Meu amor, meu bem, meu querido é o segundo livro da autora Deb Caletti lançado no Brasil. O primeiro - Um Lugar para Ficar -, me agradou bastante.
Meu amor, meu bem, meu querido
Deb Caletti
Tradutor: Maysa Monção Editora:
Novo Conceito Páginas: 240 ISBN: 8581631584 Publicação: fevereiro 2013 Compre:
Sinopse:
Ruby McQueen nunca tivera problemas sendo boazinha, e sempre fez questão de ter um bom relacionamento com sua família, ir bem na escola e tomar boas decisões. Esse é o motivo do porquê ninguém fica mais surpreso do que ela mesma quando o mau caráter Travis Becker a suga para seu mundo de privilégios e ilegalidades, e ela o segue voluntariamente. No entanto, quando Ruby faz o impensável, começa uma louca aventura de várias gerações, conforme seus entes mais íntimos fazem de tudo para salvá-la dela mesma. Será que um verão pode mudar o que Ruby sabe sobre o verdadeiro amor, a família, o destino e seu próprio coração?
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Sobre o autor
Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.
Hoje trago para vocês minha opinião sobre mais um livro para adultos, Selvagens do autor Don Winslow, que deu origem ao filme homônimo de Oliver Stone protagonizado por grandes nomes do cinema como John Travolta, Uma Thurman, Benicio del Toro, Aaron Johnson, Taylor Kitsch, Salma Hayek e Blake Lively. A estreia do filme está prevista para o dia 19 de outubro nos cinemas brasileiros.
Selvagens
Don Winslow
Tradutor: Alexandre Martins Editora:
Intrínseca Páginas: 288 ISBN: 978-85-8057-229-2 Publicação: Novembro 2012 Compre:
[Leia um trecho]
Sinopse:
Ambientalista e filantropo nas horas vagas, Ben comanda um negócio de venda de maconha em Laguna Beach. Ao lado de seu parceiro, o ex-mercenário Chon, ele fatura lucros consideráveis e mantém uma clientela fiel. No passado, quando seu território foi invadido, Chon tratou de eliminar a ameaça. Agora, porém, os dois amigos parecem estar diante de uma força da qual não podem dar conta - o Cartel de Baja, do México, que quer tomar a região, e avisa que não aceitará uma negativa como resposta. Quando os rapazes se recusam a ceder, o cartel reforça a advertência sequestrando Ophelia, companheira e confidente dos dois. O sequestro de Ophelia deflagra uma gama alucinante de negociações habilidosas e reviravoltas.
Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.
Há algum tempo eu queria conhecer os trabalhos da autora Deb Caletti, fiquei muito feliz ao ver que a Editora Novo Conceito trouxe para o Brasil o livro Um Lugar para Ficar. Depois de tantas expectativas, vou contar um pouco para vocês sobre o que achei da leitura.
Um Lugar para Ficar
Deb Caletti
Editora:
Novo Conceito Páginas: 272 ISBN: 8581630197 Publicação: 2012 Compre:
Sinopse:
O relacionamento de Clara com Christian é intenso desde o começo e diferente de tudo o que ela já havia experimentado. No entanto, o que começa como um grande afeto rapidamente se transforma em obsessão, e já é muito tarde quando Clara percebe que as coisas foram longe demais e que Christian está disposto a fazer de tudo para ficar ao seu lado. Então, Clara parte da cidade e Christian fica para trás. Ninguém sabe onde ela está, mas, mesmo assim, Clara ainda luta para se livrar do medo. Ela sabe que Christian não vai permitir que ela suma tão facilmente.
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Sobre o autor
Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.
O ano é 1985. Brian Jackson, com uma bolsa de estudos e ótimas notas, acaba de entrar para a universidade. E parece que finalmente conseguirá realizar um antigo sonho – aparecer em um popular programa de perguntas e respostas na televisão, no qual poderá demonstrar todo o seu repertório de cultura geral. Após entrar para a equipe da faculdade e passar pela fase classificatória, Brian se prepara para seu primeiro embate televisivo, ao mesmo tempo em que se vê apaixonado por uma de suas colegas de time – a linda, inteligente e elegante Alice Harbinson. Quando Alice se recusa a ceder aos encantos ansiosos de Brian, ele arma um plano infalível para conquistar o coração de sua amada de uma vez por todas. Vai ganhar o jogo. A qualquer custo.
Comentários
Conheci o autor David Nicholls através do livro Um Dia, livro que me deixou com os olhos cheios d’água e maravilhada com o estilo de escrita do autor. Quando vi o lançamento de Resposta Certa, mal pude esperar o momento de tê-lo em mãos.
Brian Jackson perdeu seu pai muito cedo, dedicou-se aos estudos e orgulha-se disso. Sua mãe, devastada com a perda do marido, fechou-se em seu mundo e desaba em lágrimas à menor menção do falecido, por isso, Brian não gosta muito de conversar com a mãe e dedica todo o seu tempo às tarefas escolares. Ele cresceu em uma cidade pequena com dois melhores amigos, mas é o único que vai engressar no mundo universitário com uma bolsa por suas boas notas. Durante sua infância, ele e seu pai passavam horas assistindo a um programa de televisão de perguntas e respostas chamado Desafio Universitário, em suas lembranças, esse era um dos poucos momentos em que o pai sorria, por isso, seu maior sonho é participar do programa. É claro que nosso querido protagonista, um tanto inexperiente no quesito mulher, acaba se apaixonando pela bela, popular e rica Alice.
A narrativa é feita em primeira pessoa, sob o ponto de vista do Brian, proporcionando ao leitor uma visão única desse garoto atrapalhado, que deseja ser culto, mas na verdade não consegue se encontrar.Seus problemas são resolvidos de forma hilária, a maior parte das situações em que se encontra é cômica, proporciona ao leitor muitas risadas, justamente por lidar com um personagem tão esteriotipado.
Se você, assim como eu, leu e adorou Um Dia, não comece a leitura de Resposta Certa pensando em encontrar um livro semelhante. Ainda que com uma escrita peculiar, o segundo livro de Nicholls publicado no Brasil é bem diferente do primeiro. Aqui o romance é cômico e o forte traço de drama não se faz presente.
Os personagens secundários têm seu papel no enredo, mas eu gostaria que o autor tivesse desenvolvido um pouco mais o Spencer, ele é tão importante para Brian e para o desenrolar da trama, que ao final, ficou faltando uma ‘explicação’ para sua rebeldia. E o final ‘aberto’ não me agradou, deixa o leitor com a sensação de que pode ter acontecido com uma pessoa ou outra. Ainda assim, recomendo a leitura, principalmente se você quer ler algo divertido e inteligente.
(…) em vários momentos da vida, já me perguntei se sou gótico, homossexual, judeu, católico ou maníaco-depressivo, se sou adotado ou tenho um buraco no coração, ou se tenho a habilidade de mover objetos com o poder da mente, e sempre, infelizmente, chego a conclusão de que não sou nenhuma das alternativas acima. O fato é que, na verdade, não sou nada.
Página 48
Mari
Playlist
Led Zeppelin – Stairway to Heaven
Sobre o autor
Mariana Dal Chico, fisioterapeuta, esposa, leitora voraz e blogueira. Não sabe viver sem livros e música. Seu estilo literário é variado, no entanto, prefere livros de fantasia que a façam viajar para outros mundos e odeia spoilers. Também pode ser encontrada no @MariDalChico.
Tradutor: Érico Assis Editora:Cia das Letras Páginas: 368 ISBN: 9788535920239 Publicação: 30/04/2012 Preço de Catálogo: 44,00 Compre:
[Leia um trecho]
Sinopse:
Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica de Daniel Handler, nome verdadeiro de Lemony Snicket, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar.
Min Green e Ed Slaterton estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento.
Comentários
Por isso a gente acabou, é um livro do autor Daniel Handler, mais conhecido como Lemony Snicket, autor de “Desventuras em série“. Até aí tudo certo e tudo lindo. Confesso agora pra vocês que não conhecia nenhuma das facetas do autor. Minha vontade em ler o livro veio única e exclusivamente por conta da empolgação da Mari cada vez que falava sobre ele. Obrigada, Mari!
Confesso que não tinha lido nada do Daniel Handler, mas desde que vi o livro em inglês (Why we broke up) me interessei pela sinopse, quando fiquei sabendo que a Cia das Letras o lançaria no Brasil esse ano, fiquei exultante com a novidade. Azar da Alba que teve que me aguentar perguntando se o livro já estava disponível para resenha a cada quinze dias, ainda bem que ela gostou da leitura!
Min (de Minerva a deusa da sabedoria, foi o pai dela que escolheu) Green é uma garota comum. Faz parte de um grupo de amigos não tão descolados e numa festa se vê envolvida com o astro do time de basquete da escola, Ed Slaterton. O improvável acontece e os dois se envolvem. Min conta sua história de trás pra frente; sabemos que eles não estão mais juntos, seu namoro é recontado por meio de uma carta que é mais um diário, guardada numa caixa cheia de pertences que de uma forma ou outra marcou o envolvimento dos dois.
A narrativa de Daniel é extremamente envolvente. As características de Min são tão bem construídas e a personagem se torna tão real que é possível sentir de verdade tudo o que ela passa. Seu humor é ácido, suas descrições por vezes beiram a divagação, mas isso a torna mais verdadeira ainda. A forma que aborda o que aconteceu no relacionamento dos dois é peculiar; Min é aficionada por filmes antigos e a todo momento compara alguma situação com aluma cena que viu nas telonas, isso no começo é um pouco irritante, mas quando a conhecemos melhor, percebemos que faz parte de sua personalidade.
A citação dos filmes antigos me irritou durante a leitura, sabe quando duas pessoas fazem piadinhas que só elas sabem o significado e as outras pessoas ficam sem saber o que é tão engraçado? Então, foi mais ou menos assim que eu fiquei quando cenas de filmes antigos eram citados pela Min. Entendo que faz parte da personalidade dela, é uma de suas características marcantes, mas como leitora me senti um pouco excluída das referências.
Os personagens secundários são apresentados pelo ponto de vista da protagonista, então algumas das características deles ficam camufladas pelas suas impressões. Al e Lauren, os melhores amigos de Min, são dois adolescentes bem estranhos, mas hilários! A forma como o autor aborda a colisão da turma dos descolados com a dos esquisitões é divertida, mas ao mesmo tempo mostra a realidade dos preconceitos que um tem com o outro.
A narrativa do Daniel é única, Min é uma protagonista quase perfeita, com suas características peculiares, é excêntrica, impossível de ser rotulada, mas como qualquer adolescente, se apaixona fácil, se entrega de corpo e alma, mas não enxerga o que realmente está acontecendo e acaba de coração partido.
O tema é batido e mais uma vez acho interessante focar nesse ponto: não importa quantas vezes um tema foi apresentado, seja em filmes, livros, séries, etc. O que realmente importa é a roupagem que o autor dá a ele! Daniel Handler criou uma protagonista apaixonada, hilária, drama queen, que consegue nos apresentar de forma clara seus sentimentos e nos faz rir, mesmo quando chora. A diagramação do livro, juntamente com as imagens dos objetos que fizeram parte do relacionamento, deixam o texto fluído. A leitura é rápida e envolvente. Super-recomendado.
Eu adorei a leitura, mas não foi tudo aquilo que eu esperava, acho que várias coisas ficaram suspensas, sem respostas, o final não me agradou. Parece que faltou alguma coisa que não sei dizer bem o que é. As ilustrações são maravilhosas, proporciona uma experiência de leitura diferente. A leitura é rápida e empolgante, com algumas partes lentas (aquelas em que a personagem começa a divagar demais). Recomendo a leitura, mas leia de mente aberta, saboreando as ilustrações e a narrativa.
(…) Estou contando por que a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais.
Página 9
(…) Estou contando por que a gente acabou, Ed. Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais.
Hoje trago um livro de um autor de sucesso mundial: Dan Brown.
O Código da Vinci (publicado em 2004) , que se tornou grande sucesso, polemizou sociedades como a igreja católica e sociedades secretas e, foi justamente esse livro que fez com que o autor se tornasse tão conhecido pelo mundo. Em O Símbolo Perdido, Dan traz Robert Langdon, personagem já conhecido em Anjos e Demônios e Código da Vinci, em mais um suspense de tirar o fôlego
Além dos livros acima citados, o autor também tem publicado no Brasil os livros:
Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus conhecimentos de simbologia e sua habilidade para solucionar problemas. Em 'O Símbolo Perdido', o professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana - o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.
Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muito fã de autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.
Hoje vou falar de um livro bem diferente. @mor me pegou completamente desprevenida, e me encantou. A obra é do austríaco Daniel Glattauer, e já tem a sua continuação prevista para ser lançada aqui no Brasil entre novembro de 2012 e janeiro de 2013. Bora lá conhecer minhas impressões!
@mor (Gut gegen Nordwind) – Brasil (2012), em alemão (2006)
Alle sieben Wellen – Brasil (2012 ou 2013), em alemão (2009)
Tradutor: Eduardo Simões Editora:Suma de Letras Páginas: 184 ISBN: 9788581050669 Publicação: 2012 Preço de Catálogo: 29,90 Compre:
Sinopse:
O livro é uma história de amor moderna, que se desenrola por meio de trocas de longos e-mails entre Emmi Rothner e Leo Leike. Ela, casada. Ele, recém-separado, com o coração partido. Os dois se tornam amigos íntimos, embora nunca tenham se visto pessoalmente. Será que vão se apaixonar? Se encontrar? Vão ter coragem de, quem sabe, deixar suas vidas de lado para arriscar?
Comentários
Como começar a falar de @mor? Um enredo tão simples, com sentimentos tão complexos e tão belamente descritos. Vou tentar.
Emmi é uma mulher casada, de idade desconhecida e que começa a se corresponder meio que por acaso com Leo, um homem solteiro, também de idade desconhecida e que está saindo de um relacionamento conturbado. Os dois começam a se corresponder e o sentimento entre eles – mesmo que por meio de palavras, apenas – começa a se avolumar.
Essa é a premissa e claro, não é a primeira vez que é abordada em livros, filmes, etc. Um romance que começa por meio de mensagens sem um personagem conhecer o rosto do outro é até comum. Mas, mais uma vez – e já está virando uma constante em minhas resenhas – o que vale é a forma que o autor a aborda.
A narrativa escolhida tem a intenção de dar ao leitor uma ideia de voyeurismo, como se bisbilhotássemos a correspondência alheia. Começamos lendo um e-mail que Emmi, por engano, manda a Leo. A partir daí todo o texto é assim: por e-mails. Achei superinteressante a forma escolhida de contar a história, alguns acontecimentos só ficamos sabendo por meio das perguntas de um ou do outro. Durante alguma conversa algo é combinado, mas só ficaremos sabendo se aquilo de fato aconteceu, se os dois resolverem falar sobre o assunto. Isso por vezes é angustiante! Dá vontade de deixar os e-mails de lado e implorar para o autor – pelo menos por um capítulo – acompanhar seus personagens e revelar-nos o que passa em suas mentes.
No início do enredo, me confundia com quem era o autor do e-mail enviado, quando era apenas uma resposta vaga, sem assinatura, mas, com o passar do tempo fica impossível confundir um personagem com o outro. Suas características são tão marcantes e eles são tão bem-construídos, que sua personalidade salta nas palavras.
O livro é curtinho, e o enredo é tão envolvente que em duas horas a leitura acaba, mas garanto que serão duas horas realmente intensas! Leitura super-recomendada.
Quem quer sorteio? Participem valendo dois exemplares!
(…) Mas eu, por exemplo, gostaria de saber como você é. Explicaria muita coisa. Quero dizer, explicaria por que você escreve do jeito que escreve. Afinal, você se parece com alguém que escreve como você. E eu gostaria pra cacete de saber como é alguém que escreve como você. Isso explicaria tudo.
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Sobre o autor
Alba Milena, casada, 35 anos, é mãe do menino mais lindo do mundo: o Lucas. Supereclética nas suas escolhas de leitura, nutre um ódio profundo e inexplicado por Danielle Steel. Também pode ser encontrada no @AlbaMilena.
Você vai conhecer Desidério,um romancista que entra em contato com os personagens de seu romance,criando situações inusitadas. Nesses contatos,eles discutem as curiosas relações entre personagens e pessoas reais.Os personagens,alguns cheios de preconceitos,outros sem preconceito algum,interagem em torno das histórias de dois casais que se amam,mas que têm muitas dificuldades para chegar a um final feliz.Você conhecerá Bento,um jovem negro e suas ligações com Moçambique.Conviverá com Demétrius,um inimigo da prostituição,que jurava jamais se casar.Conhecerá a beata Glória,uma moça pobre e religiosa,que detestava o ateísmo.E conhecerá Mônica,uma linda bailarina e garota de programa.Durante a leitura,você será constantemente levado a refletir sobre os preconceitos.E será desafiado a meditar sobre as teorias do Determinismo e do Livre-Arbítrio,que influenciam nossa maneira de interpretar a vida.
Comentários: Desidério é um escritor em processo de criação de um romance que possui o “dom” de literalmente trazer os personagens do livro a vida real e dialogar com eles.
O enredo começa com histórias paralelas, Bento é rico, filho de um africano e uma inglesa e tem preconceito por pobres.
Glória é uma jovem de 19 anos, de família humilde e extremamente religiosa que detesta ateus. Às vezes o fanatismo e a inocência dela são totalmente frustrantes e chatos.
Demétrius é um homem independente que odeia prostitutas e que não pretende se casar. Além de machista, ele sempre tem justificativas não aceitáveis para seu comportamento. (como o fato de mulher boa pra casar, ser uma virgem, já que as chances dela trair são menores)
Mônica é uma bailarina formada em publicidade e propaganda e que trabalha como prostituta.
Aos poucos as histórias vão tomando forma e se cruzando umas com as outras. O livro é repleto de diálogos “para pensar” sempre voltados para a questão do livre arbítrio e preconceito.
Todos os personagens têm pré-conceitos sobre certos assuntos. Religião, mulheres, educação…
Confesso que não sou lá muito fã de leituras auto-reflexivas e nesse livro isso é o que mais têm.
Além disso, a história se tornou bem previsível, os 4 personagens principais, formaram casais entre si, e os coadjuvantes ficaram claro quem ficaria com quem e em quais circunstâncias.
Em algumas ocasiões os diálogos se tornam extensos demais e algumas descrições são feitas sem necessidade.
Apesar dos pesares de eu não ter simpatizado muito com a história, um ponto positivo, é que a leitura é rápida e flui bem.
” – Ninguém escapa de manipular e de ser manipulado. Cada indivíduo procura pelos seus interesses, e, para isso, precisa convencer os outros a fazer o que ele deseja, Manipulação faz parte da sociedade. Agora, a manipulação feita para prejudicar, a manipulação enganosa, antiética, essa sim é um crime…”
Pág. 231
Playlist: PJ Harvey – “Shame” Adele – “Rolling In The Deep” Alanis Morissette – “That I Would Be Good”
Sobre o autor
Lê quase tudo que cai em suas mãos - até bula de remédio - mas não é muito fã de autoajuda nem de romances muito açucarados. Gosta de ler desde que se conhece por gente. Já gostou muito de romances espíritas, hoje... nem tanto! Também pode ser encontrada no @xtatolinax.
Saudações, galera. Eu sei que tinha dito que faria uma série de vídeos falando sobre as editoras brasileiras que publicam quadrinhos, mas quando recebi esta Graphic Novel lançada pela Companhia das Letras, tive que mudar temporariamente de planos:
Ao lado de nomes como Frank Miller, Alan Moore e Neil Gaiman, o artista David Mazzucchelli foi um dos grandes responsáveis pela revolução nos quadrinhos no fim da década de 1980. Seu trabalho em séries como Demolidor: O homem sem medo e Batman: Ano 1 até hoje é referência do que foi feito de melhor no campo dos super-heróis. Depois de anos publicando apenas pequenas histórias autorais, Mazzucchelli voltou-se para esta que é a mais ambiciosa de suas histórias. Asterios Polyp é ao mesmo tempo um estudo sobre as possibilidades narrativas dos quadrinhos, um livro de design, estética, filosofia e, por que não, humor. Tudo isso sem sacrificar a trama, tão envolvente quanto os desenhos do autor. O Asterios do título é um arquiteto de cinquenta anos, cujo renome vem exclusivamente de seus trabalhos teóricos. Mulherengo, misógino e de uma arrogância quase inacreditável, ele vê seu passado se esfacelar após um incêndio que consome sua casa. Tendo salvado apenas uns poucos objetos pessoais, Asterios parte numa viagem de ônibus, até onde o dinheiro em seu bolso puder levá-lo. No coração dos Estados Unidos, ele encontrará uma nova família, enquanto coloca em perspectiva os principais acontecimentos de sua vida. Quem conta a história de Asterios é Ignazio, seu irmão gêmeo natimorto. A partir desse contraponto, Mazzucchelli cria um verdadeiro jogo de espelhos, uma trama ao mesmo tempo densa – que permite diversas leituras – e fluida como um bom romance. Para narrar a vida desse personagem complexo e multifacetado, Mazzucchelli levou a linguagem dos quadrinhos a um novo patamar, e na aparente simplicidade do traço se esconde um trabalho maduro e uma poderosa reflexão sobre o sentido dos relacionamentos, da arte, da família e, em última instância, da vida. “Uma sátira sobre o casamento, um tratado de estética, design e ontologia, uma história de formação em plena velhice e um Romance de Ideias com duas letras maiúsculas.” - New York Times Book Review (texto copiado do site oficial da Companhia das Letras)
Sobre o autor
Walter Tierno é ilustrador, escritor, blogueiro, pagador de mico, engolidor de sapo e um cara desagradável que responde sinceramente quando alguém pergunta sua opinião. Seu livro de estreia é Cira e o Velho, uma história de vingança que utiliza fatos e personagens históricos e mitologia brasileira.
Hoje eu venho em uma ocasião bem especial, comentar um pouco sobre o novo livro do Diogo de Souza, “Nêmesis – O Retorno de Atarot”, lançado pela Editora Dracaena!
Sinopse: Há cento e quarenta anos, Astarot, uma dos maiores demônios já conjurados, dorme, aprisionado pelas magias da família Masters. Mas uma profecia determinou seu despertar, e agora, a família de magos mais poderosa, e influente, do mundo, se vê face à face com a volta de sua Nêmesis. Isabela Zuckermann, jovem ginasta, foi apontada como aquela quem trará o despertar do demônio. Agora, aqueles que seguem Astarot tentam protegê-la, e aqueles que pretendem impedir a profecia querem sua morte. A jornada de
Isabela está entremeada com o segredo da prisão de Astarot em 1875, e conforme ela descobre a verdade sobre a magia, sua família e sobre si mesma, mais fica claro que não poderá impedir o retorno de Astarot.
Comentários:
Magos poderosos, uma maldição milenar e uma profecia sombria nos recebem logo nas primeiras páginas de Nêmesis, o terceiro romance de Diogo de Souza.
Ambientado em dois tempos – no presente e no passado (mais precisamente, no ano de 1875) – o livro nos conduz pela história de Isabela Zuckermann, uma ginasta bem determinada que vê sua vida mudar de um momento para o outro, ao descobrir que ela faz parte de uma profecia que pode afetar a todos.
Isso porque há mais de 130 anos, todos os magos, vindos de diversos clãs e famílias diferentes, tiveram que se reunir para extirpar uma grande ameaça que pairava sobre a Terra: Astarot, um demônio pra lá de poderoso que se embrenhou na missão sangrenta de exterminar todos os seus descendentes. Porém, agora, depois de muito tempo, esse perigo pode ser reavivado e a chave para o seu despertar pertence à garota.
Com a escrita em terceira pessoa, em “Nêmesis” podemos acompanhar o desenrolas dos fatos através do ponto de vista de diversos personagens fundamentais para o andamento da história. O texto é bem trabalhado, repleto de metáforas, ironias e sinestesias, o que dá um ar bem poético. Porém, apesar de ser um elemento bom, tem algumas cenas que poderiam ter sido mais… “diretas”. Mas nada que comprometa a leitura. Destaque para as cenas de ação que são detalhadas na medida certa e que nos deixam curiosíssimos!
Apesar de a grande maioria dos personagens ser bastante carismática, alguns deles roubam a cena! É impossível não se divertir com o vilão Amadi e seus planos arriscados; suspirar por Mark, o mocinho dedicado; se alarmar com Ariel, a primeira dentre as Bruxas Estelares (aliás, ela me lembrou bastante da Macaia, uma feiticeira também de madeixas brancas, do jogo Fire Emblem – acho que só os “gamers” de plantão vão saber do que estou falando…), temer Johnathan e o demônio Astarot e duvidar das verdadeiras intenções de Cris – mocinho ou vilão?
E olha que esses são apenas alguns elementos deste universo fantástico criado pelo Diogo! Sem dúvida, uma história na qual vale a pena mergulhar!
“O fato é que a liberdade de escolha não é uma ilusão. Ela é real, sim, e, na verdade, é uma das únicas coisas reais que existe. As pessoas podem, como elas acreditam, mudar todo o futuro do mundo com apenas um gesto.
Podem, mas não mudam. O livre-arbítrio é real, mas as pessoas não o usam!”
Página 238
Playlist: Within Temptation – Runnig Up The Hill Within Temptation – Frozen
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Quero ganhar o livro “Nêmesis” autografado pelo @DiogoDeSouza que o @psychobooks está sorteando: http://migre.me/5JTJ7
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Sobre o autor
Sabrina Inserra, paulistana, geminiana, curiosa e irrequieta. Prefere a cidade ao campo, mas o campo à praia. Gosta de música, tecnologia, livros e cappuccino. Na sua bolsa nunca faltam o iPod, o celular e, é claro, a leitura do momento. Quer fazê-la feliz? Dê um cartão ilimitado para ser gasto em uma livraria.