Compre:

Sinopse:
Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência. A vida, os perigos, e o amor agora estão mais reais do que nunca.
Comentários
Distopia + várias referências aos anos 80 + ação virtual e real + um romance cheio de química, inocente e superenvolvente. Está aí a fórmula que Ernest Cline usou em seu romance de estreia.
Wade Watts é um garoto de 18 anos que vive no mundo pós-petróleo. Nessa nova realidade, as pessoas têm que viver perto das cidades, pois o transporte a longas distâncias é inviável. Há poucos empregos e a fome e a pobreza são a realidade da maioria da população. Assim Wade vivia sua vida real. Já seu eu virtual era diferente: no OASIS – um mundo virtual criado por James Halliday e Ogden Morrow – tudo é possível. Cria-se a aparência desejada, tudo é permitido, dentro de suas posses. Lá as coisas também têm seu valor e precisam ser compradas, Wade está preso à sua escola virtual, não pode deixar o planeta, mas diferentemente de sua vida real, no OASIS ele tem amigos e um objetivo: Achar o ovo da Páscoa (Easter Egg) que o famoso criador do mundo virtual deixou escondido em algum lugar de sua criação. O prêmio: 240 bilhões de dólares e a propriedade do OASIS. Depois de 5 anos da morte de Halliday ninguém conseguiu achar nenhuma pista do primeiro ovo de Páscoa escondido, até que Wade – que é conhecido no OASIS como Parzival – acha o primeiro. A partir daí as coisas mudam completamente.
Eu sei que vocês devem estar estranhando esse parágrafo inteiro de informações sobre o livro, já que não é do meu feitio falar tanto da história. Prefiro me focar em tudo o que senti durante a leitura e comentar os pontos positivos e negativos que nela encontrei. Mas vejam bem, eu TINHA que falar da história, TINHA que repetir a premissa para que se você – leitor desavisado – que resolveu pular a sinopse e vir direto para as minhas opiniões, não deixasse de ENTENDER sobre o que é o livro e porque ele é tão bom e inovador.
Ernest Cline é um aficionado por tudo relacionado aos anos 80: jogos, músicas, filmes, roupas… (Vale a pena dar uma olhadinha no site do autor, superinteressante!). Em seu livro, ele fez da caça ao tesouro de Halliday – o criador do OASIS e lá conhecido como Anorak -, uma homenagem a essa década. No OASIS existem os caça-ovos que estudam a década e todas as possíveis pistas que possam existir dentro dela. Daí cria-se uma imensidão de possibilidades de citações e confesso que fiquei supersaudosa e com vontade de assistir a todos os filmes, ouvir todas as músicas e jogar todos os jogos!
Há, durante a narrativa, várias explicações didáticas sobre qual a importância de certo dado histórico, ou sobre algum programador de jogos de videogame, ou sobre a origem de uma música e a importância dela na vida de Halliday. Todas essas explicações tinham tudo para ficarem enfadonhas e perder a atenção do leitor. Felizmente isso não acontece! O autor as apresenta de forma tão dinâmica, e elas têm tanta importância dentro do contexto que está sendo apresentado que o leitor sente-se FELIZ por estar aprendendo e sabendo mais sobre determinado assunto. Fica uma impressão de que aquela informação é vital e que com ela, poderemos efetivamente ajudar o personagem a alcançar seu objetivo. Doido, né? Mas é exatamente isso que acontece!
E falando em personagem, acredito que Wade tenha sido um dos melhores personagens que acompanhei com a visão em primeira pessoa nos últimos tempos. Ele é ácido, bem-humorado, tem uma capacidade absurda de rir de si próprio(o que acho superimportante na personalidade de um personagem – ou de uma pessoa real, que fique claro.), e é um apaixonado e otimista inveterado. A consciência que ele tem da possibilidade de mudança de personalidade que o mundo virtual dá às pessoas é bem lúcida; viver uma vida dentro de outra vida é um chamariz sedutor e todos os personagens principais se deixam levar por ele, mas há, claro, um amadurecimento com relação a essa visão mais à frente na leitura.
Agora vou me focar nos outros caça-ovos que acompanham Parzival (o nome do avatar de Wade) no placar e que são parte de sua caçada: amigos e competidores. Aech é o melhor amigo de Parzival e com ele cria-se uma competição gostosa sobre qual deles conhece mais determinado assunto ou joga melhor determinado jogo. São amigos e confidentes, falam de tudo, exceto de sua evolução na caça ao ovo: trocam ideias gerais, nada específico, o lema deles é cada um por si. Art3mis é a blogueira que faz o coração de Parzival pulsar mais forte: com um humor ácido e sempre com uma resposta ferina na ponta da língua. Daito e Shoto também fazem parte da caça aos ovos, mas papel deles é mais secundário.
O enredo tem inspiração clara em Matrix, com a diferença de as pessoas estarem no mundo virtual tendo consciência de suas vidas reais. E é nos anti-heróis do livro que vemos a maior relação com o filme. Os funcionários da IOI buscam os ovos de Páscoa de Halliday com um afinco de quem tem em mente dominar o mundo – nem que ele seja apenas o virtual. Sorrento é o chefe de vários avatares que são conhecidos como “os Seis“, já que não têm nomes, apenas números sequenciais todos iniciados com o numeral 6. É impossível não relacioná-los ao Sr. Smith e seus asseclas do mal!
Ernest Cline nos faz viajar por meio de filmes, músicas, videogames antigos e principalmente, nos faz imergir de uma forma sedutora em sua criação virtual: o OASIS. As descrições são tão bem-feitas e o lugar tão encantador que quando saímos da cena, fica a impressão de que estávamos REALMENTE no local. Também adorei o fato do livro ter início, meio e fim. Quando comecei a ler e percebi que a caça era destinada a 3 chaves e 3 portões, logo imaginei que me veria enfrentando mais uma trilogia… NÃO! A história começa e acaba! É um livro único!
Os direitos do livro já foram comprados para virar filme! Aguardem MUITO efeito especial e diversão!
Recomendado? Acho que minha resenha fala por si própria!
(…) – Bela roupa, bobão – ele disse – Onde conseguiu esses trapinhos?
(…)
- Sua mãe comprou pra mim – eu disse, sem parar de caminhar. – Agradeça por mim da próxima vez que você for pra casa mamar na teta e pegar sua mesada. – Infantil, eu sei. Mas virtual ou não, aquilo ainda era um colégio… Quanto mais infantil o insulto, melhor.Página 42

Playlist
- Wham! – Wake me up before you go-go
- Peter Gabriel – In your eyes
- Van Halen – Jump
PsychoComics – Jambocks!
Saudações, galera. Tio Walter voltou para falar sem cortes. Ou seja, para pagar um tremendo mico e falar sobre um quadrinho brasileiro muito bom: Jambocks! Assista ao vídeo (que ficou grande!) e conheça. E ATENÇÃO: Tem sorteio das HQs de Torre Negra e de Jambocks. Para participar, basta assistir ao vídeo e fazer um comentário relevante. No próximo PscychoComics, o tio vai fazer um sorteio estilo "Trapalhões". Assista e participe!
Celso Menezes (texto) e Felipe Massafera (arte)
Páginas: 48
ISBN: 8560090215
Publicação: 2010
Compre:
Sinopse:
O livro 'Jambocks!' conta a história do 1º Grupo de Aviação de Caça brasileiro através dos olhos de Max, um jovem pacifista que queria ser escritor e foi parar no maior conflito da História da humanidade. Dividido em quatro partes, 'Jambocks!' contará como foram os primórdios da Força Aérea Brasileira e sua atuação na guerra.
Resenha: Jessica Rules the Dark Side
Olá, Pessoal!
Hoje vou comentar sobre um livro que ainda não foi lançado no Brasil, Jessica Rules the Dark Side é o segundo volume da série Jessica da autora Beth Fantaskey. O primeiro livro Jessica's Guide to Dating on the Dark Side, foi lançado no Brasil pela editora Sextante com o título: Como se livrar de um vampiro apaixonado.
1- Como se livrar de um vampiro apaixonado (2010) | Resenha
1.5 - O casamento | Leia gratuitamente
2- Jessica Rules the Dark Side (disponível em em inglês 2012)
Atenção: pode conter spoiler do primeiro livro da série!
Jessica Rules the Dark Side
Beth Fantaskey
Páginas: 320
ISBN: 0547393091
Publicação: 2012
Compre:
[Leia um trecho]
Sinopse:
Eighteen-year-old vampire princess Jessica Packwood is in for the fight of her life--and her husband's--when Lucius is accused of a horrible crime and Jessica, trying to prove herself worthy of the throne, faces betrayal by those closest to her.
Thanks Beth for being so kind and provide me a ARC copy.
Resenha: A Jornada
Editora: Novo Conceito
ISBN: 8563219537
Páginas: 200
Lançamento: 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Saraiva
Sinopse:
Comentários:
(…) Isso foi a pior coisa que mamãe poderia ter me dito. Eu sei que a minha mãe é inteligente, mas contece alguma coisa no cérebro das pessoas quando elas ficam velhas. Alguma coisa interfere de um jeito que elas param de acreditar em fadas, fantasmas, e também em milagres, (…)Página 190

Playlist:
Lynyrd Skynyrd – Tuesday’s Gone
Pearl Jam – Rival
Resenha Dupla: Just Listen
Comprei Just Listen por mero acaso, estava olhando alguns livros na Fnac e enquanto meus sobrinhos escolhiam quais livros iriam levar, sentei para ler o primeiro capitulo e sentir o estilo da Sarah Dessen - eu já tinha ouvido falar muito dessa autora, porém nunca tinha lido nada dela- , acabei levando o livro para casa, mas ele ficou na estante por algum tempo antes que eu o pegasse para ler e quando terminei a leitura pensei: Por que não o li antes?
Annabel é uma garota cheia de segredos, completamente fora de seu ambiente. Se viu, do dia para a noite, deposta de ser uma das garotas mais populares da escola para uma pária. Afastada de tudo e todos, uma nova amizade surge, e seus segredos passam a ser revelados.
A narrativa é em primeira pessoa, acompanhamos a visão de Annabel durante todo o livro. A história é focada em presente e passado, durante toda a leitura a protagonista nos dá relances de seu passado, mostrando as cenas que moldaram sua personalidade.
A abordagem familiar que Sarah dá ao livro é sensível e cativante. Annabel é a mais nova de três irmãs, está sempre tentando se fazer de invisível para a família, se anulando para que os problemas com suas irmãs mais velhas – Kirsten e Whitney – sejam a única preocupação dos pais.
A invisibilidade de Annabel esconde uma garota que sofreu alguma coisa tão terrível no final do último ano, que ela não perdeu apenas sua melhor amiga, mas também o respeito próprio. Sua família está tão absorvida na depressão da mãe, distúrbios alimentares da Whitney, mudança de vocação da Kristen que não percebem que a felicidade familiar na mesa de jantar é apenas aparente para quem passa na rua e avista a família da casa de vidro.
Owen, o novo amigo de Annabel é um personagem muito bem-construído e verdadeiro. Aliás, essa é uma características forte em todos os personagens da Sarah: nenhum deles é bonzinho demais ou mau ao extremo. Todos têm sua dose do bem e do mal, entremeada em sua personalidade. Cabe a cada um a sua descoberta e para que lado pender sua característica. O famoso livre-arbítrio, que torna a narrativa ainda mais real.
Não tenho palavras para dizer o quanto gostei do Owen, um dos melhores personagens masculinos de literatura jovem-adulto que já li. Ele ensina à Annabel, que ela deve ser verdadeira com todos, a começar com si mesma, sem ser politicamente correto, ele é um personagem bem real, eu ficava ansiando por ler as páginas onde ele fazia parte da cena.
Os personagens são complexos e bem construídos, mesmo os que tem participação secundária, como Kirten e Whitney, elas têm uma relação complicada e bela, impossível não se emocionar com a cena da exibição do filme que a Whitney produziu, ou com o que a Kristen escreveu.
A leitura flui muito bem e é impossível não se envolver completamente na história: rir, chorar, sentir raiva, revolta, medo… Amei a forma de escrita e estou muita interessada em ler outro livro da autora.
Da mesma autora, li A Caminho do Verão (resenha) e devo dizer que a Sarah definitivamente me conquistou com sua escrita, personagens e temas abordados.
“(…) A verdade era que minha amizade com Sophie era complicada e várias vezes me perguntei porque ela era minha melhor amiga. Afinal de contas, eu estava sempre pisando em ovos perto dela ou sendo obrigada a ignorar comentários grosseiros aqui e ali. (…)”
Página 99
(…) Eu estava começando a perceber que não se deveria ter medo apenas do desconhecido. As pessoas que mais conhecem você podem ser as mais ameaçadores, pois o que elas dizem e pensam a seu respeito pode não ser apenas assustador, mas também verdadeiro.Página 59
| Alba |
| Mari |
Adele – Someone Like You
Resenha – Jubiabá
Jorge Amado
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 360
ISBN:9788535913545
Publicação: 2008
Compre: Submarino | Saraiva | Cultura
Preço sugerido: R$ 49,00
Resenha: Julieta Imortal
Editora: Novo Conceito
Páginas: 240
ISBN: 9788563219572
Lançamento: Novembro 2011
Skoob
Compre: Saraiva
Sinopse:
Comentários:
Muitas pessoas conhecem a história de Romeu e Julieta escrita por Shakespeare, Stacey não mudou o que ele escreveu, apenas nos mostrou que essa é a versão que Romeu o ajudou a escrever e que na verdade, Julieta foi assassinada em troca da imortalidade de Romeu.
O primeiro capítulo é breve e se passa em Verona de 1304 e mostra um casal apaixonado. Logo em seguida somos transportados para os dias atuais na Califórnia, onde a trama irá se desenvolver.
Há 700 anos Julieta luta contra Romeu, ela tem o dever de preservar o amor, as almas gêmeas, ele encontra prazer ao destruir vidas, antes amantes e agora inimigos, Julieta é uma Embaixadora da Luz, mas não tem mais tanta certeza se é isso mesmo o que ela quer para sua eternidade, enquanto Romeu tenta convencê-la de que há uma esperança para os dois, mas por ter passado sua vida toda mentindo, é difícil acreditar nele.
O livro é narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista da Julieta, que não conseguiu me conquistar, ela é tão contraditória e reclamona, que deve ser chato conviver com ela. Romeu é uma grande inógnita, já que Julieta o odeia, fica difícil saber quais são suas verdadeiras intenções.
A narrativa é rápida e fluida, porém o enredo não me conquistou, tudo acontece rápido demais, muitas perguntas ficam sem resposta, o universo de Embaixadores da Luz e Mercenários também não me convenceu.
Vale lembrar que esta é a minha opinião, você pode ler e gostar muito do que vai encontrar
Sei que deveria me mover. Deveria abrir a porta e sair dali antes que o momento esquentasse, mas não consegui. Por alguma razão… não consigo. Estou perdida nele, na paixão de seus olhos, na suavidade do seu toque, na certeza de suas palavras.
Página 35
Playlist:
Taylor Swift – Love Story
Adele – Someone Like You
Maroon 5 – She will be Loved
Resenha: João & Maria
Boa noite, gentesss!! \o/
Hoje vou falar de um livro super-romântico *.* ! Ele é narrado por duas vozes: Ana Paula Bergamasco e Marcos Bulzara. A Ana me mandou o arquivo em pdf para eu poder contar em primeira mão as minhas impressões para vocês. Bora lá?
João & Maria
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Lançamento dia 29 de outubro na Bienal da Bahia
Sinopse: O que você escolheria: O Amor ou a Razão? Maria é bonita, estudiosa, avessa à badalação e tradicional. João é lindo, extrovertido, arrogante e vocalista de uma banda de rock. …Ela jamais se aventurou numa paixão. Ele já singrou pelos mares de um amor fulminante. Eles não têm nada em comum. Mas foram feitos um para o outro.
Comentários:
Ana Paula e Marcos se juntaram para escrever um livro completamente diferente das obras que haviam escrito anteriormente – Apátrida e O Arquiteto do Esquecimento. Confesso que não sabia muito o que esperar, sabia que os dois autores tendiam mais ao drama, mas já havia conversado com a Ana, e ela tinha me dito que o livro era mais leve. A forma de escrita dos dois realmente me surpreendeu.
O texto é apresentado sob a visão dos dois protagonistas – João e Maria. A forma que os personagens são apresentados é bem dinâmica e interessante. Cada um dos autores escreveu sob o ponto de vista de um personagem, então é possível enxergar o enredo ora sob a visão de Maria e ora sob a de João.
A história evolui em 6 anos, desde que Maria conhece João por meio do concurso de televisão, até o dia em que os dois finalmente se encontram. A forma que as duas histórias caminham em paralelo é bem interessante.
Maria é uma personagem chata – devo confessar – ela é (como a Ana mesmo definiu) a antítese de João, em todas as características que ele brilha, ela se apaga. João é extrovertido, sociável, namorador, cativante… Maria é calada, retraída, um poço de dúvidas e insegurança. Entendo que havia a necessidade dessa composição para a personagem, mas nem isso me fez gostar mais dela.
O romance é apresentado de forma gradual, há claro, obstáculos para que os dois personagens fiquem juntos e um deles é Pedro, o noivo de Maria e amigo de João. Pedro é bem-construído e caracteriza muito bem o seu papel dentro da narrativa.
A narrativa é feita na primeira pessoa, durante a leitura, acompanhamos o desenrolar do mesmo fato sob a visão de cada um dos personagens, esse foi um recurso interessante e bem-utilizado pelos autores. Algumas vezes em cenas em que Maria tomava alguma atitude ou deixava de fazer algo, eu me via questionando com ansiedade qual seria a visão de João do ocorrido.
A similaridade da escrita dos dois autores é notável! Esqueci em muitos trechos que se tratava de dois autores escrevendo o mesmo livro. Acredito que essa característica seja o que deu certo na parceria dos dois. Os dois escrevem muito bem e de forma parecida. O resultado só poderia ser um livro gostoso de ler.
Pontos negativos: O livro foi escrito em 40 dias. A escrita é dinâmica e não acredito que muito se perdeu por conta disso, mas, percebi durante o texto que alguns pontos poderiam ter sido melhores ressaltados e talvez mais bem explicados. O que também não me agradou foi a idade dos personagens, ambos já são adultos – com mais de 20 anos – mas algumas atitudes dos dois não se encaixavam – pelo menos para mim – na faixa de idade escolhida para eles. Acredito que se o livro tivesse como foco personagens adolescentes, ficaria mais crível.
No geral é uma leitura agradável e rápida. Li o manuscrito em questão de horas e o romance realmente me cativou.

Playlist:
Pitty – Equalize
Paralamas do Sucesso – Antes que eu Vá
Resenha: 4 de Julho
Com uma narrativa envolvente e fluida, James Patterson nos arrasta para o mundo de Lindsay Boxer, li o livro em uma tarde de domingo, não consegui deixá-lo de lado enquanto não cheguei ao final.
Esse é o quarto livro da série, mas não fiquei perdida durante a narrativa, é claro que é perceptível que Yuki é a mais nova integrante desse clube e que antes dela, houve outra advogada, mas isso não influencia na história.
Lindsay é a primeira tenente mulher da Polícia de São Francisco, é vista por todos seus colegas como uma policial exemplar, mas ao perseguir um carro suspeito de envolvimento em um crime, ela acaba atirando em dois adolescentes, um deles morre e seus pais resolvem processá-la. Mesmo tendo agido em legítima defesa, é bem possível que o caso vá a julgamento.
Enquanto isso, ela é obrigada a se afastar de seu cargo e resolve passar uns dias na casa de sua irmã que mora na praia de Moon Bay, mas logo ao chegar, ela descobre que crimes bizarros estão acontecendo e que o ‘modus operandi‘ é semelhante ao seu primeiro caso, ocorrido há 10 anos e até o momento sem solução. Sem se importar em descansar, nem mesmo estar fora de sua jurisdição, Boxer quer ajudar na investigação desses crimes.
O enredo é bem estruturado, gostei do modo como duas estórias paralelas se desenvolveram, envolvendo o mesmo personagem, os breves momentos contados por um dos assassinos conferem uma dinâmica gostosa à leitura. Eu tinha uma lista de suspeitos até aproximadamente o meio do livro, mas próximo ao final, ela mudou e só acertei uma suposição. A motivação para esses assassinatos foi bem sacada, mas não foi uma surpresa para quem estava atento às dicas.
Mesmo com a leitura agradável, não leva cinco estrelas por não trazer nada de surpreendente ou diferente, já li muitos livros policiais, então acho que fiquei um pouco exigente. É uma ótima leitura para quem quer começar a ler esse estilo de livro, para os mais ‘experientes’ nessa área, vale a dica, mas não tenha expectativas muito altas
Jacobi chamava a ambulância quando a garota levou a mão no bolso da jaqueta e inesperadamente tirou um objeto que fez meu sangue congelar nas veias.
Página 15
Playlist:
Jackson Browne – Running on Empty
Bruce Springsteen – Born to Run
Eagles – Hotel California
























