Resenha: Dixie Tepper e o Pêndulo do Terror

Oie Galera! Infelizmente em menos de um mês esse é o segundo livro abandonado. Bora ver o por quê? =(

Dixie Tepper e o Pêndulo do Terror

Dixie Tepper e o Pêndulo do Terror

Roger Pencew

Editora: Novo Século
Páginas: 304
ISBN: 9788576793571
Publicação: 2010
Compre:

Sinopse:

Em uma noite de tempestade, Tomas e Anna Tepper batem à porta de Sherman Falkmer e entregam em seus braços uma garotinha de pouco mais de um ano. Foi a última vez que o experiente detetive Falkmer viu o casal Tepper. Doze anos depois, Dixie Tepper ainda ignora os motivos que a levaram a ser deixada aos cuidados de seu tio Sherman de maneira tão repentina e truculenta, bem como a verdade sobre seu passado. Quando fatos estranhos começam a ocorrer na vida de Dixie, ela descobre quem verdadeiramente foram seus pais, além das reais circunstâncias que culminaram no desaparecimento do casal. Murtus Vilegan fora o grande responsável pelos maiores tormentos sofridos por Tomas e Anna Tepper. E ele agora está de volta, disposto a tudo para alcançar seus objetivos. Mais obcecado e perigoso do que nunca, Vilegan passa a agir, e nem mesmo a proteção de Sherman Falkmer será capaz de livrar Dixie de todos os perigos que passam a rondá-la. Dixie sabe que sua vida nunca mais será a mesma, e que é chegada a hora de verdadeiramente utilizar todas as lições que aprendeu com tio Sherman enquanto crescia em meio a rotina da agência de detetives Archer.

Comentários

Ao fuçar atrás de umas resenhas, vi algumas pessoas comparando o livro a Sherlock Holmes, só que versão infanto-juvenil. Confesso que logo nas primeiras páginas me desanimei muito com o livro. Não consegui lê-lo de forma imparcial, achei tudo um exagero. A personagem, Dixie Tepper, que eu jurava ser um menino por causa do nome e do desenho da capa, é extremamente presunçosa, metida, intrometida e chata. Por ser sobrinha de um grande detetive e ter aprendido algumas coisas com ele, ela se acha muito inteligente, sempre querendo desvendar algo e se aparecer para os amigos. O pior é que ela faz o que faz com ou sem supervisão de um adulto e inclusive com o consentimento do tio.

Onde já se viu um tio mandar uma menina de 12 anos investigar um suposto caso de assalto sozinha e ainda incentivá-la?

Dixie sempre desconfia de tudo e todos e qualquer atividade suspeita ela já quer investigar, fora as incontroláveis deduções. De onde tal pessoa veio, o que gosta de comer, quais as manias...

Enfim, achei o livro um tanto exagerado demais. Há muitos livros em que os autores criam superpersonagens e exageram na dose, mas ainda assim em muitos você consegue ser imparcial.

Eu não consegui fazer vista grossa e ser imparcial, cheguei com muito custo a página 87. Foram aproximadamente 5 dias pra chegar nisso. Quando eu demoro mais de 2 dias pra passar das 100 primeiras páginas, é meu indicador de que vou travar na leitura. Muitos casos merecem um esforço de continuar a leitura ou dar uma segunda chance futuramente, mas esse livro infelizmente não me motivou a isso.

1 Estrela

Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muita fã autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

Resenha Dupla: Longe Demais (Going too Far)

Olá, pessoal!!!

Hoje vamos falar sobre um romance contemporâneo da autora Jennifer Echols, Longe Demais (Going too Far), lançado no Brasil pela Editora Pandorga. Nós já lemos e comantamos sobre Como fui esquecer você, outro livro da mesma autora lançado no Brasil e você pode conferir nossa resenha aqui.

Alba – Vermelho
Mari – Lilás

Longe Demais

Longe Demais (Going too Far)

Jennifer Echols

SkoobGoodReads

Editora: Pandorga
Páginas: 240
ISBN: 8561784024 Pandorga
Publicação: 2011
Compre:

Sinopse:

Tudo o que Meg sempre quis foi fugir. Fugir do Colégio. Fugir da sua pacata cidade. Fugir de seus pais, que pareciam determinados a mantê-la presa em uma vida sem futuro. Mas, em uma noite louca envolvendo trilhos de ferrovia proibidos e desafiadores, ela vai longe demais e quase não consegue voltar. John escolheu ficar. Para impor o cumprimento das leis. Para servir e proteger. Ele desdenha a rebeldia infantil e quer ensinar a Meg uma lição que ela não irá esquecer tão cedo. Mas Meg o leva ao limite ao questionar tudo o que ele aprendeu na academia de polícia. E quando ele a pressiona para saber por que ela não se prende a nada, a resposta os levará a um caminho sem volta.

Comentários

Depois de ter achado Como fui Esquecer Você um pouco morno, resolvi ler o livro da Jennifer que dizem ser o melhor e ganhei de aniversário Alba delícia o Going too Far, que no Brasil foi lançado como Longe Demais. Como minhas expectativas não estavam muito altas, me surpreendi com o a leitura e fiquei apaixonada pela história narrada, não consegui deixar ele de lado enquanto não cheguei ao fim!

Estava com a mesma impressão da Mari. Achei que fosse apenas ser mais um livro YA e que não fosse me conquistar, já que “Como fui esquecer você” me deixou bem desapontada. Adoro ser surpreendida!

Meg é uma adolescente rebelde de cabelos azuis (sempre quis ter cabelos azuis *_*), tem ataque de pânico ao se sentir ‘presa’ ainda que apenas por um cinto de segurança do carro. Com poucos dias para se formar no ensino médio, ela mal pode esperar para escapar da sua cidadezinha e ir para a universidade. Apenas uma semana antes do Spring Break – que planejava passar na praia com seus colegas -, ela é flagrada pelo policial After bêbada e em local proibido na companhia de seus amigos.

Adorei a Meg, algumas vezes ela é impulsiva e faz besteira – oi Eric seu detestável!-, mas ao saber um pouco mais sobre o passado dela, você consegue compreender suas atitudes. John After, é o policial linha dura, seu personagem se desenvolve de uma forma linda, ele é bem mais complexo do que aparenta ser, quando o leitor menos espera, já caiu nas graças do homem de olhos castanhos e corpo do ‘Matt Damon‘. A química entre Meg e John é perfeita, a tensão sexual entre os dois é grande.

Adoro a forma que Jennifer cria seus personagens. Suas protagonistas são bem verdadeiras e longe de serem a imagem de perfeição pregada em alguns YAs que estão por aí. Ela retrata perfeitamente as dúvidas, questionamentos e revoltas tão comuns à idade. Seus mocinhos geralmente beiram a perfeição, nesse ponto ela cai no lugar comum, mas né, gente? Quem sou eu pra reclamar de um homem perfeito? XD

Narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista da Meg, o enredo não tem nada revolucinário, apenas duas pessoas que se apaixonam e moram em uma cidade pequena, o que conquista o leitor e me fez dar 5 estrelas, foi o desenvolvimento dos personagens, as reviravoltas no relacionamento dos dois. A escrita da Jennifer é deliciosa, acho que ela poderia ter se demorado um pouco mais nos capítulos finais, mas ainda assim, gostei muito do fechamento.

O livro foi uma grande surpresa! Adoro quando espero encontrar uma história 3 estrelas e acabo encontrando uma que me surpreenda! Os personagens realmente crescem durante a narrativa, característica que acredito ser de suma importância em qualquer história! Tenho apenas uma reclamação no enredo: a idade de John After (não vou revelar aqui!). Achei que ficou forçado e com isso o livro perdeu meia estrela. Também perde meia estrela porque a versão em português – como aconteceu com o livro “Como fui esquecer você” – possui alguns erros de digitação, concordância e ortografia. 

 

I rolled my eyes. “I swear, Tiff, if my ass made good grades, you’d want to date my ass.”

Página 229

Inclinei-me para chegar mais perto, fingindo examinar os controles da sirene, e tentei cheirá-lo sem fazer muito ruído. Sem sucesso. Ele disse: – Tenho alguns lenços de papel no porta-malas.

 

Página 79

5 Estrelas

Mari

4 Estrelas

Alba

Playlist

    My Chemical Romance – The Ghost of You
    Mariah Carrey – Touch my Body
    Pitty – Déja Vu

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Caixa de Correio #86

Esse meme foi criado pela Kristi, do The Story Siren, onde toda semana vamos mostrar o que chegou de novidade para o Psychobooks. Ao clicar em cima do nome do livro, o link te leva para a página do Skoob com maiores informações sobre o título.

Alba


Para resenha:
Amor no Ninho – Maribell Azevedo
Elemental - Vanessa Bosso
Cordas Rompidas – Rafaela Guimarães

Comprei:
Especiais – Scott Westerfeld

Lidos:
Se você me visse agora – Cecelia Ahern
Maria – Eliana Portella | Resenha com sorteio de marcadores
Longe Demais – Jennifer Echols

Lendo:
Lock and Key – Sarah Dessen

Playlist:
Vengaboys – Shalala lala

 

Mari


Para Resenha:
Jessica Rules the Dark Side – Beth Fantaskey | Resenha especial Beth Fantaskey
Shadowspell: O misterioso reino de Avalon – Jenna Black

Comprei:
Silence – Becca Fitzpatrick
The Iron Knight – Julie Kagawa

Troca:
Forbidden – Tabitha Suzuma

Livros Lidos:
Se você me visse agora – Cecelia Ahern

Lendo:
Jessica Rules the Dark Side – Beth Fantaskey

Playlist:
Raimundos – O pão da minha prima

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Sorteio – Alma e Sangue: A Rainha dos Vampiros

Boa Tarde Galera!!

Faz pouquíssimo tempo que finalizamos o SuperSorteio e tenho certeza que muitos de vocês ficaram tristes por não ganharem nada, certo?!?!

Então que tal um sorteio?! Afinal é uma chance a mais de vocês ganharem livro! \o/

A Rainha dos Vampiros

A Rainha dos Vampiros

Editora: Aleph
Páginas: 376
ISBN: 9789576571179
Publicação: 2011
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Sinopse:

Ao longo dos quatro livro já lançados a história de Jan Kmam e Kara cresceu e se mostrou muito mais que um simples romance entre uma mortal e um vampiro. O mundo dos vampiros foi desvendado a cada livro como um universo complexo, cheio de organizações com regras que mantém em equilíbrio frágil entre vampiros, homens lobos, bruxas e demônios. O sangue, o poder e o prazer são o elo da corrente que mantém a imortalidade viva. "Não posso deixar que os Poderes a toquem, mas posso ganhar tempo, embora não muito. Quero que esteja pronto para agir, fuja com ela se for preciso e faça o que lhe ensinei. Afinal, terei de me portar como rei, não como amante. Pode compreender? Se alguém tem o direito e a coragem de matá-la, esse alguém é você. Saberá parar no momento certo. Cuide de Kara por nós dois dessa vez."

Comentários

REGRAS DO SORTEIO

  1. Deixar um comentário neste post;
  2. Preencher o formulário abaixo;
  3. Ter endereço de entrega no Brasil.
  • Para ganhar mais números de sorteio, preencha o formulário novamente para cada nova divulgação.

Para divulgação no Twitter é OBRIGATÓRIO ser seguidor do @psychobooks e da @nazarethe:

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ATENÇÃO: Nesse sorteio será permitida a inscrição de 10 tuítets por dia, não importando o horário, mas não se esqueça de preencher novamente o formulário para cada novo tuíte. Mande o link, clicando embaixo do tuíte onde aparece, por exemplo: less then 10 seconds…

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A promoção tem início hoje (23/01/12) e vai até dia 11/02/12 às 18:00h . O sorteio será feito pelo site Random. O vencedor será notificado com um e-mail e tem até 3 (três) dias para respondê-lo, caso contrário um novo sorteio será realizado. O resultado será anunciado no twitter e publicado aqui nesse post. Ao receber o e-mail com os dados do ganhador, respondemos com um aviso. SE VOCÊ NÃO RECEBEU O AVISO MANDE OUTRO E-MAIL.

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!

Resenha: Maria

Boa noite, gentes!

Hoje vou falar do segundo livro da autora Eliana Portella, que recebi por meio de nossa parceria com a Giz Editorial. Eliana em seu livro fala sobre amores, desilusões, rendenção... Sempre acompanhando uma Maria. Bora lá saber o que eu achei?

Maria

Maria

Eliana Portella

Editora: Giz Editorial
Páginas: 384
ISBN: 9788578551568
Publicação: 2011
Compre:

Sinopse:

A SAGA DE UMA FAMÍLIA MARCADA PELO AMOR E PELA TRAGÉDIA. Grandes conquistas, sonhos realizados. Grandes perdas, corações despedaçados. Maria Eva e Luiz Augusto, um amor para a vida toda. A paixão à primeira vista, o encontro de corações e a união eterna. Maria Fernanda e Maria Luiza. Unidas no sofrimento e na idealização de encontrar um grande e verdadeiro amor. Na busca pela felicidade, o destino as uniu, o amor as separou. Uma história de amizade, uma história de amor. A vaidade, o ciúme e o desejo, o equilíbrio e a inconsequência, a conquista e a perda... todos caminhando lado a lado. Encontros e desencontros. Entrega e renúncia. Alegria e tristeza. Coração que bate forte, coração que não bate. Lábios que sorriem, lábios que se calam. Olhos que brilham, olhos que se fecham. Ganhar e perder. Viver e morrer. Maria e Luigi, a esperança de viver um amor impossível. Maria e Matheus, um amor a três. Fidelidade e traição. Em meio a encontros e desencontros, você vai se achar e se perder. Você vai se encontrar!

Comentários

A proposta de Eliana Portella com a saga das Marias é bem interessante. Acompanhar a vida, amores e desilusões de três mulheres tão diferentes e tão ligadas entre si foi uma grande sacada. Mas faltou algo...  Já explico.

Nossas três marias são Maria Eva, Maria Fernanda e Maria Luíza. Três mulheres ligadas pelo sangue e pela tragédia. A história de Maria Eva faz parte do primeiro livro, e é contada em separado das irmãs gêmeas Maria Fernanda e Maria Luíza. Vou me focar primeiramente nela.

Maria Eva é uma garota que cresceu acostumada a ter tudo o que sempre quis. Sempre superprotegida por seus pais, conhece Luiz Augusto em sua primeira aparição na sociedade, e desde o primeiro olhar já sabe que é com ele que quer passar o resto de sua vida. Essa é a história de amor dos dois, contada no primeiro livro.

A história é rápida, tudo acontece de forma acelerada, não consegui sentir muita conexão com os personagens. Durante toda a leitura sentia que estava lendo o livro. Aí vocês falam, mas Alba, e não era EXATAMENTE isso o que você fazia??? Sim! (essa sou eu, respondendo a vocês), mas, quando ficamos conscientes da leitura, é sinal de que alguma coisa não vai bem.

Maria Eva não é uma personagem carismática, tampouco Luiz Augusto. Em vários momentos cheguei a me emocionar e me perguntar  qual o próximo obstáculo que Eliana iria colocar frente a essa Maria, mas, ainda assim, todo o enredo continuou truncado.

Com Maria Fernanda e Maria Luíza as coisas melhoraram e a carga dramática aumenta. A elas é dedicada a segunda e a terceira parte da história, as duas também, intrinsecamente ligadas.

Há muita emoção e vários acontecimentos durante as duas partes finais. Eliana escolheu carregar o enredo com drama e uma pitada de sobrenatural, mas nada muito agressivo. Há durante toda a história uma carga religiosa muito grande. Me questionei várias vezes se a ideia da autora era fazer um livro com a temática espírita, pois a saga das Marias é carregada de carma e redenção.

A narrativa é feita em terceira pessoa, com a autora nos mostrando o ponto de vista de vários personagens. Adoro narrativas desenvolvidas dessa forma, pois é possível ter uma visão ampla de tudo o que acontece no enredo. Durante toda a história, Eliana usa e abusa de diálogos entre os personagens, mas por algumas vezes eles soam fora de tom, como se a fala não representasse verdadeiramente as características do locutor.

Isso muda com os personagens do livro 2 e 3, que parecem mais soltos, com características marcadas, como se já soubessem seus papéis e como os interpretar, sem dúvida um grande ganho quando comparado à primeira parte.

Quanto a arte gráfica do livro, a Giz Editorial fez um trabalho muito bom. Quando via a capa do livro em fotos, ficava em dúvida sobre a figura escolhida e a  simplicidade do título. Nada é por acaso. A capa tem muito a ver com a história e suas protagonistas, e quando vista em mãos, ganha mais colorido por conta do brilho no nome da autora e do título.

A revisão também está impecável, percebi durante toda a leitura apenas um erro de digitação.

Recomendo a leitura com moderação. Passando da primeira parte, a história melhora bastante, mas ainda assim acredito que poderia ter havido mais cuidado com a história de Maria Eva para que o leitor se sentisse mais conectado a ela e assim, pudesse sentir de forma plena toda a carga dramática que a personagem dá ao restante da história.

Os olhos marejaram e os lábios trêmulos apenas balbuciaram palavras ininteligíveis. Luiz Augusto a puxou para seu abraço, mas ela estava rígida (...)

Página 279

3 Estrelas

Playlist

  • Milton Nascimento - Maria, Maria

Bora para um sorteio de marcadores, gentes!! Vamos às regras:

  1. Deixar um comentário pertinente à resenha no post;
  2. Ter endereço de entrega no Brasil.

Sobre o autor

Alba Milena, casada, 34 anos, é mãe do menino mais lindo do mundo: o Lucas. Supereclética nas suas escolhas de leitura, nutre um ódio profundo e inexplicado por Danielle Steel. Também pode ser encontrada no @AlbaMilena.

Resenha: Birthmarked

Olá, pessoal!

Hoje vou comentar um pouco sobre um livro de distopia, Birthmarked da autora Caragh M. O'Brien foi lançado nos EUA em 2010. O site da autora informa que os direitos já foram vendidos para o Brasil, mas não sei qual editora irá publicar.

1- Birthmarked (2010);
1,5 - Tortured (2011);
2- Prized (2011);
3- Promised (lançamento em 2012)

Birthmarked

Birthmarked

Caragh M. O'Brien

Editora: Roaring Book Press
Páginas: 361
ISBN: 1596435690
Publicação: 2010
Compre:

Sinopse:

Sixteen-year-old Gaia Stone and her mother faithfully deliver their quota of three infants every month. But when Gaia's mother is brutally taken away by the very people she serves, Gaia must question whether the Enclave deserves such loyalty. A stunning adventure brought to life by a memorable heroine, this dystopian debut will have readers racing all the way to the dramatic finish

Comentários

Eu demorei um tempo para tirar esse livro da estante, sabia que era sobre distopia, gosto da capa, mas não sei dizer bem porquê demorei tanto para lê-lo.

O mundo sofreu com sérios problemas climáticos, um grupo - Enclave -, se reuniu para salvar a vida das pessoas e assim acabou dividindo todos entre os que vivem dentro dos muros e os que vivem do lado de fora. Gaia é uma garota de 16 anos que vive no Terceiro Distrito de Wharfton - do lado de fora dos muros -, onde a miséria está em todo lugar, por ser uma parteira, deve entregar ao Enclave os três primeiros bebês saudáveis nascidos em cada mês. Ao voltar para casa depois de realizar seu dever, ela descobre que seus pais foram levados por soldados para serem interrogados, mas ninguém sabe dizer exatamente por que eles foram levados.

Os bebês que são levados para dentro dos muros, são adotados por famílias ricas, terão tudo do bom e do melhor, nada faltará enquanto eles viverem sob a proteção do Enclave. Aparentemente é um favor que eles fazem ao aceitar esses bebês que nasceram fora dos muros, mas as intenções são muito mais complexas do que se imagina.

Gaia tem uma cicatriz de queimadura no lado esquerdo do rosto, durante sua infância sofreu discriminação por sua aperência e hoje ela tem que lutar para distinguir um olhar de pena ou pura simpatia. Não vai ser fácil para ela conseguir confiar em quem não conhece, mas sem isso, seus planos irão por água abaixo. Com sua personalidade forte, quando ela acredita em alguma coisa, não mede esforços para conseguir o que quer, desafia tudo e a todos.

Leon a princípio não é nada confiante, muito menos conquista o leitor, mas fica claro que ele terá um papel importante na trama. Com o desenrolar dos fatos, vamos conhecendo aos poucos s simpatizando com esse garoto que tem muita coisa para contar.

Narrado em terceira pessoa sob o ponto de vista da Gaia, o enredo é muito interessante, ainda que distopia já não seja novidade, em Birthmarked, o foco está na razão para a Enclave precisar das quotas dos bebês. O romance também está presente, o casal tem uma boa química, mas é bem discreto, já que a prioridade é outra. Algumas vezes o livro é um pouco repetitivo, por isso não diria que as páginas voam, mas esse fato não diminui a qualidade da história. O final é daqueles de deixar o leitor ansioso para sua continuação.

Com enredo diferenciado, personagens cativantes, ação e trama bem amarrada, recomendo a leitura de Birthmarked. Para quem não sabe ler em inglês, os direitos de publicação desse livro já foram vendidos para o Brasil, mas ainda não sei lhes informar para qual editora e previsão de lançamento, assim que eu souber de alguma coisa, aviso ;)

Perhaps Gaia, in her quickness to assume people are mocking her, failed to interpret how people really looked at her.

Página 125

4 Estrelas

Playlist

  • Kelly Clarckson - Here I Am
  • Corinne Bailey Rae - Young and Foolish
  • Good Charlotte - Hold on

Sobre o autor

Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.

Resenha | Sorteio: Guerra Mundial Z

Boa noite, gentes!

Hoje vou falar de um livro sobre zumbis! O que aconteceria se os zumbis realmente se tornassem realidade e atacassem a raça humana? Como nossos governantes reagiriam? Como nós reagiríamos? Bora descobrir?

Guerra Mundial Z

Guerra Mundial Z

Max Brooks

Editora: Rocco
Páginas: 365
ISBN: 9788532525550
Publicação: 2010
Compre:

Sinopse:

Com Guerra Mundial Z, o norte-americano Max Brooks faz uma paródia dos guias de sobrevivência convencionais e expõe a paranoia coletiva que tomou conta do mundo, em especial dos Estados Unidos, na era Bush. No livro, que dá continuidade ao bem-sucedido O guia de sobrevivência aos zumbis, o autor adota um tom científico nas pretensas entrevistas que conduziu com os sobreviventes do ataque que quase extinguiu a humanidade. O narrador de Brooks é um integrante da comissão da ONU encarregado de elaborar o relatório sobre o assustador conflito que quase aniquilou o planeta. Da identificação do paciente zero, contaminado nas ruínas de Dachang, na China, até Mary Jô Miller, a arquiteta de elite que pode pagar para se proteger, passando pelo depoimento de um soldado da infantaria que lutou no conflito, nada escapa à verve do autor. Irônico, Brooks destaca ainda o quanto os homens são ingênuos em achar que podem se defender de pragas e criaturas alienígenas. Governos corruptos e com interesses eleitoreiros podem destruir qualquer Departamento de Defesa, ou conduzi-lo para o front errado. O autor mostra ainda como as sociedades desmoronaram e foram forçadas a se reorganizar após o colapso das instituições que as mantinham, levando as pessoas a atos extremos de heroísmo e altruísmo, bem como de egoísmo e mesquinhez. Além de recorrer ao fantástico para traçar um painel das reações humanas diante de crises e tragédias inexplicáveis, Brooks tece comentários ácidos sobre temas diversos como o autoritarismo na China e na União Soviética; a falsificação de relatórios de inteligência por parte do governo dos Estados Unidos para justificar a invasão ao Iraque em 2003; o impacto social e ambiental de grandes empreendimentos como a represa de Três Gargantas, na China; a opressão imposta por regimes fundamentalistas, como o talibã no Afeganistão e o tráfico internacional de órgãos, envolvendo países como o Brasil

Comentários

Guerra Mundial Z foi uma surpresa para mim.

Sou nova nesse negócio de curtir zumbis. Vejam bem, fora os filmes nos anos 80/90 nos quais os mortos-vivos perseguiam as pessoas gritando "miooooloooos", não sabia nada sobre eles. A única coisa que sempre soube foi que morria de medo. Muito medo. Mas muito MESMO.

Toda a história por trás de um possível Apocalipse Zumbi sempre foi questionável para mim. Como um bando de seres não pensantes poderia tomar conta de todos as cidades, estados e países sem que as autoridades controlassem de forma contundente a epidemia? Como as pessoas se deixariam levar pelo pânico e não se revoltariam contra esses seres pestilentos que ficam por ali, andando devagar (reparem que parece que estão sempre arrastando uma perna), servindo como um perfeito alvo móvel, até mesmo para uma pessoa sem muita experiência com armas. Pois bem, Max Brooks acabou com as minhas dúvidas.

Em "Guerra Mundial Z", Max Brooks cria um pesquisador, para o qual foi pedido um relatório dos acontecimentos sobre a tomada Zumbi, desde o paciente zero até o Grande Pânico e os anos que vieram depois. Sua pesquisa foi muito humana, com poucos dados objetivos, seu relato foi transformado em dados técnicos e o que sobrou virou o livro.

Duranta toda a narrativa não há um personagem principal, apenas a figura do pesquisador, que por meio de entrevistas com personagens chave, vai revelando todos os acontecimentos que culminaram no Grande Pânico. A forma de escrita é interessante, por meio de relatos de desconhecidos, cada hora em um lugar do mundo, vamos conhecendo os desdobramento dos fatos, como cada país lidou com a epidemia e o que foi feito de certo e errado.

Partimos da China, passamos pela Índia, Israel, Brasil, Estados Unidos, África etc.

Gostei bastante de alguns personagens e suas histórias, mas claro que nem todos agradam. Em alguns momentos é preciso passar por explicações técnicas sobre o mecanismo político que movia toda a engrenagem da resistência. Essas partes foram geralmente enfadonhas, mas de suma importância para o bom entendimento do livro. Durante todo o enredo, os entrevistados citam algumas situações já narradas ou falam de personalidades que já conhecemos de outra entrevista, então é importante ficar atento.

Max Brooks é bem contundente em sua critica à sociedade moderna. A tomada de Hollywood é bem interessante. Para quem conhece alguns personagens da indústria do entretenimento, é possível ligar os pontos e fazer as relações deles com a celebridade em questão.

O livro é adulto, o autor não poupa em nenhuma momento os personagens ou evita algum relato por achar mais forte. Aqui faço um à parte para sua entrevista com Jessica Hendriks, no Canadá (pág.136). As revelações que ele faz são sutis. A história foi sem sombra de dúvidas a que mais me marcou.

Nunca tinha lido um livro com tantos personagens caracterizados que não passasse a impressão de frieza e falta de conexão. A verdade é que todos têm um ligação: A guerra contra os zumbis, então, esse objetivo comum se torna o personagem principal do enredo, e cada pessoa que tem seu relato impressa se torna uma parte do quebra-cabeças para chegarmos ao quadro completo.

Zumbis estão na moda. Vai que a moda pega e acabemos por nos ver tomados por essa epidemia, caso isso aconteça, grite com todas as suas forças "Atirem na cabeça dos zumbis!" e tenha à mão um Manual de Sobrevivência. Nos vemos do outro lado! Eu já tenho o meu!

REGRAS DO SORTEIO

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A promoção tem início hoje (20/01/12) e vai até dia 20/02/12 às 18:00h . O sorteio será feito pelo site Random. O vencedor será notificado com um e-mail e tem até 3 (três) dias para respondê-lo, caso contrário um novo sorteio será realizado. O resultado será anunciado no twitter e publicado aqui nesse post. Ao receber o e-mail com os dados do ganhador, respondemos com um aviso. SE VOCÊ NÃO RECEBEU O AVISO MANDE OUTRO E-MAIL.

(...) Estava tão concentrado no destino de nossa nação, tão decidido a preservar o sonho que criou. Não sei se grandes tempos fazem grandes homens, mas sei que podem matá-los".

Página 167

5 Estrelas

Playlist

  • Guns N' Roses - Civil War
  • Metallica - Enter Sandman

Sobre o autor

Alba Milena, casada, 34 anos, é mãe do menino mais lindo do mundo: o Lucas. Supereclética nas suas escolhas de leitura, nutre um ódio profundo e inexplicado por Danielle Steel. Também pode ser encontrada no @AlbaMilena.

Resenha: Minha Alma Para Levar

Olá

Minha Alma Para Levar

Minha Alma Para Levar

Rachel Vicent

Tradutor: Leandro Santos
Editora: Harlequin Books
Páginas: 352
ISBN: 9788539800780
Publicação: 2011
Compre:

Sinopse:

Há algo de errado com Kaylee Cavanaugh. Ela não vê gente morta, mas sente quando alguém próximo está prestes a morrer. E, no momento em que isso acontece, dá nela um desejo incontrolável de gritar. Kaylee só queria aproveitar que Nash, o garoto mais popular da escola, está a fim dela. Mas ter um encontro normal é coisa rara, pois ele parece ter mais conhecimento sobre esses gritos do que ela própria. Porém, existe algo ainda pior: quando colegas de classe começam a morrer, apenas Kaylee sabe quem será a próxima vítima...

Comentários

Kaylee Cavanaug tem sua vida mudada ao prever a morte de uma garota que ela viu numa boate. No dia seguinte, todos os jornais locais estão noticiando a morte da garota, que foi encontrada morta no banheiro da boate e ela se sente super culpada por não ter dito ou feito nada que pudesse impedir a morte da menina. No dia seguinte, outra menina morre de causas desconhecidas e Kaylee passa a achar que as mortes talvez tenham ligação...

Não é fácil fazer uma ideia já muito utilizada virar sucesso, afinal esse não é o primeiro livro em que um personagem prevê mortes, mas Rachel Vicent soube explorar a ideia de forma única e original.

A leitura flui bem, de forma leve e divertida. Todas as questões levantadas pela personagem sobre o que está acontecendo, são as dúvidas que o leitor faria, caso tivesse oportunidade.

Alguns fatos são previsíveis, mas a leitura é tão divertida e intrigante que você acaba desconsiderando isso.

Só achei um tanto exagerado da parte da Kaylee achar que as mortes que estavam acontecendo tinham à ver com ela, pois vale ressaltar que ela previu a primeira morte, mas não previu a segunda. (isso se chama mania de perseguição!) Ainda bem que tinha o Nash para equilibrar a situação e tentar dissuadi-la. Aliás quero um superfofonash pra mim. Ele é algo que Kaylee jamais esperou pra vida dela. Ele é lindo, popular, atencioso, confia nela e a ajuda sem questionar ou esperar algo em troca.

Estou me coçando pra falar do Todd, um personagem que surge mais ou menos na metade do livro e que me lembrou um personagem de outro livro, mas que infelizmente não posso contar de qual livro, pois na hora vocês iriam sacar o que o Todd é.

E fica a dica: essa deveria ser uma leitura OBRIGATÓRIA para quem gosta de livros sobrenatural/paranormal E desconsiderem a informação da capa: "Os fãs de Crepúsculo vão amar", pois que lê isso pensa que os dois são semelhantes, mas NÃO SÃO!

- Minha mãe simplesmente confeita quando está chateada. Tem semanas em que vivo de brownies e leite achocolatado.

Sorri.

- Eu troco com você. - Tia Val preferiria se matar a tocar em uma barra de manteiga de verdade, muito menos um saco de biscoitos de chocolate. A teoria dela era a de que não saber confeitar a poupava de milhares de calorias por mês.

Minha teoria era a de que, por todo o conhaque que ela havia tomado nas últimas oito horas, ela poderia ter comido uma travessa inteira de brownies.

- Eu gosto de brownies. Você vai ter que ficar com a sua tia mesmo.

- É, imaginei.

Página 207

4 Estrelas e meia

Playlist

    Endo - "Simple Lies"

    Finger Eleven - "Sad Exchange"

    Flaw - "Get Up Again"

Sobre o autor

Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muita fã autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.

PsychoComics – Uma indicação e uma desindicação

Saudações, galera. Mais um PsychoComics. Feliz por ter lido um bom quadrinho esta semana: Paraíso de Zahra. Serviu para limpar a má impressão de ter lido Cowboys e Aliens, que é a minha desindicação de hoje. Confira:

Sobre o autor

Walter Tierno é ilustrador, escritor, blogueiro, pagador de mico, engolidor de sapo e um cara desagradável que responde sinceramente quando alguém pergunta sua opinião. Seu livro de estreia é Cira e o Velho, uma história de vingança que utiliza fatos e personagens históricos e mitologia brasileira.

Caixa de Correio #85

Esse meme foi criado pela Kristi, do The Story Siren, onde toda semana vamos mostrar o que chegou de novidade para o Psychobooks. Ao clicar em cima do nome do livro, o link te leva para a página do Skoob com maiores informações sobre o título.

Alba

Para resenha e sorteio:
Guerra Mundial Z – Max Brooks
Se você me visse agora – Cecelia Ahern

Lido:
Guerra Mundial Z - Max Brooks
Minha vida fora de série – Paula Pimenta | Resenha com sorteio de marcadores

Lendo:
Longe Demais – Jennifer Echols
Maria – Eliana Portella

Playlist:
Huey Lewis & the News – The Power of Love

Mari


Ganhei:
Going Too Far – Jennifer Echols
Amy and Roger’s Epic Detour – Morgan Matson

Para Resenha:
Eileen: O Despertar de um Anjo – Cá Dalacroce

Comprei:
The Truth About Forever – Sarah Dessen

Livros Lidos:
Como Navegar em uma Tempestade de Dragão – Cressida Cowell | Resenha
Going Too Far – Jennifer Echols
Birthmarked – Caragh M. O’Brien

Lendo:
O Preço de uma lição – Federico Devito e Gutti Mendonça
Se você me visse agora – Cecelia Ahern

Pessoas Citadas:
Flávia Calil – @flaviacalil

Resenhas Citadas:
Como fui esquecer você – Jennifer Echols | Resenha Dupla

Playlist:
P!nk – Funhouse

Sobre o autor

Leituras e divagações sobre livros. Desde janeiro de 2010 entendendo sua loucura!