Hoje iremos comentar sobre um lançamento dos EUA da autora Louise Rozett: Confessions of an Angry Girl será lançado no dia 28 de agosto nos EUA, infelizmente, não temos informações se alguma editora do Brasil já se interessou pelo título.
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Depois de ter recebido o ARC do NetGalley, comecei a leitura de Confessions of an Angry Girl sem grandes expectativas, afinal não tinha lido a sinopse completa e nem visto nenhum comentário a respeito do livro, logo a narrativa fluida e o nível de inglês fácil me animaram bastante e quando dei por mim, a leitura tinha chegado ao fim.
Eu acabei demorando mais na leitura. Apesar do texto fluído, confesso que as divagações da protagonista me cansaram um pouco. O nível de inglês é superfácil: se curte um YA pendendo para o infanto-juvenil, a leitura é mais do que recomendada.
Rose é uma garota que está com raiva o tempo todo, mas é difícil culpá-la por isso, seu pai acabou de morrer na guerra, sua mãe – que é psicóloga -, se fechou e não toca no assunto, deixando Rose sozinha para lidar apropriadamente com a perda e para completar, seu irmão foi para a faculdade e ela mais uma vez, sente-se abandonada. Além dos problemas familiares, ela não sabe em que grupo irá se encaixar no colegial, suas amigas estão mais preocupadas em conseguirem ascenção social do que serem fiéis à Rose.
Rose me perde aí, apesar da autora dizer já na título que ela é cheia de raiva, revoltada, não achei que o enredo passou isso de forma consistente. A percebi mais como uma adolescente comum, com tendência a choros inexplicados e crises de raiva sem motivo. Claro que a perda do pai tem um grande diferencial em sua vida e seu histórico familiar não é das melhores, mas mesmo assim achei seus problemas bem pertinentes à idade e com a carga de drama esperada.
Logo no primeiro dia de aula, Rose senta na mesma mesa que Jamie, um garoto mais velho, por quem ela tem uma ‘quedinha’ desde que era menina e ia assistir os jogos em que participava com seu irmão. Começa então uma ‘quase’ amizade, que aos poucos vai crescendo, mas essa aproximação tem uma razão e a Rose não gosta nada quando fica sabendo do motivo.
Jamie é um dos personagens masculinos mais misteriosos que já vi, como a narrativa é sob o ponto de vista da Rose, Jamie consegue mascarar seus sentimentos e tudo o que ele faz é inesperado e surpreendente, o que me deixou muito atraída pelo personagem. O pouco que ele aparece e deixa que Rose descubra sobre sua vida é cativante, espero que ele tenha uma papel mais importante e constante no próximo livro.
Com 14 anos, Rose não é uma garotinha boba e mimada, ainda que sinta muita raiva o tempo todo, tome decisões ruins e precipitadas, é uma personagem realista, o que faz o leitor sentir-se próximo a ela e ao final do livro, sentir como se tivesse vivido cada momento ao seu lado.
O romance é um jovem-adulto pendendo para o adolescente. Tenham isso em mente durante a leitura. Os personagens são bem-construídos mas a história não é muito atrativa. Há muita divagação por parte da personagem, mas nada que atrapalhe a fluência. Uma característica que gostei muito foi a forma como Rose começa os capítulos, sempre apresentando um adjetivo e definindo alguém com base nele.
Como eu não sabia que era parte de uma série, eu esperava um final diferente, mas fiquei muito curiosa para ler Confessions of an Almost Girlfriend.
Curte um romance adolescente “à la Malhação“? Esse é o livro ideal para você. Como estou pendendo mais para a leitura de livros adultos, com maior profundidade dos sentimentos, confesso que a leitura não me convenceu completamente. É um bom livro, mas só. Não sei se lerei a continuação.
Taciturn (adjective): not given to talking (see also: Jamie Forta).
Bad things happen whether you’re scared or not, so you might as well not bother being scared. It’s a waste of time.

Alba

Mari
Playlist
- John Mayer – The Age of Worry
- The Cardigans – Love Fool