Resenha: O que você quiser

Oi, gentes

Hoje vou falar de mais um livro dessa nova onda de eróticos.

Prometo que é meu último! Pelo que entendi o livro é uma série, mas não encontrei mais informações sobre sua continuação. Bora lá saber o que eu achei?

O que você quiser

O que você quiser

Sara Fawkes

Tradutor: Júlio de Andrade Filho
Editora: Planeta
Páginas: 304
ISBN: 9788542200034
Publicação: 2013
Preço de Catálogo: R$29,90
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Sinopse:

O trabalho temporário de Lucy Delacourt não é o emprego dos sonhos, mas paga suas contas. O momento alto de seu dia é andar de elevador com um atraente desconhecido. Tudo muda no dia em que o desconhecido a seduz. Completamente fora de si, ela se entrega sem nenhuma resistência, mas não imagina que aqueles momentos de delírio com um homem que ela nem sabe o nome irão mudar sua vida para sempre. Isso porque o rapaz sexy é ninguém menos do que Jeremiah Hamilton, um bilionário executivo que não se contenta com uma noite para satisfazer seu prazer. Conforme o endinheirado envolve Lucy em seu mundo de ambiciosos negócios e audaciosas aquisições, ele exige nada menos que sua total rendição.

[Continue a ler]

Sobre o autor

Alba Milena, casada, 35 anos, é mãe do menino mais lindo do mundo: o Lucas. Supereclética nas suas escolhas de leitura, nutre um ódio profundo e inexplicado por Danielle Steel. Também pode ser encontrada no @AlbaMilena.

Resenha Dupla: O que aconteceu com o adeus

Boa noite, gente!

Voltamos com Sarah Dessen, que é a melhor autora – em nossa opinião – no gênero romance contemporâneo! Bora lá saber o que a gente achou do lançamento da Editora iD, mas antes, confiram abaixo as resenhas que já fizemos dos livros dela:

A caminho do verão
Just Listen
Lock and Key

Alba – vermelho

Mari – lilás

O que aconteceu com o adeus

O que aconteceu com o adeus

Sarah Dessen

Skoob
Tradutor: Áurea Akemi Arata
Editora: Editora iD
Páginas: 424
ISBN: 9788516081720
Publicação: 03 de abril de 2012
Preço de Catálogo: 43,90
Compre:

Sinopse:

Desde o amargo divórcio de seus pais, McLean e seu pai, um consultor de restaurante, se mudaram para quatro cidades em dois anos. Separada de sua mãe e da nova família de sua mãe, McLean seguiu com seu pai para deixar o passado infeliz para trás. E cada novo lugar dava-lhe a chance de experimentar uma nova personalidade: de líder de torcida a diva do drama. Mas agora, pela primeira vez, McLean descobre um desejo de ficar em um lugar e apenas ser ela mesma, quem quer que ela seja. Talvez Dave, o cara da porta ao lado, possa ajudá-la a descobrir. Combinando a marca registrada da escrita graciosa de Sarah Dessen, ótimos personagens, e a atraente história, What Happened to Goodbye é uma leitura irresistível.

Comentários

Não me canso de falar para as pessoas lerem a Sarah Dessen, sua escrita é única, a princípio a premissa do enredo parece simples e até um pouco clichê, mas o desenvolvimento do livro se dá de forma tão extraordinária que é impossível não se apaixonar por sua escrita. No Brasil já foram lançados três livros (Just Listen, A Caminho do Verão e O que aconteceu com o adeus) e espero que os outros não demorem a chegar.

Não resisto a reforçar a indicação, apesar da Mari ter descrito tão bem a forma de escrita da Sarah. Seus livros parecem simples, corriqueiros; até mesmo despretensiosos. Mas quando lemos, um sentimento que é aparentemente simples no personagem nos sentimos arrebatadas de uma maneira única.

Mclean era uma garota comum, com amigos, namorado, escola, festas, até que depois de um escândalo seus pais se separaram e ela sofreu muito durante todo o processo. Ela resolve morar com seu pai, que é um chef de cozinha e consultor de restaurantes, o único problema é que ele muda muito de cidade, em dois anos Mclean e seu pai já moraram em 4 lugares diferentes. Em cada um desses lugares, ela assumiu uma personalidade e nome diferentes, podendo assim ‘escapar‘ do seu passado e experimentar a vida de uma outra forma. Em Lakeview a situação muda. Mclean não consegue ao menos mudar seu nome, faz amizades importantes e conhece Dave, um garoto nada comum que pode ajudá-la a se encontrar.

A história de Mclean é a mais simples quando comparada com os outros livros que li da Sarah até o momento. Aparentemente rasa em sem grandes questionamentos, a autora vais desnudando a personagem, mostrando camada a camada seus verdadeiros problemas e suas causas. É maravilhoso acompanhar o crescimento dos personagens e o amadurecimento dos relacionamentos. Nada com pressa, nada arrebatador. Tudo a seu tempo.

A narrativa é feita em primeira pessoa, sob o ponto de vista da Mclean. A narrativa é tão fluida que a mais de 400 paginas se vão sem que o leitor ao menos perceba que está chegando ao final. Sarah é capaz de despertar todos os tipos de emoções no leitor, fiquei maravilhada com o mundo dos restaurantes, animada com toda a paixão pelo basquete, maravilhada com a montagem da maquete, sufocada com os telefonemas da mãe e desapontada com a desatenção do pai da Mclean. Cada personagem tem sua importância dentro da trama, é possível se conectar com todos eles e, devo confessar, que já estou com saudades dessa turma!

O que eu mais gosto nos livros da Sarah é que ela não supervaloriza o romance. Ele existe, assim como em nossa vida, mas nem tudo são flores e acabam com um final feliz. A incerteza do que está por vir, faz com que os personagens e seus relacionamentos pareçam reais.

A fluência da escrita é realmente curiosa. Em alguns momentos é possível se questionar – sim, a gente como leitor – o que naquela história chama tanto a atenção e faz com que a leitura seja tão viciante. Em alguns trechos, reconheci os acontecimentos mornos, com situações corriqueiras e nada muito chamativo, mas, mesmo assim, o texto não perde a cadência! A veracidade de como um relacionamento se dá e a ótima construção dos personagens são realmente incríveis!

Ainda está em dúvida se vai ler esse livro? Então vou dizer com todas as letras: LEITURA MAIS QUE RECOMENDADA. LEIAM!

Vai, gente! Não ouviram (leram) a Mari? CORRAM!

(…) Algumas pessoas pisam em rachaduras, batem na madeira ou jogam sal por sobre os ombros. Eu nunca deixava de olhar para o céu noturno sem encontrar pelo menos três constelações. Isso fazia com que eu me sentisse mais segura, mais centrada. Era como se não importasse onde estivesse, eu poderia encontrar algo possível de ser reconhecido.
Foi mamãe que me ensinou sobre as estrelas. (…)

Página 47

(…) Se ao menos você pudesse usar um sistema à prova de erros para saber quem valia a pena manter e quem deveria ser dispensado. Seria muito mais fácil movimentar-se pelo mundo, pegando e escolhendo que conexões fazer ou não fazendo nenhuma.

Página 227

5 Estrelas

Alba

4 Estrelas e meia

Mari

Playlist

  • Adele – Someone like you
  • Foo Fighters – Walk

Sobre o autor

Leituras, resenhas, novidades e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha: Qualquer Chão Leva ao Céu

Olá, Pessoas!

Minha resenha de hoje é sobre uma história comovente capaz de encantar e conquistar até mesmo os mais ogros. Se não conquistá-los, garanto que ao mesmo irão refletir sobre o tema abordado.

Bora conferir?

Qualquer Chão Leva ao Céu

Qualquer Chão Leva ao Céu

Cristina da Costa Pereira

Editora: Escrita Fina
Páginas: 142
ISBN: 9788563877451
Publicação: 2011
Compre:

Sinopse:

Um convite ao respeito à diferença entre povos." Mais do que contar a história de Jorge, um menino brasileiro, filho de uma família pobre, que como tantos outros vai morar na rua, e do cigano Latsi, que perdeu a mulher e o filho num desastre de automóvel e acaba afastado do seu povo, Qualquer chão leva ao céu: a história do menino e do cigano revela a possibilidade de um convívio pacífico entre povos diferentes. Ao contrário de vários exemplos caricaturais da literatura universal, aqui os ciganos não são apresentados de forma estereotipada, sempre dando maus exemplos e péssimos conselhos. Apenas são mostrados com costumes e tradições diferentes das nossas, que não somos ciganos. Este livro é a celebração da diversidade.

[Continue a ler]

Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muito fã de autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

Resenha | Sorteio de Marcadores: Qual seu Número?

Boa noite, gentess!! \o/

Hoje vou falar de um chick-lit. Para quem não conhece o termo, são livros focados em mulheres na casa dos 30 anos, que passam por alguns obstáculos e não são perfeitas de forma alguam. O toque de humor é uma características superpresente nesse gênero. Bora lá saber o que eu achei da leitura? =)

Qual seu Número?
Karyn Bosnak

Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219893
Publicação: 2011
Páginas: 414
Compre: Cultura | Saraiva
Skoob

Sinopse: Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer o passado e começar uma linda história de amor? Qual Seu Número? revela os segredos de cada mulher e prova que, quando se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.

Comentários:

Sabem gentes… Estou desesperadamente tentando fugir de um clichê, mas tá difícil… Toda vez que penso o que senti ao ler “Qual seu Número?“, me vem apenas uma frase à mente. Estão preparados? É bem brega… Bora lá:

“Uma lufada de ar fresco!”

Eu avisei… Mas foi exatamente assim que me senti, não posso mudar os fatos. “Qual o seu Número?” é desses livros que te fazem suspirar, rir, se emocionar, rir de novo, torcer, xingar, rir mais um pouco, ficar com vergonha (sim!) e por fim, rir um pouco mais, afinal, ninguém é de ferro.

Delilah está perto de completar 30 anos, e como toda boa protagonista de chick-lit, se vê num beco sem saída: sem emprego, sem namorado e o pior, acaba de descobrir que é uma garota fácil. Sim, isso mesmo. Segundo uma pesquisa que ela tomou conhecimento, as mulheres americanas dormem em média com 10,5 homens durante toda a vida! Nossa protagonista chegou ao seu limite: 19, e não quer passar um homem sequer além desse número. Resultado: sai à procura de seus ex-namorados para ver se algum tomou jeito e merece uma segunda chance com ela.

As possibilidades do enredo são todas exploradas, com direito a listinha escrita pela própria Delilah, descrevendo cada um de seus ex-namorados e com comentários nada sutis sobre cada um deles. A autora escolheu apresentar a história em primeira pessoa, gostei bastante do forma que ela conduziu as lembranças da protagonista com cada um de seus ex.

A famíla de Delilah é super bem aproveitada. Sua mãe é uma mulher franca, meio desbocada e superpreocupada, que não perde a chance de se meter na vida amorosa da filha e a comparar com a da  sua irmã mais nova, que está prestes a se casar. Tudo é feito de forma bem leve e divertida.

Os suspiros da leitura ficam por conta de Curtis, o vizinho supersexy de Delilah. *.* Basta acrescentar que o ator responsável por trazer Curtis à vida nos cinemas foi Chris Evans! Er… Preciso dizer mais?? É facinho imaginar o ator durante todo o enredo!

Qual seu Número” é desses livros para ler e esquecer da vida. Super-recomendado para todos que gostam de dar boas risadas e acompanhar um bom romance.

“Como o padre continua sem me responder, um círculo vicioso começa. Fico nervosa, e isso me faz suar. Por sua vez, isso me faz cheirar à bebida, o que me deixa ainda mais nervosa, o que me faz suar ainda mais, o que me faz cheirar ainda mais à bebida. Eu me sinto como se estivesse em um daqueles longos comerciais que passam na Tv a cabo de madrugada, e que as pessoas ficam repetindo sempre as mesmas coisas (…)”.
Página 50

Playlist:
Beach Boys – Good Vibration
The Monkees – I’m a Believer

E essa capa do livro é por causa do filme, que acabou de ser lançado aqui no Brasil, mas ó, só pelo trailler dá pra pareceber que mudaram TUDO! Vontade ZERO de assistir! Mudaram até mesmo o NOME da protagonista! Qué dizê…

Sorteio de 3 kits de Marcadores entre todos os comentaristas da resenha! Basta seguir as regras, e se jogar:

1. Ter endereço de entrega no Brasil
2. Deixar aqui nesse post, juntamente com um comentário PERTINENTE à resenha, seu e-mail ou twitter. 

Pronto! Simples assim! O sorteio vai ser realizado no domingo (30/10) às 18hs! Boa sorte a todos!

Sobre o autor

Alba Milena, casada, 35 anos, é mãe do menino mais lindo do mundo: o Lucas. Supereclética nas suas escolhas de leitura, nutre um ódio profundo e inexplicado por Danielle Steel. Também pode ser encontrada no @AlbaMilena.

Resenha | Sorteio: Amanhã #6 e #7

Olá Pessoal!!!

Hoje vou finalizar meus comentários sobre a série Amanhã com os dois últimos livros, não se preocupem, aqui não tem NENHUM SPOILER dos livros anteriores e se você ainda não começou a ler a série, tenho certeza que depois desse ‘empurrãozinho’ você vai começar a desejá-la!

1- Amanhã: Quando a Guerra Começou | Resenha;
2- Amanhã: O Silêncio da Noite | Resenha;
3- Amanhã: No Terceiro Dia, a Geada | Resenha;
4- Amanhã: Escuridão Seja Minha Amiga | Resenha;
5- Amanhã: Vingança em Chamas| Resenha;
6- Amanhã: Quem Tem Medo da Noite?;
7- Amanhã: O Outro Lado do Amanhecer.

QUEM TEM MEDO DA NOITE?
John Marsden

Editora: Fundamento
Páginas: 212

ISBN: 8576764164
Lançamento: 2010
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva

Sinopse:

Uma guerra detrói prédios, casas e pontes de um país, assim como vidas inteiras, o jeito de ser e de pensar de seus habitantes. Seré que Ellie perdeu para sempre sua doçura e sua gentileza? O destino colocou outra vez Ellie e seus amigos diante de um desafio – cuidar de um grupo de órfãos da guerra, extremamente afetados pelo horror que viram e viveram. Não vai ser fácil para cinco adolescentes – um pouco mais velhos que essas crianças – tomarem para si essa responsabilidade. Enquanto provam, com a ajuda das crianças, que ainda há espaço para a esperança e a afeição em seus corações, Ellie e seus amigos não podem esquecer que a morte os espreita em todos os lugares. Os cinco lutam para escapar de perigosas armadilhas e precisarão de muita força, coragem e sangue-frio para sobreviver ao inimigo que invadiu sua pátria. Será esse o fim de Ellie e seus amigos?
O OUTRO LADO DO AMANHECER
John Marsden

Editora: Fundamento
Páginas: 288
ISBN: 8576767597
Lançamento: 2011
Skoob
Compre: Livraria Cultura | Saraiva

Sinopse:

Chegou o dia D. Tudo pode mudar. Há uma chance de atingir seriamente o inimigo. O coronel Finley tem uma missão especial para os cinco amigos – destruir outro local importante, um ‘centro de gravidade’. A tarefa é das mais ambiciosas. Se eles forem bem-sucedidos, vão impor uma grande derrota aos invasores. Mas, para acertar o alvo, contam apenas com a própria coragem e explosivos do exército neozelandês. Infelizmente, para Ellie, algo dá muito errado. O pior é que seus amigos também estão encrencados, e ela nada pode fazer. Mas, no meio do caos, surge uma esperança. Chega a melhor notícia que todos poderiam esperar.
Comentários:
Essa série foi me conquistando aos poucos, ao receber o primeiro livro para resenha, nem dei muita bola pra ele, mas assim que comecei a ler, fui me envolvendo de um jeito, que não conseguia sossegar enquanto não terminava um livro e em seguida já queria ler o próximo da série.

A escrita de John é bem envolvente, a narrativa é feita sob o ponto de vista da Ellie, como se ela estivesse escrevendo em um diário, ainda assim, você sente que conhece todos os personagens envolvidos. O amadurecimento e ‘endurecimento’ desses adolescentes é crescente e condizente com tudo o que eles passam, suas aventuras não tem nada de extraordinário, são sempre bem pensadas, muitas vezes dão certo, outras nem tanto. O autor é cruel, bem como uma guerra, então preparem-se para ver muita gente morrer, aqui, ninguém é invencível e todo cuidado é pouco.

Em Quem tem medo da noite? Ellie e seus amigos resolvem ajudar algumas crianças de Stratton, como se eles já não tivessem problemas suficientes, agora precisam convencer essas crianças que eles querem apenas ajudá-los e conquistar a confiança deles, não será nada fácil! Eles estão a caminho do Inferno, o único lugar onde eles se sentem seguros, mas no meio de uma guerra, até quando isso será possível?
Depois dos acontecimentos em Vingança em Chamas, Ellie está mais mau-humorada que nunca, quer ajudar as crianças, mas depois de passar por todos os horrores dessa guerra, já não sabe mais como dar carinho, nem por onde começar a perdoar.

Ellie, ultimamente você anda terrível. É verdade, mas, se eu não falar isso, ninguém vai falar. Você não percebe o que está acontecendo? Você mudou demais. A guerra está fazendo você ficar uma pessoa tão dura e horrível que há momentos que fica irreconhecível. Parece que está perdendo toda sua bondade, compreensão e gentileza…

Página 57

No desfecho da série, O Outro lado do amanhecer, Ellie e seus amigos irão participar do dia D, organizado pelo Coronel Finley e o fim da guerra vai depender do sucesso dessa operação, com o inimigo cada vez mais próximo e alerta, não vai ser nada fácil explodir alguma coisa e sair ileso.
A leitura é tensa e angustiante do começo ao fim, no meio da leitura, acontece uma coisa terrível que eu não queria acreditar, tinha esperanças que isso mudasse até o final. Acho que de todos da série, esse foi o mais frenético, principalmente por saber que é o último da série, você fica torcendo para tudo terminar logo e não acontecer nenhuma grande tragédia.

Gostei muito do final que o autor escreveu, muitas vezes quando a série é grande, o autor acaba se perdendo, muda o foco inicial, mas nada disso aconteceu em Amanhã, é claro que alguns livros são um pouco mais fracos, mas todos eles me fizeram desejar a leitura do próximo.

Não sabia se tinham me visto, mas achava que não. Só que iam ver dali a pouco. Achei, de verdade, que seria o fim. Não tinha onde me esconder. Dei uma arrancada, mas sabia que não ia aguentar aquele ritmo por muito tempo. Minha energia tinha se esgotado…

Página 130
Quem tem medo da noite?

O Outro lado do amanhecer

Playlist:

Queens of Stone Age – Song for the Dead
Foo Fighters – Next Year
Audioslave – Broken City

E para aqueles que ficaram interessados na série, nós vamos sortear 3 Kits contendo:

  • 1 livro Amanhã: Quando a guerra começou;
  • Marcadores diversos da Editora Fundamento.
Regras do Sorteio

1- Seguir o blog PUBLICAMENTE pelo Google Friend Connect (basta ter uma conta no google/gmail/orkut/twitter e clique no botão SEGUIR na coluna do lado esquerdo do blog);
2- Deixar um comentário neste post sobre a resenha;
3- Preencher o formulário abaixo;
4- Ter endereço de entrega no Brasil.

  • Para ganhar mais números de sorteio, preencha o formulário novamente para cada nova divulgação.

Para divulgação no Twitter é OBRIGATÓRIO ser seguidor do @psychobooks e @Ed_Fundamento  

Eu quero o kit Amanhã: quando a guerra começou que o @psychobooks e @Ed_Fundamento estão sorteando! http://tinyurl.com/65xre6t

ATENÇÃO: Nesse sorteio será permitida a inscrição de 10 tweets por dia, não importando o horário, mas não se esqueça de preencher novamente o formulário para cada novo tweet. Mande o link do tweet, clicando embaixo do tweet onde aparece, por exemplo: less then 10 seconds…

Banner de Divulgação:

A promoção tem início hoje (08/10/11) e vai até dia 08/11/11 às 18:00h . O sorteio será feito pelo site Random. Os vencedores serão notificados com um e-mail e tem até 3 (três) dias para respondê-lo, caso contrário um novo sorteio será realizado. O resultado será anunciado no twitter e publicado aqui nesse post. Ao receber o e-mail com os dados do ganhador, respondemos com um aviso. SE VOCÊ NÃO RECEBEU O AVISO MANDE OUTRO E-MAIL.

09/11/11 – Atualização

RESULTADO DO SORTEIO:

Parabéns Adriana Santos Oliveira, Guilerme de Melo Bressan e Tiago de Souza Pereira!!!!

Vocês têm três dias para responder nosso e-mail, caso contrário, um novo sorteio será realizado ;)

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

Resenha Dupla: Quando cai o raio

Boa Noite, genteeeee! \o/
Olá!
Hoje vamos falar de uma série que, apesar de ser estreante no Brasil, já foi encerrada nos Estados Unidos de forma BRILHANTE. Sim, eu (Alba) já li todos os livros da série e super-recomendo:
Quando Caio o Raio (Brasil) – 2011
Codi Name Cassandra (EUA) – 2003
Safe House (EUA) – 2003
Sanctuary (EUA) – 2003
Missing You (EUA) –  2006
Alba – Vermelho
Tata – Verde

QUANDO_CAI_O_RAIO

QUANDO CAI O RAIO
Meg Cabot
  1. Editora: Galera Record
    Páginas: 272
    ISBN: 9788501088178
    Publicação: 2011
    Compre:
    Submarino | Saraiva | Cultura
    Skoob
    Sinopse:
Mandaram que eu escrevesse um relato, em primeira pessoa, sobre o que aconteceu comigo, falando toda a verdade e nada mais do que a verdade. Então tá. O que aconteceu comigo: fui atingida por um raio. Tudo culpa da Ruth, que resolveu que queria voltar da escola andando, para queimar uns quilinhos… Acabou que eu é quem fui queimada. Ninguém acreditou em mim, nem eu mesma, pra ser sincera. Eu não estava me sentindo mal, não tinha nenhuma marca ou machucado… Nem estava chamuscada! Mas logo as coisas começaram a mudar. Quando acordei no dia seguinte, de alguma forma sabia onde estavam as duas crianças cujas fotos estampavam a caixa de leite, aquelas do Disque-Desaparecidos, sabe? Pois é. Eu tinha certeza absoluta sobre onde elas estavam. O problema é que eu achava que estava fazendo uma coisa boa! Liguei para o Disque-Desaparecidos e avisei à simpática senhorinha onde estavam essas duas crianças, e depois mais outras… Até que dois não-tão-simpáticos agentes federais apareceram na minha escola para conversar comigo. Até parece! Agora sou foragida da justiça, tenho que ajudar um dos meninos que foram encontrados e ainda preciso disfarçar o quanto o motoqueiro da sala de detenção mexe comigo… Ainda bem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar… Certo?

Comentários:

Antes de conhecer a série A Mediadora, sempre achei que Meg Cabot era do ramo chick lit. Justamente por já ter uma ideia da escrita da Meg, em Quando Cai o Raio eu esperava um livro divertido e viciante. Não me desapontei nem um instante!
O livro é repleto de referências pop musicais e de filmes.

Jessica não era a popular na escola, estava mais pra aberração, já que vivia distribuindo socos aos garotos idiotas e sem-noções da escola. Mas na maioria das vezes a motivação para um soco era uma piada sobre sua melhor amiga, um pouco fora de peso, ou sobre o seu irmão mais velho, o que a fez ter cadeira cativa na detenção da escola. (quem nunca brigou pelo irmão que jogue a primeira pedra)

Graças a uma piada, Ruth, a melhor amiga de Jess, a convence a irem embora a pé da escola, mesmo que esteja prestes a cair um temporal e que tufões sejam comuns na cidade.

Mesmo o bonitão da detenção tendo oferecido uma carona de moto, o sonho de consumo de Jess, ela não aceita e vai a pé pra casa com a amiga e, graças a ideia maluca da amiga, um raio cai na cabeça da Jess no caminho. (Eu já fui atingida por uma descarga elétrica no pé graças a um raio e não foi nada legal #truehistory)

Nos EUA é comum a imagem de desaparecidos nas caixas de leites e, na manhã após o acidente, Jess acorda sabendo o paradeiro dos desaparecidos. Tudo culpa da Ruth, segundo ela.

Toda boa intencionada, ela começa a ligar para a central de desaparecidos para ajudar a encontrar as crianças, mais isso só acaba metendo ela numa grande confusão. (Não que ela já não vivesse em uma, mas pelo menos ela foi liberada da detenção)
O livro é narrado em primeira pessoa e a história além de superdivertida, flui super bem. Eu simplesmente devorei o livro em um dia e ri horrores das piadas e referências da Jess.


Esse é uma das famosas série de Meg em que ela usa e abusa da narrativa em primeira pessoa e arranca  boas gargalhadas dos leitores, fazendo com que a simpatia pela protagonista seja instantânea. Para quem já conhece o estilo da autora, a série cai no “um pouco mais do mesmo”. Meg costuma criar personagens realmente fortes e cheias de opinião. Foi assim com “A Mediadora” e a fórmula se repetiu na série “Desaparecidos”.


Por se tratar de um livro jovem-adulto, as referências românticas são bem leves, mas como todo protagonista da autora, Rob é bem-construído e arranca suspiros. A trama do primeiro livro é um prelúdio para o que a série tem a apresentar, e mostra de forma contundente seu potencial para os seguintes. Aqui, conhecemos os personagens, ficamos de olho nos que nos agradam e já nos vemos torcendo para alguns arremates e possíveis acontecimentos futuros.


Tive alguns problemas com a tradução do livro. Algumas frases pareceram mal-montadas.


No geral é uma série da Meg, e como tal, merece que sua continuação saia logo. O livro termina com um final para a trama proposta mas com muitas pontas soltas para o restante do desenrolar da série.

“Sim, claro, eu tinha sido tocada pelo dedo de Deus mesmo.
A pergunta era: qual dedo?

Página 153
” – Jeff disse que Ruth era tão gorda que teriam que enterrá-la dentro de um piano, que nem o Elvis.
O Sr. Goodhart engoliu.
- Isso é ridículo. Elvis não foi enterrado em um piano.
- Eu sei. – Dei de ombros. – Então o senhor entende por que não tive outra escolha a não ser bater nele.
- Bem, para ser honesto, Jess, … não, na verdade não posso dizer que entendo. O problema de você sair batendo nesses garotos é que um dia desses eles vão querer revidar, e aí você não vai ficar feliz.
- Eles sempre tentam revidar. Mas sou muito mais rápida – falei.
- Sei – disse o Sr. Goodhart. Ainda havia ketchup no canto da boca dele. – Mas um dia você vai tropeçar ou algo assim, e então vai tomar uma surra.
- Acho que não – discordei. – Sabe, recentemente comecei a praticar kickboxing.
- Kickboxing – repetiu o Sr.Goodhart.
- Isso – falei. – Comprei um DVD.

Página 40
Tata
Alba

Playlist:
No Doubt – Just Girl
Beyonce – Upgrade U
Duran Duran – Sound of Thunder
Prince – Let’s Go Crazy

Assinatura Psychobooks selo - galera

Sobre o autor

Leituras, resenhas, novidades e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha / Sorteio: O Que Falta ao Tempo

Boa noite, genteeeeee!! \o/

Hoje vou falar pra vocês de um livro com a temática mais adulta, com um toque de sobrenatural. Bora lá? E tem sorteio de 2 exemplares no final!! S2

O que Falta ao Tempo

Ángela Becerra

Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788560280858
Publicação: 2011
Páginas: 380
Compre: Submarino | Saraiva | Cultura
Skoob

Sinopse: O novo livro conta a complicada história de Mazarine, uma jovem estudante de pintura parisiense que vive sozinha numa casa no Quartier Latin. De hábitos excêntricos, Mazarine tem apenas três mudas de roupa, caminha descalça pelas ruas da cidade, levando nos ombros um longo casaco preto que chega até os pés e, no pescoço, um medalhão. Apesar disso, Mazarine consegue levar uma vida aparentemente comum aos olhos dos demais cidadãos de Paris. Mas assim que sua admiração por um dos professores do curso chega às raias da idolatria, sua história começa a tomar outra direção. Cádiz, de 60 anos, é um célebre e respeitado pintor cujo prestígio se mantém, mesmo não tendo produzido nenhuma obra relevante nos últimos tempos. Suas esperanças de renascimento artístico estão depositadas no talento natural de Mazarine para a pintura, mas essa ligação entre professor e aluna logo assume os contornos de um caso tórrido. Paralelamente ao desenrolar dessa relação, os integrantes de uma estranha seita começam a rondar e espionar a casa da jovem, em busca de algo que teria sido escondido ali há décadas. Sem ter ideia do que seja, Mazarine se vê repentinamente em perigo.

Comentários:

O livro cruza a história de Mazarine, uma pintora iniciante, Cádiz um pintor maduro, vivenciando uma fase conturbada na criação de suas obras e por consequência, sua esposa – a fotógrafa Sara Miller – que se encontra no auge da sua produção artística.

O frescor e a juventude de Mazarine servem como um novo alento na obra e na vida do pintor Cádiz a partir do momento em que ele se torna seu professor. Sua criação, que desde o início era forte e erótica, opondo mente e corpo, razão e instinto, a ponto de ser classificada como Dualismo Impudico, toma novo vigor com o início das aulas.

A tensão sexual vivida pelos dois é forte, fazendo com que até mesmo Sara perceba o risco que seu casamento corre. Todo o foco segue nesse triângulo amoroso até um elemento trazer uma nova dinâmica à história.

O mistério que cerca a casa de Mazerine e a presença de Sienna – sua Santa Adormecida – conferem uma atmosfera de realismo mágico ao romance. O suspense é introduzido pela seita que procura a santa perdida, levando risco e insegurança à vida de pintora.

A narrativa é em terceira pessoa. Achei o início truncado e cansativo, demorei a engatar a leitura. A trama cresce com a introdução do suspense e da tensão que se instala entre Cádiz e Mazarine.

A temática da idade, o declínio que o passar dos anos traz à criatividade e produção profissional e também ao corpo, permeia a história desde o início. Sara e Cádiz são aficionados por esse assunto e o temem como se fosse um monstro a rondar suas vidas.

Apesar do elemento mágico trazido pela Santa, a temática do livro é forte e o erotismo faz parte da história do começo ao fim. Há momentos, inclusive, em que a falta de pudor e de escrúpulos do casal é chocante. Respeito pelo próximo é uma coisa que não existe e isso deprime um pouco.

"- O que me diz sobre o tempo, mestre do dualismo?

- O tempo? (…) É o que nos falta, a todos nós. Nesse momento é o que me falta para chegar a você.
        (…)

- (…) Meu tempo real supera você em quase quarenta anos."

Página 65

3estrelas

assinaturaalba

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Playlist:
Selena – No Me Queda Mas
Carla Bruni – Lamour
Louis Garrel – Ma Mémoire Sale

 

REGRAS DO SORTEIO

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A promoção tem início hoje (18/08/11) e vai até dia 18/09/11 às 18:00h . O sorteio será feito pelo site Random. O vencedor será notificado com um e-mail e tem até 3 (três) dias para respondê-lo, caso contrário um novo sorteio será realizado. O resultado será anunciado no twitter e publicado aqui nesse post. Ao receber o e-mail com os dados do ganhador, respondemos com um aviso. SE VOCÊ NÃO RECEBEU O AVISO MANDE OUTRO E-MAIL.

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Vocês têm 3 dias para responder ao nosso e-mail ou outro sorteio será realizado!

Sobre o autor

Alba Milena, casada, 35 anos, é mãe do menino mais lindo do mundo: o Lucas. Supereclética nas suas escolhas de leitura, nutre um ódio profundo e inexplicado por Danielle Steel. Também pode ser encontrada no @AlbaMilena.

Resenha: Quase Mortos

 

Oie Gente!

Minha resenha de hoje é de um livro que me conquistou completamente (mas deu um medinho também rs) e que fez com que eu me dedicassse exclusivamente a ele por dois dias.

Aliás, esse livro é uma cortesia de nossa nova parceira, a Editora Pandorga!

Quase Mortos

QUASE MORTOS
Rook Hasting

Editora: Pandorga
Páginas: 240
ISBN: 9788561784096
Publicação: 2011
Compre:
Submarino | Saraiva | Cultura
Skoob
Sinopse:

Woodsville não é como as outras cidades. Lá a noite cai um pouco mais cedo, as sombras são mais escuras e mais densas, e todas as pessoas sabem que é um lugar onde coisas estranhas acontecem. Mesmo que elas não admitam isso. Bethan preferia estar em qualquer outro lugar, menos ali. Jay tinha suas teorias, mas ainda não estava pronto para compartilhá-las. Hashim via mais do que dizia, enquanto os demônios de Kelly eram mais de carne e osso mesmo. Mas o medo de Emily tirou-os da negação e fê-los ficar cara a cara com o sobrenatural. Em todos os outros lugares, as noites de sexta-feira eram noites de sair para namorar. Mas não em Woodsville Blog paixão por livros.

 

Comentários:

Quase mortos foi uma leitura que no meu atual momento, caiu como uma luva. Eu e a Alba ultimamente estamos um pouco saturadas do mais do mesmo e, fugir da “rotina” de romances, YA, sobrenatural, fantasia entre outros é um certo alívio.

Esse livro foge completamente dessas categorias. Ele mistura o paranormal com a ficção.

Um grupo de jovens completamente distinto, são obrigadas a se reunir para um trabalho em grupo. Para o pavor dos cinco jovens, o professor misturou as ‘tribos’: um nerd, Jay; o popular Hashim; a popular, Kelly (que odeia Hashim); a indiferente gótica/nerd, Bethan e a rejeitada, Emily.

Mas esse trabalho em grupo foi todo culpa de Emily, que resolveu interromper a aula do Sr. Bacon, para dizer que já havia visto um fantasma.

Graças a ela, a sala virou um verdadeiro caos, e o professor passou esse trabalho.

Mas o grupo se une, não com o intuito de fazer o trabalho, mas com a intenção de ajudar a ‘esquisitona’ Emily.

Mas não pensem que eles o fazem por altruímo, pois cada um tem seu próprio motivo para ajudá-la.

Nessa história vemos que é possível pessoas distintas se tornarem grandes amigas, mesmo que elas sejam fora dos padrões do seu ‘grupinho habitual’.

A leitura flui muito fácil e, a história cheia de suspenses e mistérios garantem emoção do começo ao fim.

A autora foi soltando as peças do quebra-cabeça aos poucos e, no final temos uma reviravolta surpreendente, fungindo de tudo que esperavamos para o final.

Mas mesmo com algumas peças ‘encaixadas’, algumas peças ainda ficaram faltando, abrindo espaço para uma continuação.

Confesso que estou ansiosíssima pelo próximo livro. NECESSITO de algumas respostas!!!

 

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Playlist:

Silverchair – “Anthem For The Year 2000”

My Chemical Romance – “The Ghost Of You”

Chevelle – “The Red”

Assinatura logopandorga

Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muito fã de autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

Resenha: Questões do Coração

Boa noite, Genteeeee \o/
Olá, pessoal!!!

Mais uma resenha dupla \o/ Dessa vez de um livro da dhyva Emily Giffin! Aqui no blog já tivemos duas resenhas de obras da autora:
Não deixe de conferir!! E agora vamos às nossas opiniões:
Alba – Vermelho
Mari – Lilás

Questões do Coração
Emily Giffin

Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219312
Publicação: 2011
Páginas: 438

Compre: Submarino | Saraiva | Cultura (e ganhe 10% de desconto ao finalizar a compra)

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Sinopse: Tessa Russo é mãe de duas crianças e esposa de um renomado cirurgião pediatra. Apesar dos avisos de sua mãe, Tessa recentemente abriu mão de sua carreira pra se focar na família e na busca da felicidade doméstica. Ela parece destinada a viver uma boa vida. Valerie Anderson é advogada e mãe solteira de Charlie que tem apenas 6 anos e nunca conheceu o pai. Depois de muitas decepções, ela desistiu do amor – e até mesmo das amizades – acreditando que é sempre mais seguro não ter muitas expectativas. Embora as duas mulheres vivam no mesmo subúrbio de Boston, elas tem muito pouco em comum além do amor pelos filhos. Mas numa noite, um trágico acidente faz suas vidas se encontrarem de um jeito inesperado. Em uma história alternativa e com vários pontos de vista, Emily Giffin nos emociona com um livro luminoso em que boas pessoas são pegas em circunstâncias insustentáveis. Cada um sendo testado de maneiras que nunca pensaram ser possível. E cada um deles descobrindo o que realmente importa.

Comentários:

Emily Giffin… Ai, ai!! Há muito tempo não pegava um livro dela pra ler. Tinha plena consciência de onde suas linhas iam me levar e como seria a leitura: rápida e intensa. Mais uma vez a autora não me decepcionou, com sua fluência e escrita envolvente, me joguei no livro às 21hs e só larguei às 2hs da manhã, ao ler a última linha. É isso que Emily faz comigo! Me envolve com suas histórias, me deixa com um suspiro trancado no peito e olheiras pela manhã. XD

Desde que a Novo Conceito liberou a capa do livro, fiquei muito interessada, até então, nunca tinha lido nada da autora e ADOREI seu estilo! Não li tão rápido como a Alba, mas a  narrativa flui muito bem.


Vou tentar me ater ao máximo na sinopse do livro para não revelar possíveis spoilers. Emily conta a história de Tessa e Valerie, duas mulheres que moram na mesma cidade, têm muitas conexões entre si, mas não se conhecem. Tessa tem 2 filhos – Ruby de 4 anos e Frank de 1 – e é casada com Nick, um cirurgião pediatra renomado. Valerie é mãe solteira, seu filho é o Charlie de 6 anos, ela é advogada e se conecta à vida de Tessa de uma maneira inesperada.


O livro é narrado cada capítulo por uma personagem. Achei interessante que a visão de Tessa é em primeira pessoa e a visão da Valerie é em terceira. No decorrer da leitura ficou bem difícil escolher qual capítulo ou visão era o meu preferido! Passei o livro inteiro ora preferindo uma, ora preferindo a outra.

O modo como foi feita a divisão dos capítulos com alternância entre as personagens foi o que acabou me conquistando, você consegue distinguir quando é a Tessa e quando a Valerie está narrando a história, suas personalidades são muito diferentes, são duas mulheres fortes, decididas. A Valerie me conquistou, sua história de vida, suas condições, seu esforço para criar o Charlie me faziam ansiar por seus capítulos.


O que gosto na narrativa da autora é que ela pega uma história como se estivesse partindo do meio de um acontecimento, o meio de uma vida, e começa a contar a partir daí. Não há aquela sensação de que os personagens não são reais, eles são superverdadeiros e convincentes. As crianças são superbem construídas. Ruby e Charlie têm personalidades fortes e cativantes, impossível não se apaixonar.

Concordo com a Alba, os personagens parecem tão reais, que poderiam ser qualquer uma daquelas mães que ficam na porta da escola esperando seus filhos saírem, ou uma daquelas na fila do cinema segurando a mão do seu filho, ou ainda aquela que está sentada ao seu lado na mesa de um restaurante. Emily soube dar vida a todos seus personagens, impossível não se apaixonar por eles. Das crianças, é impossível não querer pegar o Charlie no colo e dizer que vai ficar tudo bem ou ainda gritar com a Ruby para ela deixar de ser mimada e mandona.


Os personagens coadjuvantes também têm o seu valor, destaque para a mãe e o pai de Tessa, sua amiga Cate e a April. No círculo da Valerie amei conhecer o Jason, seu irmão.

Como eu odeiei a April! Sério, a mulher não deu uma dentro e depois do que ela contou para Tessa (se você leu sabe do que estou falando, se ainda não leu, corre!) caiu muito mais no meu conceito. Jason é muito bom, faz o que for preciso para proteger sua irmã e sobrinho, também me conquistou!
Muito triste não poder falar mais do enredo, não quero estragar nenhuma surpresa que vocês possam ter ao ler o livro, enfim, recomendo para aqueles que gostam de romance com questões do cotidiano, dilemas que pode acontecer com qualquer um. 


P.S. Fica um aviso, quem ainda não leu os outros livros da Emily (O Noivo da Minha Melhor Amiga e Something Blue) e não querem spoilers, evitem “Questões do Coração”. Tessa é irmã do Dex (O Noivo!!) então, ficamos sabendo de tudo o que acontece com ele 7 anos depois do final do livro. Essa forma de criar o universo literário é bem interessante, as sagas da Nora Roberts também são repletas desse tipo de conexão. Acredito que é legal para quem já leu e quer saber como anda a vida dos personagens dos outros livros, mas pra quem não leu e não curte spoiler, é superchato… =/

Então, eu não li O Noivo da Minha Melhor Amiga, mas pelo título já desconfiava do que poderia acontecer, odeio spoiler e agora que sei o que acontece, vou deixar para ler o livro daqui alguns anos, mas pretendo assistir o filme em breve =)

“Estendo meus braços sobre a mesa e pego sua mão, apertando-a levemente. Ele corresponde e, enquanto esperamos por nossos filés em embalagens de isopor, cogito perguntar o que aconteceu, como quase sempre. Porém, faço duas preces rápidas: para as pessoas que não conheço e outra para os meus filhos, dormindo sob as cobertas em suas camas.”
Página 11

Retribuí com um sorriso falso, abstendo-me de dizer o que realmente estava pensando: que é uma jogada cármica pouco inteligente sair por aí se sentido superior a outras mães. Porque, quando menos esperar, seu anjinho se tornará uma adolescente tatuada escondendo cigarros de maconha em sua bolsa de grife e fazendo sexo oral no banco de trás de sua BMW.
Página 58

Alba
Mari

Playlist:

Raul Seixas – Prelúdio
Elton John – Sacrifice

Willie Nelson – Georgia on My Mind

U2 – With or Without you

Sobre o autor

Leituras, resenhas, novidades e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha Dupla: Quarto

Olá, pessoal!!!
Boa noite, genteeee!! \o/

Hoje vamos comentar sobre um livro voltado para o público adulto, com um assunto bem sério, mas que com a narrativa da Emma Donoghue, não ficou pesado. O Quarto (Room em inglês) foi eleito o melhor livro da ano pelo New York Times e pelo Independent, além de ter sido finalista do Man Booker Prize.

Alba – vermelho

Mari – lilás

QUARTO
Emma Donoghue

Editora: Verus
Lançamento: Maio 2011
Páginas: 349
ISBN: 9788576861317
Skoob | Landing Page | Primeiro Capítulo 
Compre: Livraria Cultura | Submarino | Saraiva

Sinopse:

Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la.
O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

Comentários:
Respira…. Por onde começar? Sempre que vou fazer comentários sobre um livro que gostei muito, tenho dificuldades para começar. Adorei a capa, simples mas muito bem pensada, acho que passa toda inocência do Jack. O livro é dividido em cinco partes: Presentes, Desmentidos, Morrer, Depois e Viver.


Mesma coisa aqui! Sério! Um livro tão denso e de leitura tão fácil! O enredo vai de um oposto ao outro num piscar de olhos e traz questionamentos, lágrimas, risos… A capa é realmente linda, e todas as divisões do livro têm como foco as emoções das vivências de Jack. 
Jack, é um garoto de cinco anos que vai nos contar sua história, tudo começa no dia que ele faz cinco anos. A narrativa é fantástica! A princípio tive um pouco de dificuldade para reconhecer as coisas, afinal, na cabeça de um garoto de cinco anos tudo é muito simples, mas depois que me acostumei com a linguagem, a leitura fluiu muito bem. É daqueles livros que te arrebatam e exigem sua atenção, até que você o finalize, não consegui ler em apenas um dia porque eu comecei a ler em uma quinta-feira, e o trabalho acabou me impedindo de lê-lo logo, mas a todo momento ficava pensando na situação do Jack e em como sua história parece real.

Uma das melhores narrativas que já encontrei! Jack tem 5 anos. Ponto. Em nenhum momento pensei se tratar de uma autora se fazendo passar por uma criança, os erros de conjugação verbal são naturais, em nenhum momento parecem forçados. A inocência da visão de Jack é comovente. Quanto a fluência do texto… Terminei de ler “Cyber Brasiliana” na sexta-feira à noite, que é uma narrativa rica, que me deixou elétrica, então resolvi dar uma espiada em “Quarto” para me acalmar e, quem sabe, poder dormir. Resultado: Fiquei lendo até às 3 da manhã. Acordei desesperada no sábado e terminei no mesmo dia!

Não ficamos sabendo o nome da “Mãe”, afinal, a única coisa que importa para Jack é que ela é a Mãe. Não se engane, achando que um garoto de cinco anos que ficou toda sua vida confinado não se desenvolveu bem. A Mãe lhe ensinou tudo o que ela sabia, o garoto sabe ler, escrever, fazer contas de matemática, ela ainda fazia com ele atividade física diariamente, leitura de livros (não tinha muita variedade, mas Alice no País das Maravilhas estava entre eles *_*) e o que mais gostei, foi que ela restringia o horário de televisão para duas vezes por dia, pois ela derrete seu cérebro (concordo plenamente).

Mãe é doce e marcante. Uma personagem forte e determinada. Se manter sã na situação em que se encontra, com um louco a mantendo cativa e abusando dela constantemente e mesmo assim, conseguir fazer a vida de Jack ser lúdica, divertida e saudável é admirável. A Mãe é desses personagens que a gente se identifica, sabe? Tem seus momentos de fraqueza, claro, quando fica “Fora”, que é como Jack chama quando ela está em dias depressivos, mas gentem! 7 anos de abuso CONTÍNUO! Mãe é isso: MÃE! No sentido mais puro da palavra.

O tema é bem pesado, jovem de dezenove anos que foi sequestrada por um senhor que a mantém em cativeiro e abusa sexualmente dela, mas como o livro todo é contado por Jack, todo esse contexto está diluído em suas palavras. O “Velho Nick” apareceu poucas vezes, como Jack sempre estava no Guarda-Roupa nessa hora, ele só o viu uma vez.

“Velho Nick” é nojento. Vazio. Sem coração. Quero gastar meu tempo escrevendo sobre ele, não… 

A inocência de Jack fez com que eu desse risada várias vezes e a todo momento eu queria ir escovar meus dentes por causa das dores que a Mãe sentia. Recomendo a leitura para quem gosta de sentir um turbilhão de emoções, querer chorar e em seguida estar sorrindo, ter a companhia de um garoto de cinco anos com seus questionamentos e aflições. Já tem uma fila de amigas para emprestar meu livro =)


Esse é um daqueles finais de resenha, em que leio o que a Mari escreveu, leio o que escrevi e fico me perguntando: Fizemos jus ao livro? Conseguimos exprimir com nossas palavras todos os sentimentos vividos em companhia de Jack e sua Mãe dentro do Quarto? A resposta, por mais dura que seja, é: NÃO.
“Quarto” é um livro que tem que ser lido e vivido. Claustrofóbico. Emocionante. Bem-humorado. Vil. Angustiante. Envolvente. Verdadeiro. Inocente. É tudo isso e mais um pouco. 
Quando lemos a sinopse de alguns livros – ou até mesmo uma resenha sobre ele- sentimos aquela vontade compulsiva, um frio na barriga, seguido por um arrepio na espinha que é traduzido em quatro palavras: “Preciso ler esse livro“. Essa emoção da descoberta de um bom enredo, é potencializada por UM MILHÃO no decorrer da leitura, então, o único conselho que consigo deixar aqui pra vocês é esse: Leiam!

O Lá Fora tem tudo. Agora, toda vez que eu penso numa coisa, como esquis ou fogos de artifício ou ilhas ou elevadores ou ioiôs, tenho que lembrar que eles são reais, acontecem todos juntos de verdade no Lá Fora. Isso deixa minha cabeça cansada… Mas eu não estou lá, eu e a Mãe, nós somos os únicos que não estão lá. Será que ainda somos reais?

Página 86

…Num chaveiro que diz “Casa de pizzas do pozzo”, eu queria saber como é que uma casa pode ser de pizza, ela não ia despencar?

Página 304
“_Mas os sonhos – esperei – Eles são da TV? – Ela continuou sem responder – A gente entra na televisão pra sonhar?

_Não. Nunca estamos em nenhum outro lugar senão aqui – ela disse, com uma voz que soou muito distante.

Página 61

Mari

Alba

Booktrailer: 

Playlist:

Vou me limitar a indicar apenas uma música: 
Elizabeth Mitchell – You are My Sunshine
A Mãe canta com o Jack essa música em uma passagem do livro. Quando ouvi a versão cantada pela Elizabeth Mitchell me vieram lágrimas aos olhos!
Depois dessa, acho que não preciso indicar outra música =) 

Se vocês se interessarem pelo livro e comentarem bastante, podemos sortear um exemplar, o que acham?

Sobre o autor

Leituras, resenhas, novidades e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!